PRESIDENTE DO CNA MOSTRA POTENCIAL DE CRESCIMENTO DA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA NOS EUA


       A agricultura brasileira cresceu 247,13% nos últimos 35 anos, atingindo 162,9 milhões de toneladas de grãos e fibras na safra 2010/2011. A expansão da pecuária bovina foi de 39% nos últimos 11 anos, atingindo no ano passado 11,4 milhões de toneladas, seguida pela produção de frango, que cresceu 101% no período, alcançando 9 milhões de toneladas, e pela carne suína, com aumento de 74%, para 3,6 milhões de toneladas. “Este foi o resultado dos investimentos dos produtores rurais brasileiros em tecnologia, que gerou ganhos de 151% em produtividade, com aumento de apenas 31% de área ocupada pela atividade rural”, diz a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, que cumpre um roteiro de contatos com universidades, bancos de fomento e investidores, nos Estados Unidos, país que importou US$ 3,1 bilhões em produtos agrícolas do Brasil, em 2010, com crescimento de 16,3% em relação a 2009. “Vamos mostrar que o País tem a maior, melhor e a mais sustentável produção agrícola do planeta”, afirma a presidente da CNA.
       Entre os compromissos agendados pela presidente da CNA nos Estados Unidos, destacam-se os contatos nas universidades norte-americanas, como a palestra na Columbia University e o encontro na Georgetown University. Fará palestras sobre o potencial de crescimento e oportunidades de investimento no setor nos bancos de fomento, como BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) do Banco Mundial. Estão previstos encontros com fóruns de investidores interessados nas oportunidades do agribusiness brasileiro, como o Brazilian American Chamber of Commerce e o Brazil-U.S. Business Council (BIC). Também fará contatos com a imprensa norte-americana. 
       Durante esse roteiro, a presidente da CNA terá a oportunidade de apresentar dados e estimativas que confirmam o potencial de crescimento do agronegócio brasileiro. Hoje, o Brasil é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo, incluindo silvicultura e biocombustíveis.  Em 2010, foi o maior produtor e exportador de açúcar, café, suco de laranja e álcool. Apesar das deficiências de logística e das imposições de uma legislação ambiental ultrapassada, é o segundo maior produtor e exportador mundial de produtos do complexo soja; o segundo maior produtor de carne bovina e líder das exportações do produto. Somente para os Estados Unidos, foram embarcadas 13.531 toneladas de carne bovina industrializada, no ano passado, totalizando US$ 76,346 milhões, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “A incorporação de tecnologia permitiu aos produtores produzir mais carnes e grãos numa área muito menor, gerando uma poupança ambiental de 73,7 milhões de hectares, que deixaram de ser utilizados e permaneceram com sua cobertura vegetal original”, explica a senadora Kátia Abreu.  
       A atividade agropecuária ocupa apenas 27,7% do território brasileiro, de 851 milhões de hectares, mantendo 61% do território preservado. “Queremos a consolidação destas áreas e a manutenção da produção de alimentos, com preservação ambiental”, afirma a presidente da CNA.  O agronegócio responde, hoje por 22,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, que corresponde a US$ 467,9 bilhões, por 37% dos empregos e 37,9% das exportações, o equivalente a US$ 76,44 bilhões. Estes resultados ainda podem aumentar significativamente com investimentos em pesquisa, incentivos à adoção de novas tecnologias e, principalmente, com a atualização do Código Florestal brasileiro. Após uma seqüência de alterações desde que foi criado, em 1965, o Código passa por um processo de atualização no Congresso Nacional, que regularizará a atividade rural no País e dará segurança jurídica aos investimentos no setor.  
       Integram a comitiva da senadora na agenda de contatos nos Estados Unidos os presidentes das Federações de Agricultura do Ceará, Flávio de Saboya Neto, do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, de Minas Gerais, Roberto Simões, do Rio Grande do Sul, Carlos Sperotto, e de Roraima, Almir Sá. 


FONTE: Assessoria de Comunicação da CNA