ELEIÇÕES 2014 - ASSISTA NA ÍNTEGRA O DEBATE PRESIDENCIAL REALIZADO PELA CNBB - TV APARECIDA


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BRASIL AGRÍCOLA: O melhor conteúdo do Agronegócio em um único lugar!


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FRENTE PARLAMENTAR DA AGROPECUÁRIA VAI OBSERVAR A IMPLEMENTAÇÃO DA AGRICULTURA DE BAIXO CARBONO

O programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) está no radar da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deve ser fortalecido nos programas dos candidatos à presidência da República. Elaborado pelo Ministério da Agricultura, o Plano ABC tem sido realçado nos debates presidenciais no contexto da preservação ambiental e implementação do novo Código Florestal Brasileiro, aprovado pelo Congresso Nacional em maio de 2012. O programa visa reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa, prejudicial à camada de ozônio.
O consultor técnico da FPA, Celio Porto, defende o acompanhamento da aplicação do plano. Segundo ele, sem monitoramento não será possível comprovar a redução das emissões de gases e a eficácia das tecnologias financiadas pelo Programa.
Numa proposta aos presidenciáveis, foi sugerida a criação de um programa de inteligência climática na agricultura para indicar áreas prioritárias na implementação das ações de governo a partir dos riscos das mudanças no clima, e também, o desenvolvimento de pesquisas para aferir o impacto de cada subatividade financiada pelo Programa ABC. Outra questão importante é a inclusão de tecnologias mais adequadas ao bioma amazônico.
– As tecnologias contempladas pelo Plano foram estabelecidas a partir do modelo produtivo das regiões Sul e Sudeste e não levam em consideração as particularidades de algumas regiões do país – afirma Porto.
O Plano ABC prevê a redução da emissão por meio da disseminação de seis tecnologias: recuperação de pastagens (a principal meta); integração lavoura-pecuária, lavoura-pecuária-floresta e sistemas agroflorestais; fixação biológica de nitrogênio; sistema de plantio direto; tratamento de dejetos animais e florestas plantadas.
A maioria delas já é adotada na agropecuária brasileira. O desafio do novo governo é acelerar a disseminação e adoção dessas ações e tecnologias, de forma a alcançar escala que resulte nas reduções de emissões desejadas. Documento entregue dias atrás aos presidenciáveis foi elaborado pelo Observatório ABC com apoio das seguintes instituições: ABAG, ABIEC, Agroicone, Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Arefloresta, FAPE-DF, Imaflora, Imazon, ICV, IPAM, Famato, GTPS e Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal.


FONTE: Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)

ANGOLA INVESTE NA CANA-DE-AÇÚCAR COM TREINAMENTO BRASILEIRO

O caminho de aproximadamente 400 quilômetros entre Luanda, capital de Angola, e a província de Malanje revela muito da realidade do país. Casas precárias pela beira da estrada, comércio informal a céu aberto e muita pobreza. Em meio a este cenário, belezas naturais recompensam os olhos, como as pedras negras, formações rochosas que hoje dividem espaço com 7 mil hectares de canaviais.
Eles fazem parte do complexo Biocom, a primeira companhia de bioenergia de Angola, no município de Cacuso. Uma parceria entre a Odebrecht, o grupo angolano Cochan e a estatal de petróleo Sonangol. O principal foco do empreendimento é a produção de açúcar para abastecer mercado nacional.
– Angola já teve a tradição do açúcar. Hoje, importa 100% da sua necessidade. Pela importância disso em relação à segurança alimentar, entendemos ser um segmento importante para investimento – comenta o diretor geral da Biocom, Carlos Henrique Mathias.
Para chegar a uma produtividade média de 70 toneladas de cana por hectare, foi preciso muito trabalho. A correção do solo exigiu grandes investimentos.
– Tudo iniciou em cima da área de preparo de solo bastante pesada, que hoje não existe mais no Brasil. A gente teve que retirar todo o material lenhoso dessas. Como mais de 70% da nossa área é arenosa, depende bastante de fazer as adubações de correção – explica o diretor agrícola da Biocom, Alécio Cantalogo Júnior.
Outra dificuldade foi encontrar variedades de cana-de-açúcar que se adaptassem bem às condições de clima e solo da região.
– Quando nós chegamos aqui, tinha apenas quatro variedades, sendo duas indianas e duas brasileiras. Hoje nós estamos com um total de 25 variedades sendo testadas para fazer as multiplicações. Até o momento conseguimos identificar três variedades que estão se adaptando melhor aqui na região – completa Júnior.
Em 2014, 2,8 mil hectares de cana estarão prontos para serem colhidos. Até 2019, a área plantada deve subir para 36 mil hectares. Nesta primeira safra, que começou em agosto e termina em outubro, devem ser colhidas 160 mil toneladas de cana, que na indústria vão se transformar em 18 mil toneladas de açúcar, 3 milhões de litros de etanol e 120 gigawatts de energia.
Apesar do treinamento vir do Brasil, a mão de obra é praticamente toda angolana. Amélia Fernanda Mateus, que há pouco mais de um ano foi a primeira mulher a operar uma colheitadeira no país, hoje é líder de uma das frentes de colheita.
– São equipamentos que nós nunca vimos. Quando me deparei com máquinas que nunca tinha visto na vida, foi incrível.  Já faz um ano que estou como líder e sou respeitada – comenta Amélia.
Uma oportunidade de emprego para 2 mil pessoas da região, que trabalham para produzir o que vão consumir em breve.


FONTE: Estela Facchin | Cacuso (Angola) – Canal Rural

ASSISTA NA ÍNTEGRA O DEBATE ENTRE OS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DO BRASIL, REALIZADO PELO SBT

VOCÊ SABE QUAL FOI A MAIOR CONTRIBUIÇÃO SOCIAL NO BRASIL?

Houve um tempo em que o Brasil era um grande importador de alimentos. O país importava quase 100% de trigo, 50% de leite e um terço da carne. Nesse passado não tão distante havia uma aberração social conhecida pelo nome de "fila do leite" em que os brasileiros formavam filas para adquirir leite de qualidade duvidosa. Há alguns anos, o cardápio dominical das famílias brasileiras era constituído de frango como prato principal ou a "mistura". Frango durante os dias da semana era algo acessível somente àquelas de maior poder aquisitivo.
Esse quadro era motivo de inquietação do então estudante de agronomia e, posteriormente professor, Alysson Paulinelli. Ele não concordava com isso e propôs também a outro estudante de agronomia, de nome Alfredo Scheid Lopes, que fosse aos Estados Unidos estudar a ciência dos solos e desenvolvesse tecnologias que se aplicasse às condições tropicais.
Alfredão, como é mais conhecido, foi cursar mestrado na North Carolina State University desenvolvendo suas pesquisas sobre caracterização dos solos dos cerrados brasileiros dando origem a tese de mestrado (assim chamada naquele tempo) "A Survey of the Fertility Status of Surface Soils Under Cerrado Vegetation in Brazil". Foi assim, a gênese de tudo que o agronegócio brasileiro representa hoje. Esse foi o pontapé inicial para que se desenvolvesse a agricultura no Brasil central.
Elucidado, então, a necessidade da correção da fertilidade dos solos sob cerrado, agricultores paranaenses e gaúchos, principalmente, (que hoje muitos "miolos moles" insistem em chamar de invasores) foram instigados naquele tempo pelo governo a ocupar o cerrado brasileiro com objetivo de produzir alimentos para essa grande nação.  O final feliz da história todos nós conhecemos. 
E onde está a contribuição social nisso tudo? O americano Norman Bourlaug, ganhador do prêmio Nobel da Paz, se referiu ao que ocorreu na região do cerrado como a maior revolução verde da história da humanidade. O Brasil de importador de alimentos passou a grande exportador mundial. Nos últimos 30 anos, com a evolução das técnicas de produção e o aumento da produtividade da agricultura brasileira, os produtos da cesta básica reduziram a um terço do que se pagava (ver gráfico acima).
Gastando menos com alimentação, sobrou mais dinheiro para o brasileiro adquirir outros bens. Sem dúvida foi a maior transferência de renda que houve no país, muito mais que qualquer projeto assistencialista. A conquista agrícola do cerrado foi o grande projeto de nação conhecido até hoje no país.
Mas isso o seu e o meu professor de geografia ou história não nos ensinou. O leitor pode estar se questionando: para que isso tudo acontecesse precisou desmatar muitas áreas verdes? Não necessariamente. Se a produtividade da agricultura brasileira fosse a mesma de 40 anos atrás precisaríamos de uma área em torno de 110 milhões de hectares. Ao contrário, o ganho em produtividade nas últimas décadas com a adoção de novas tecnologias de produção economizou mais de 68 milhões de hectares.
O progresso do nosso país foi construído ao longo das décadas pelas mãos dos grandes brasileiros, empreendedores do passado e do presente, cada qual na sua área. Os produtores rurais, os empresários, os engenheiros, os professores e tantos outros. E não por políticos e seus partidos.  
Portanto, o Brasil que é conhecido como o coração e o celeiro do mundo. Que é a pátria do evangelho, tem a grande tarefa de assegurar a paz mundial através do fornecimento de alimento para a humanidade. 

Leitura adicional: 


LOPES, A. S.; COX, F. R. A survey of the fertility status of surface soils under cerrado vegetation of Brazil. Soil Science Society of America Journal, 41:752-757, 1977

LOPES, A.S.; GUILHERME, L.R.G. FERTILIDADE DO SOLO E PRODUTIVIDADE AGRÍCOLA. Diponível em: < http://people.ufpr.br/~nutricaodeplantas/fertisolo.pdf >. 2014




   

A IMPORTÂNCIA DO SEU VOTO PARA A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA

As eleições estão chegando! Estamos a um mês de decidir nas urnas quem serão os próximos representantes da população brasileira nos âmbitos estadual e federal. Agora que é o momento certo de protestar e buscar verdadeiras mudanças para o nosso país. A disputa está acirrada em muitos estados e até mesmo entre os candidatos à presidência da república. O eleitor já teve a oportunidade de pesquisar sobre os seus candidatos, ler entrevistas em diversos sites de notícias, analisar pontos de vista em diversos blogs de jornalistas e escritores renomados, assistir aos debates promovidos pelas redes de rádio e televisão do Brasil, além de contar com os mais variados meios de comunicação como as redes sociais, sites oficiais dos candidatos e vídeos postados pelos próprios candidatos, pelos seus apoiadores e pelos aliados políticos, para decidir qual dos “males é o menor”.
            O Brasil chegou a um nível político inimaginável, aliás, sou um bravo defensor da teoria de que “Cada povo, tem o Governo que merece!”. Digo isso desde jovem, quando assistia a política do “pão com salame” que até os dias atuais reina na minha cidade natal, uma cidadezinha do interior de Minas Gerais que está cada dia mais “lascada” devido as escolhas políticas do seu povo. A verdade é que não devemos procurar por culpados aqui ou ali, quando se fala de política, o povo é o responsável por tudo aquilo que dá certo ou por todos os erros cometidos pelos nossos governantes. Afinal, eles não assumiram um cargo eletivo de qualquer maneira.
            O cenário político atual não nos permite muitas mudanças, estamos em meio a uma falta de opção desesperadora para escolher nossos representantes. Temos onze candidatos concorrendo o pleito de Presidente do Brasil, sendo três mulheres (Dilma Rousseff, Luciana Genro e Marina Silva) e oito homens (Aécio Neves, Eduardo Jorge, Eymael, Levy Fidelix, Mauro Iase, Pastor Everaldo, Rui Costa Pimenta e Zé Maria). OBS: Os nomes citados estão em ordem alfabética, não estou puxando ninguém para lado nenhum! Dentre esses candidatos, sete se enfrentaram em debate político na TV brasileira. É um absurdo ter esse tanto de gente concorrendo a presidência de uma nação tão grande como a nossa, parece que qualquer um pode se candidatar. Deveria haver um critério mínimo para candidatar a um pleito desse nível, há candidatos que sequer atuaram como Deputado alguma vez na vida e se arriscam a ser a figura maior da nossa Democracia. Os candidatos mais cotados pelas pesquisas eleitorais são Aécio Neves, Dilma Rousseff, Marina Silva e Pastor Everaldo, os demais candidatos custam a somar 1% juntos.
            Particularmente, não acredito nessas pesquisas eleitorais, muito menos aquelas geradas pelo IBOPE ou encomendadas pela Rede Globo, seja qual for a instituição de pesquisa, por mais idônea que seja, sabemos do potencial de manipulação desses dados por interesses diversos. As pesquisas acabam tendenciando àquelas pessoas que estão indecisas ou pensavam em votar nulo. Além do mais, nunca foram estatisticamente representativas, pois, como uma consulta a uns dois ou três mil “gatos pingados” espalhados pelo Brasil pode representar fielmente a opinião de uma população de mais de 200 mil habitantes, onde cerca de 143 mil são eleitores?
              Sabemos da preguiça, da falta de cultura e da falta de interesse por política que está intrínseca ao brasileiro, portanto, é muito provável que uma grande parte dos leitores desse artigo não teve a mínima curiosidade em ler os Planos de Governo dos principais candidatos à presidência e verificar como eles tratam dos assuntos mais importantes do nosso país. Tudo bem que sejam apenas promessas, mas uma boa candidatura começa com um bom Plano de Governo. A candidata Marina Silva gosta de afirmar que sua equipe não traz promessas de campanha e sim, compromissos com o eleitor. Bom! Na prática é tudo a mesma coisa, pois tanto promessas quanto compromissos devem ser honrados, ou será que ela pensa que um compromisso, não precisa ser necessariamente cumprido com aquele que está se firmando?
            No dia 04 de setembro de 2014, peguei duas versões de Plano de Governo dos candidatos Aécio Neves, Dilma Rousseff e Marina Silva para avaliar quais são os compromissos desses candidatos com a Agropecuária Brasileira, o principal responsável pelo crescimento do nosso país. A primeira versão que avaliei foi a disponibilizada pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disponível no Sistema de Divulgação de Candidaturas. Para ter acesso a este sistema, CLIQUE AQUI e pesquise pelo seu candidato. A segunda versão que avaliei foi aquelas disponibilizadas pelos candidatos em seus sites oficiais de campanha: http://aecioneves.com.br/; http://www.dilma.com.br/ e http://marinasilva.org.br/.
            Os Planos de Governo disponíveis no site do TSE e nos sites oficiais são ligeiramente diferentes. O Plano de Governo mais completo e bem elaborado, que apresenta as propostas e ideologias da candidatura e de sua coligação é a do PSB, que tem como candidata Marina Silva. Há quem diga que foi tudo elaborado na base do “Ctrl+C e Ctrl+V” do antigo Plano de Governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC). A versão disponível no site do TSE tem 62 páginas divididas em uma parte introdutória e seis eixos temáticos e a versão disponível em seu site oficial de campanha é mais elaborada e com uma linguagem boa de ler, conta com 244 páginas, divididas de maneira objetiva em seis eixos temáticos. O Plano de Governo da candidata do PSB faz várias críticas aos governos passados e aponta algumas agendas de discussões para promover mudanças nos diversos setores do Brasil. O segundo melhor Plano de Governo é do candidato Aécio Neves, que está disponível no site do TSE, contem 76 páginas com uma breve apresentação do Plano e uma divisão em oito temas abordados, já no site oficial do candidato não há uma versão para Download, apenas uma área com nome de “Propostas”, onde o internauta pode acessar o resumo de seu Plano de Governo (Aécio “manja” da preguiça mental do brasileiro!) em forma de tópicos divididos em 25 temas ilustrados e com frases de impacto que ele vem dizendo durante sua campanha eleitoral. As propostas do PSDB estão apresentadas de forma bem clara e objetiva, tanto no site do TSE quanto na página do candidato Aécio Neves.
            Os Planos de Governo do PT são os mais “pros côcos” que eu já vi nos últimos tempos! A versão disponível no site do TSE tem 25 páginas de uma espécie de artigo político, onde são mais exaltados os feitos do passado e as qualidades da candidata, em vez de apresentar propostas concretas. Além disso, encerra-se de uma maneira poética dizendo que “ (...) vamos criar as condições para que o país deixe para trás esse passado de desigualdades e exclusões e cuide, com paixão e desvelo, das crianças, jovens e adultos, para que todos vivam num país cheio de oportunidades. Para tornar-se, enfim, um país desenvolvido.”. A versão disponível em seu site oficial é mais bem elaborada, contem 42 páginas totais, porém 24 páginas são de pura “lorota”, onde o PT fica remoendo o passado e enaltecendo as conquistas e qualidades do ex-presidente Lula e da candidata a reeleição, Dilma Rousseff. À partir da página 25 é apresentado praticamente o mesmo texto disponível no site do TSE apresentando algumas propostas de maneira bem superficial.
            Com base nos dois Planos de Governo de cada candidato, disponíveis na referida data para consulta do eleitor, extraí as propostas que influenciarão diretamente à Agropecuária Brasileira. É o Brasil Agrícola buscando deixar você, caro leitor, sempre bem informado e com um pensamento crítico em relação àquilo que acontece a nossa volta. Confira abaixo as propostas de Aécio, Dilma e Marina para a agropecuária brasileira nos próximos anos, procure se informar ainda mais sobre esse pleito e vote consciente!

AGROPROPOSTAS DE AÉCIO NEVES

* Apoio aos investimentos, por parte de estados e municípios, na formação e capacitação dos pequenos produtores rurais, de forma a promover a melhoria tecnológica e permitir sua emancipação sociopolítica, livrando-os da dependência histórica e inserindo-os de forma proativa na agenda do desenvolvimento.
* Criação de incentivos à produção da agricultura orgânica como alternativa de renda na agricultura familiar.
* Apoio às inovações tecnológicas e à democratização do acesso às tecnologias relacionadas a sistemas de produção sustentáveis, sobretudo de base agroecológica.
* Incentivo à implantação de sistemas de captação e manejo de água de chuva, visando a incorporação e ampliação da agricultura familiar nos territórios semiáridos.
* Apoio à incorporação de medidas que visem aproximar a produção do consumo de alimentos, de modo a evitar o longo deslocamento dos mesmos, fator causador de emissões de gases de efeito estufa e de aumento dos preços dos produtos para o consumidor.
* Elaboração do Mapa Brasileiro das Vulnerabilidades Sociais às Mudanças Climáticas, que subsidie a construção e a implementação de sistemas de alerta de riscos de desastres, a elaboração de políticas públicas de redução de riscos e a efetivação da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
* Estímulo a pesquisas de extensão voltadas para a agricultura familiar.
* Apoio à criação dos núcleos de agroecologia, com a ampliação da formação de profissionais conhecedores da agroecologia.
* Apoio ao esforço da Embrapa na pesquisa em agroecologia.
* Implantação das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica do Campo, construindo parcerias com universidades para a execução de projetos e elaboração de materiais paradidáticos.
* Reconhecimento do potencial econômico do extrativismo praticado pelas populações tradicionais, nos vários biomas.
* Aceleração da regularização fundiária dos territórios, agilizando os processos de demarcação e garantindo sua proteção física, bem como de apoio aos assentamentos e garantia de oferta das ações das diversas políticas públicas aos seus integrantes, com qualidade e eficiência.
* Reconhecimento do papel essencial do autoconsumo como prática da agricultura familiar e camponesa, e da contribuição estratégica das mulheres para o abastecimento alimentar.
* Incentivo às feiras agroecológicas, aos grupos e redes de consumidores, e à aliança com o pequeno varejo.
* Abertura do mercado institucional para a agricultura familiar, com destaque para o Programa de Aquisição de Alimentos - PAA - e o Programa Nacional de Alimentação Escolar –PNAE.
* Implementação da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – PNAPO - a partir do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica - PLANAPO, a fim de integrar, articular e adequar políticas, programas e ações indutoras da transição agroecológica e da produção orgânica e de base agroecológica, que contribuem fortemente para o desenvolvimento sustentável. Isso possibilitará à população a melhora da qualidade de vida, por meio da oferta e consumo de alimentos saudáveis e do uso sustentável dos bens naturais.
* Planejamento, implementação, monitoramento e avaliação das políticas públicas de SANS (Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável), e fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e nutricional - SISAN, com vistas a acompanhar o cumprimento das obrigações do poder público para a realização do DHAA (Direito Humano a Alimentação Adequada) e a consolidar a intersetorialidade, a participação social e a gestão governamental regionalizada, eficiente, eficaz e transparente.
* Garantia do acesso à alimentação adequada e saudável para grupos, famílias e indivíduos em situação de insegurança alimentar ou de vulnerabilidade.
* Universalização do acesso à água de qualidade e em quantidade suficiente para o consumo da população e para a produção de alimentos da agricultura familiar, de povos e comunidades tradicionais e da pesca e aquicultura, com prioridade para as famílias em situação de insegurança hídrica.
* Combate à pobreza rural e de ampliação do abastecimento alimentar e o acesso a alimentos pelas famílias rurais e periurbanas.
* Promoção e incorporação do direito à alimentação adequada nas políticas públicas, do acesso à alimentação de qualidade e de modos de vida saudável, da educação alimentar e nutricional e da alimentação e da nutrição materno-infanto-juvenil.
* Fortalecimento das ações de vigilância sanitária dos alimentos.
* Respeito às comunidades tradicionais e aos hábitos alimentares locais.
* Municipalização das ações de segurança alimentar e nutricional sustentável.
* Apoio à reforma agrária e ao fortalecimento da agricultura familiar de base agroecológica, como base para emancipação familiar.
* Resgate da qualidade e dos recursos alocados aos investimentos em infraestrutura no país, inclusive por meio de PPP (Projetos Público-Privados), para que eles efetivamente saiam do papel, e promovam melhorias relevantes na infraestrutura, que hoje é um dos maiores gargalos para o crescimento da produção e para o fortalecimento da agropecuária.
* Criação de regras claras para o desenvolvimento, o uso e a multiplicação dos diferentes produtos e processos da biotecnologia. A falta de clareza das regras vem desestimulando o investimento privado e comprometendo seriamente o surgimento de novas tecnologias. É preciso repensar o papel central da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio, visto que as decisões acerca de biotecnologia devem ser tomadas por especialistas. Seriedade, transparência e agilidade são os elementos chaves para que novas tecnologias permitam o desenvolvimento da agricultura brasileira, tendo por primado a proteção da saúde humana e do meio ambiente.
* Estímulo à implantação da Agricultura de Baixo Carbono.
* Resgate dos investimentos em pesquisa pública no país, integrando na forma de redes de trabalho os sistemas federais, estaduais e privados de pesquisa. A rede de desenvolvimento tecnológico irá envolver as universidades de ciências agrárias e biológicas.
* Promoção da melhoria do sistema brasileiro de patentes, não apenas para o caso da pesquisa na área de biotecnologia, conferindo-lhe mais agilidade. É fundamental garantir o respeito ao direito de propriedade sobre a patente, reprimindo o uso indevido dos diferentes produtos e processos (pirataria).
* Melhoria da alocação de recursos orçamentários para a defesa sanitária, com a consequente cobrança de aumento da qualidade dos serviços.
* Ampliação do quadro de técnicos da vigilância sanitária e desenvolvimento de trabalho conjunto com as vigilâncias sanitárias estaduais, a fim de otimizar os resultados das estruturas existentes.
* Desenvolvimento de ações de controle e combate a doenças e pragas, em parcerias com o setor privado, comunidade científica e sociedade civil.
* Harmonização dos sistemas de vigilância do Brasil com os demais países da região.
* Erradicação da febre aftosa em todo o país, sem distinção de região. Priorização do controle e erradicação de zoonoses, tais como tuberculose, raiva, brucelose e clostridiose.
* Implantação de ações de educação sanitária dos produtores.
* Priorização do Programa Nacional de Controle de Resíduos.
* Estimulo à adoção voluntária de certificação e de organização, divulgando aos produtores os diferentes sistemas de certificação, e exigência de rastreabilidade em produtos de maior risco sanitário.
* Proteção ao risco de catástrofe.
* Proteção ao risco de preço. O elemento de defesa de risco mais adequado ao uso pelos agricultores é o mercado de opções, que deverá ser desenvolvido e estimulado no Brasil.
* Estimulo e divulgação dos mecanismos de financiamento da agricultura, especialmente no que diz respeito ao Banco do Brasil.
* Regularização da titulação de todas as propriedades brasileiras, com o reforço da unificação dos cadastros estaduais e federais no que diz respeito à titulação das propriedades, estabelecendo um cadastro único de terras.
* Estimulo à adesão dos produtores ao regime de pessoa jurídica, o que será alavancado pelo desenvolvimento de um modelo tributário tipo “Simples Agrícola”.
* Posição de liderança da Presidência da República nas questões de sustentabilidade, visando garantir um efetivo diálogo horizontal na esfera federal, com o engajamento dos estados, municípios, setor empresarial e a sociedade civil.
* Protagonismo na coordenação e articulação dos atores sociais e agentes econômicos envolvidos no desenvolvimento sustentável, em articulação com estados e municípios, e papel de vanguarda nos encaminhamentos dessas questões na agenda internacional. Especial atenção à Conferência das Partes 21 da Convenção de Mudança do Clima, a ser realizada em 2015. Bem como ao estabelecimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em substituição aos Objetivos do Milênio. Nesta agenda internacional, o Brasil deve liderar iniciativas que protejam os oceanos.
* Adoção de um modelo de governança matricial, atribuindo responsabilidades ambientais às instâncias governamentais encarregadas das políticas setoriais, com metas de qualidade ambiental a serem cumpridas.
* Transição para uma Economia de Baixo Carbono para o enfrentamento do aquecimento global. Com a adoção de medidas voltadas à redução do desmatamento da Amazônia, do Cerrado e dos demais biomas e emprego de instrumentos econômicos que estimulem, efetivamente, uma agricultura de baixo carbono, padrões rigorosos de eficiência energética, conservação da biodiversidade e conservação do solo e da água.
* Adoção de ferramentas macroeconômicas - em coordenação com estados e municípios - que viabilizem claramente as políticas urbanas sustentáveis, como o transporte público sustentável; a construção de edifícios sustentáveis; a implantação de áreas verdes para evitar as ilhas de calor; e o uso de energia solar nas cidades, possibilitando a venda de excedentes.
* Conservação e Economia da Biodiversidade mediante efetiva implantação das Unidades de Conservação e ampliação das mesmas em biomas sem proteção adequada, com atenção especial ao ambiente marinho, dando cumprimento ao Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020, traçado no ano de 2010, em Nagoya, no Japão.
* Reconhecimento do papel das populações tradicionais na conservação da biodiversidade. Valorização do conhecimento dessas populações mediante política e legislação específicas.
* Implantação e gestão das Unidades de Conservação como instrumento de desenvolvimento regional, com ênfase na ideia que as mesmas são ativos estratégicos com potencial de geração de renda, mediante políticas adequadas de turismo sustentável. Utilização de parcerias público-privadas como instrumento eficaz de financiamento para as Unidades de Conservação e estímulo a atividades econômicas no seu entorno.
* Promoção de processos de restauração de alguns biomas, com o objetivo de assegurar a capacidade de provimento de serviços ecossistêmicos, a exemplo do “Pacto pela Restauração da Mata Atlântica” firmado entre vários entes públicos, sociedade civil, comunidade científica e proprietários rurais.
* Estabelecimento de uma política robusta de pagamento por serviços ambientais, inclusive com a ampliação de políticas de inclusão produtiva, como a figura da “bolsa-reciclagem”.
* Edição de legislação especifica sobre a introdução de espécies invasoras, bem como fortalecimento das atividades de fiscalização fitossanitária.
* Estabelecimento de políticas específicas para os vários biomas brasileiros – Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal, Pampas e Zona Costeira. No caso da Amazônia, fortalecer a articulação de ações com os países vizinhos, através do TCA – Tratado de Cooperação Amazônica, com o objetivo de se elaborar um grande estudo sobre os impactos do aquecimento global sobre a Bacia Amazônica, a exemplo do que foi feito no Ártico. Este bioma requer atenção especial pela importância que o mesmo possui no contexto internacional.
* Implantação de uma Política Nacional de Florestas, com ênfase no estímulo à recuperação das áreas previstas no Código Florestal, inscritas no CAR -Cadastro Ambiental Rural - e constantes do PRA - Programa de Regularização Ambiental.
* Promoção do manejo florestal sustentável das florestas tropicais e implantação de um ambicioso Programa de Florestas Plantadas, visando a expansão da indústria de base florestal. Utilização do poder de compras governamentais mediante um programa robusto de licitação sustentável no país.
* Garantia de que critérios de sustentabilidade estejam presentes nas suas três dimensões - social, ambiental e econômica – nos processos de tomada de decisão das políticas públicas, tendo as gerações futuras como perspectiva de longo prazo.
* Estímulo à produção de bens e produtos com menor impacto socioambiental, de forma a torná-los acessíveis a todas as pessoas, independentemente do seu poder aquisitivo.
* Estabelecimento de políticas tributárias e de crédito com base na análise do ciclo de vida dos produtos e da fixação de padrões rigorosos de eficiência energética, e desempenho ambiental.
* Implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos na perspectiva de estimular a Economia Circular no Brasil. Reconhecimento especial pelos serviços ambientais realizados pelos catadores de lixo.
* Estímulo a que os bens e serviços brasileiros estejam aptos a atender às certificações mais rigorosas existentes nos países desenvolvidos, de modo a se garantir a competitividade e o acesso a mercados internacionais.
* Licenciamento ambiental integrado aos demais instrumentos da política ambiental, como o Zoneamento Econômico Ecológico - ZEE, a Avaliação Ambiental Estratégica - AAE, o monitoramento da qualidade ambiental do país, entre outros. Adoção da AAE e utilização do ZEE, em escala adequada, na concepção dos grandes programas e projetos governamentais e daqueles financiados pelo governo, visando a inclusão da dimensão ambiental no momento em que é tomada a decisão do investimento, e já nesse momento aferir os impactos socioambientais para conhecimento da sociedade.
* Implantação da Política Nacional de Educação Ambiental em conjunto com o Ministério da Educação.
* Fortalecimento do Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos. Atenção especial deve ser dada ao impacto do aquecimento global no ciclo hidrológico, com o objetivo de estabelecimento de políticas de adaptação em relação ao risco de desastres naturais, tais como enchentes, inundações e grandes deslizamentos; comprometimento do abastecimento urbano de água e secas prolongadas.
* Fortalecimento do SISNAMA – Sistema Nacional do Meio Ambiente, com atenção especial às deficiências dos órgãos federais, estaduais e municipais de meio ambiente.
* Fortalecimento da sociedade civil voltada para iniciativas ambientais, de mudança do clima, conservação da biodiversidade, do bem estar animal e de desenvolvimento sustentável.
* Combate ao comércio ilegal de animais silvestres e produtos madeireiros.
* Adoção de política de proteção aos direitos dos animais, em sintonia com iniciativas em curso em vários países.
* Resgate do programa de produção do etanol.
* Criar regras claras para voltar a atrair capital para investimentos em energia.
* Respeito ao direito de propriedade. Fazendas invadidas não serão desapropriadas por dois anos.
* Reforma agrária com foco na geração de renda.
* Apoio técnico e tecnológico para os assentamentos de reforma agrária.
* Resgatar a Embrapa como instrumento de pesquisa.
* Criação do Superministério da Agricultura: o ministério da agricultura ficará mais robusto. A estratégia do agronegócio, vital na economia do Brasil, será definida pelo Presidente da República.
* Análise de investimentos em ferrovias e hidrovias com foco em eixos que agreguem competitividade ao agronegócio.
* Incorporação da Secretaria Especial da Pesca no Superministério da Agricultura, modernização da legislação de crédito agrícola e ampliar a cobertura do seguro rural para cerca de 60% da área plantada.
* Aumentar a capacidade de armazenagem em mais 50 milhões de toneladas nos próximos quatro anos.
* Implantar o Programa Decenal de Desenvolvimento do Semiárido, de forma articulada com os Estados nordestinos, com orçamentos plurianuais aprovados pelo Congresso Nacional, e que tenha continuidade ao longo de diferentes governos, evitando a interrupção tão prejudicial à consecução dos objetivos.
* Concluir a Transposição do Rio São Francisco, com prazos e custos rigorosamente (re)negociados, aprovados e definidos, e ações importantes, como a revitalização do Rio São Francisco e a recuperação da sua foz associada com projetos complementares, como o Baixio de Irecê, na Bahia, e a ligação entre as bacias do Parnaíba e do São Francisco, beneficiando diretamente o semiárido do Piauí e a conclusão do Canal do Sertão Alagoano.
* Investir e viabilizar financiamentos na perenização e adequação de sistemas existentes de abastecimento de água, garantindo capacidade de suporte hídrico e alimentar às unidades produtivas (no Semi-Árido).

AGROPROPOSTAS DE DILMA ROUSSEFF

* As nossas políticas Industrial, Científica, Tecnológica e Agrícola vão atuar para reduzir os custos de investimento e produção, estimulando nossa capacidade de inovação, reduzindo os custos logísticos e melhorando o ambiente de negócios do país.
* Para assegurar maior efetividade da política ambiental, fortaleceremos a coordenação intergovernamental, em âmbito nacional, de modo a somar os esforços da União àqueles dos Estados e municípios, em especial nas áreas de licenciamento ambiental, recursos hídricos, mudança climática e florestas. As três instâncias de governo são protagonistas da política ambiental do país e a sinergia entre elas é fundamental para a qualificação de um projeto nacional de desenvolvimento sustentável e inclusivo.
* Aprofundaremos o processo de modernização do licenciamento ambiental em curso com a regulamentação da Lei Complementar 140.
* A segurança hídrica será tratada com prioridade, mobilizando ações compartilhadas e concatenadas das três esferas de governo para que as necessidades múltiplas de uso da água – consumo humano, irrigação, hidroelétricas, pecuária e outros – sejam levadas em conta de forma racional e sustentável.
* Manteremos nosso compromisso com a redução de emissões. Para isto, daremos continuidade ao combate do desmatamento, em especial na Amazônia, e aceleraremos a implementação dos planos setoriais previstos no Plano Nacional de Mudança Climática. O Brasil se engajará fortemente nas negociações climáticas internacionais que terão lugar em 2015, para que seus interesses sejam contemplados no processo de estabelecimento dos parâmetros globais.
* Aceleraremos a implementação do Cadastro Ambiental Rural – peça fundamental do novo Código Florestal – , que envolve a integração entre o Governo Federal e as administrações estaduais. Nosso compromisso é apoiar todos os proprietários rurais para que, no prazo definido por lei, tenham a situação de suas propriedades regularizada.
* Fortaleceremos a reestruturação produtiva em direção à economia de baixo carbono e a aposta no uso de recursos naturais como a melhor forma de sua preservação, em especial pelas populações tradicionais que ocupam regiões importantes do ponto de vista da biodiversidade.
* O Brasil continuará o processo de expansão do seu parque gerador e transmissor para garantir a segurança do suprimento e a modicidade tarifária. Essa expansão ocorrerá de forma a manter a qualidade de nossa matriz energética, baseada em hidroelétricas e termoelétricas, fontes renováveis limpas e de baixa emissão de carbono, e complementada por fontes alternativas, como a eólica, a solar e a originária da biomassa. Terá sequência prioritária a ampliação e modernização do parque instalado de transmissão de energia.

AGROPROPOSTAS DE MARINA SILVA

* Lançar uma força tarefa para solucionar os conflitos fundiários, assentando as 85 mil famílias hoje à espera de lotes, segundo estimativas dos movimentos sociais.
* Incorporar à economia cerca de 1 milhão de famílias que vivem em minifúndios de agricultura de subsistência oferecendo-lhes assessoria técnica e crédito público subsidiado. A partir daí, elas poderão ter renda, gerando efeito multiplicador na comunidade local.
* Priorizar, ao fazer novos assentamentos, a proximidade com as cidades médias do interior, que podem ser a base tanto para polos regionais como para oferta de serviços vinculados à atividade rural.
* Incumbir às universidades e os institutos de tecnologia de integrar o ambiente educacional e o produtivo nos assentamentos.
* Atualizar os indicadores de produtividade agrícola e acelerar o diagnóstico da função social da propriedade rural nos aspectos produtivo, ambiental e trabalhista, permitindo a rápida desapropriação nos casos previstos em lei ou premiando aqueles que fazem uso correto da terra, por meio da criação de um Selo da Função Social.
* Estabelecer os parâmetros para unificar o cadastro de terras, o que envolve desde a precisão dos dados a coletar, armazenar e atualizar até a forma de torná-los públicos e de acessá-los, a fim de discriminar positivamente os diferentes estabelecimentos e as respectivas formas de propriedade fundiária, algo vital para definir as contrapartidas socioambientais a cobrar de cada segmento, bem como para fazer justiça tributária.
* Priorizar e qualificar os processos de regularização fundiária, especialmente na Amazônia, no Nordeste, na faixa de fronteira e nos territórios quilombolas.
* Profissionalizar a gestão da política agrária, não permitindo o aparelhamento político de seus órgãos (Incra, MDA etc.).
* Reorganizar o Incra e dotá-lo de recursos e competências que lhe permitam atuar no apoio aos assentamentos rurais e desenvolver programas de assistência aos assentados.
* Aumentar a proporção de energias renováveis na matriz energética.
* Precificar as emissões de CO2 no setor energético e trabalhar por sua redução.
* Recuperar e revitalizar a produção de biocombustíveis.
* Garantir que 1 milhão de hectares de concessões florestais com fins energéticos sejam dedicados ao suprimento de termoelétricas a biomassa.
* Dar prioridade a políticas e a desonerações dirigidas às bases das cadeias produtivas, e não aos bens finais de consumo. A meta é reduzir os custos dos insumos básicos produzidos no país para níveis internacionais, beneficiando os segmentos que os produzem e também os de bens de capital e de bens de consumo que os utilizam.
* Reforçar as ações com grande capacidade de complementação ou integração com outras políticas e com setores nos quais já estão constituídos padrões de excelência e de produtividade. Uma referência para as iniciativas nessa área deve ser o desenvolvimento de tecnologias para adicionar valor às matérias-primas locais de origem mineral, energética ou agropecuária. Nesse sentido, uma política de recuperação da capacidade de produção e de investimento do setor de etanol constituiria relevante elo entre as políticas industrial e de sustentabilidade.
* Política comercial: como hoje 40% do comércio mundial de alimentos se dá no âmbito de acordos bilaterais, é imperioso que o Brasil firme acordos dessa natureza com países importantes ou grupos de países como a União Europeia, independentemente do Mercosul.
* Política de renda: trata-se de implementar o seguro rural, e não apenas um seguro contra catástrofes climáticas (que existe hoje). O setor precisa de mecanismo que cubra também riscos de mercado, como faz o mundo desenvolvido. O verdadeiro seguro rural deverá ser articulado com uma nova política de crédito rural e uma real política de preços mínimos.
* Os recursos para os financiamentos deverão continuar a crescer no volume necessário para assegurar que o setor agropecuário continue a expandir-se no país. A taxa de juros também continuará como atualmente: abaixo das outras taxas de mercado. Isso significa que a política de crédito deverá ser mantida no próximo governo, mas com mais diálogo com o setor.
* Política tecnológica: embora tenhamos a melhor tecnologia tropical do planeta, este é um setor dinâmico, que demanda muito mais recursos do que os atualmente disponíveis para nossas instituições de pesquisa. O Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), base para nossa sustentabilidade, também precisa ser muito mais intensamente divulgado e aperfeiçoado.
* Logística e infraestrutura: a ineficiência causada pela precariedade de nossa estrutura de logística é um dos ônus impostos ao agronegócio. Há poucas estradas no país e, muitas vezes, são de baixa qualidade. O transporte por trilhos para produtos agropecuários, por sua vez, é quase inexistente. Os sistemas de armazenagem são claramente insuficientes, e a maioria dos portos não dispõe de estrutura adequada para receber as cargas, além de apresentar alto custo de desembaraço e carregamento das exportações. Essas ineficiências vão ser endereças por uma política ativa de investimentos em infraestrutura, calcada em prioridades orçamentárias, como adiantamos mais acima, quando falamos sobre infraestrutura.
* Governança: no mundo inteiro, o Ministério da Agricultura cuida da questão fundiária, florestal (florestas plantadas) e da pesca. No Brasil temos quatro ministérios cuidando desses temas, disputando o mesmo orçamento e o mesmo prestígio junto ao Palácio do Planalto, ao Legislativo, à mídia e à sociedade. Ainda interferem no agronegócio mais uma dezena de ministérios e agências correlatas. É preciso racionalizar e melhorar a articulação desse emaranhado de orgãos federais que engessam as ações para o setor rural.
* Devemos destacar ainda a importância de melhorar serviços nos portos, também a partir das concessões, e determinar metas, com definição de prazos e indicadores de desempenho, para os diversos órgãos que se encarregam da fiscalização dos despachos de mercadorias. Isso reduzirá tremendamente o custo Brasil.
* É necessário estabelecer uma politica de estoques reguladores que ajude a equalizar flutuações grandes de preços e fortalecer o sistema de armazenagem no país.
* As melhorias na legislação trabalhista vão trazer benefícios para contratados e contratantes. Estes vão lidar com custos mais previsíveis. Aqueles terão todos os direitos preservados, o que vai contribuir para elevar a produtividade.
* Na área dos programas de extensão rural, que são destinados à formação continuada no campo, vamos promover maior integração entre a pesquisa e a extensão rural e criaremos mecanismos de integração com as universidades públicas, empregando mais alunos e utilizando recursos tecnológicos para criar um grande banco de dados de soluções de problemas técnicos.
* A promoção da agropecuária de baixo carbono será prioridade. A estratégia será equilibrar os custos de forma que a produção de baixo carbono não seja tão mais cara. Uma primeira política nesse sentido será garantir os aportes necessários para o atendimento dos objetivos do Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que deverão ser financiados pelo poder público ou por meio de linhas de crédito. Os recursos serão destinados a estimular o manejo e a recuperação de pastagens, especialmente na Amazônia Legal.
* O limite de crédito por tomador no âmbito do Plano ABC será ampliado dos atuais R$ 2 milhões por ano para R$ 5 milhões por ano. Promoveremos a meta de desmatamento zero, detendo o avanço da agropecuária nas áreas de florestas e direcionando-a para as já desmatadas. Alavancar e multiplicar a recuperação de áreas degradadas em todos os biomas é outra alternativa.
* Para concretizar esse propósito, é fundamental garantir a completa implementação do cadastro ambiental rural em todo território nacional e elaborar e executar planos de recuperação ambiental das propriedades rurais.
* Reconhecemos ainda a importância da agricultura familiar na oferta de alimentos para o consumo interno, para a ocupação de mão de obra e para a geração de renda no campo. Consideramos, portanto, fundamental apoiá-la por meio de políticas públicas adequadas e estruturadas especialmente para esse segmento.
* Buscar atingir a meta de investir pelo menos 10% dos recursos orçamentários da Embrapa em pesquisas relacionadas à agricultura familiar.
* Facilitar o acesso de pequenos agricultores ao Programa de Aquisição de Alimentos e assegurar o cumprimento da Lei 11.947/2009, abrindo mercados para a produção os agricultores familiares.
* Aprofundar e expandir programas de capacitação técnica para pequenos agricultores, dando atenção especial à agroecologia.
* Propiciar apoio técnico à migração para sistemas agroecológicos e diversificação de culturas de acordo com demandas alimentares e nutricionais.
* Ampliar o volume de recursos destinados ao seguro rural, garantindo acesso equitativo ao benefício.
* Destinar mais recursos ao Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) e aos programas voltados ao pequeno agricultor.
* Fomentar a infraestrutura para integração da cadeia produtiva da agricultura familiar e os centros de demanda por meio dos eixos de desenvolvimento regionais.
* Estimular a destinação de espaços urbanos públicos à comercialização dos produtos advindos da agricultura familiar e de sistemas agroecológicos, padronizando a certificação de garantia de origem e o processo produtivo.
• Assegurar integração e capilaridade dos centros de extensão rural voltados à agricultura familiar, com recuperação das universidades rurais e das escolas agrotécnicas em sinergia com as demandas e o potencial de comunidades, assentamentos da reforma agrária e populações tradicionais.
* Fomentar a criação de cooperativas de agricultores familiares, facilitando seu acesso a mercados e subsidiando os investimentos em técnicas de processamento industrial da produção.
* Investir no acesso pleno dos trabalhadores rurais aos serviços públicos, em especial de saúde, educação e habitação de qualidade, além da inserção digital e do acesso à informação, facilitando sua permanência no campo.
* Reformular e dinamizar o Centro de Biotecnologia da Amazônia, fortalecer os demais centros de pesquisa da região e renovar seu modelo de gestão. Também promoverá ambiente favorável à inovação, reformulando o marco legal sobre acesso aos recursos genéticos e repartição de benefícios, recuperando investimentos e desenvolvendo produtos da biodiversidade.
* O governo federal passará a executar o monitoramento anual do uso do solo em todos os biomas terrestres brasileiros. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao MCTI, será o responsável pela coordenação desse processo em parceria com os demais órgãos públicos que já vêm desenvolvendo atividades de monitoramento, como a Embrapa, o Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama (CRS) e o Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás (Lapig).
* Os planos por bioma serão organizados em três eixos estruturantes: ordenamento territorial e fundiário; fiscalização e controle; e fomento ao desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis.
* Zerar a perda de cobertura florestal no Brasil.
* Ampliar para 5% a participação do Brasil no comércio mundial de produtos florestais.
* Aumentar em 40% a área de florestas plantadas.
* Duplicar a área sob Manejo Florestal Sustentável (Amazô nia e Caatinga).
* Atingir 8 milhões de hectares de concessão florestal, incluindo as concessões para reflorestamento e recuperação florestal.
* Dobrar a área de florestas públicas destinadas ao uso sustentável.
* Implementar amplo programa de tecnologia de refinamento de biomassa florestal visando à produção de combustíveis, polímeros, fertilizantes, fármacos, essências e outros produtos.
* Tornar o país um líder global na economia florestal em bases sustentáveis.
* Fortalecer o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária e as políticas de CT&I e agrícola com vistas a avançar na sustentabilidade da agricultura brasileira, desenvolvendo, aperfeiçoando e difundindo de forma ampla tecnologias eficientes de produção que conservem o solo, usem de forma eficiente a água, sejam compatíveis com a preservação do meio ambiente e da biodiversidade e permitam o aumento da produção sem expansão significativa da área ocupada. O enobrecimento da produção de origem agrícola pressupõe também permitir a redução do peso da exploração dos recursos naturais e da importância dos custos da mão de obra na competitividade dos produtos.
* Será necessário ainda incorporar determinadas oportunidades para elevar a produtividade e a sustentabilidade, como é o caso das pequenas propriedades e da agricultura familiar.
* Consolidar a liderança mundial do país na área de biocombustíveis, adotando para isso – em estreita articulação com o setor produtivo nacional – um vigoroso programa de pesquisa, desenvolvimento, inovação e difusão de tecnologias voltado à produção e ao uso de bioenergias.
* Oferecer capacitação e mediar parcerias para desenvolver o turismo cultural e sustentável em terras quilombolas, como forma de gerar renda, valorizar a identidade e fortalecer a economia verde e a agrodinâmica florestal.
* Os subsídios ao crédito agropecuário e aos programas de habitação popular deverão continuar, mas com maior participação dos bancos privados, evitando subsídios não computados e ineficiências na alocação.

LITERATURA CONSULTADA

Coligação Unidos pelo Brasil. Programa de Governo: Plano de Ação para Mudar o Brasil. Brasil, 244 p. 2014. Disponível em: <http://marinasilva.org.br/programa/>. Acesso em 04 de setembro de 2014.

Coligação Unidos pelo Brasil. Programa de Governo. Brasil, 62 p. 2014. Disponível em: <http://goo.gl/p1MDHI>. Acesso em 04 de setembro de 2014.


NEVES, A. Diretrizes Gerais – Plano de Governo. PSDB, Brasil, 76 p. 2014. Disponível em: <http://goo.gl/N3v0Vp>. Acesso em 04 de setembro de 2014.


NEVES, A. Propostas. Disponível em: <http://aecioneves.com.br/propostas.html>. Acesso em 04 de setembro de 2014.

_________. Mais Mudanças, Mais Futuro. Brasil, 25 p. 2014. Disponível em: <http://goo.gl/Um1SN0>. Acesso em 04 de setembro de 2014.


PARTIDO DOS TRABALHADORES. Mais Mudanças, Mais Futuro – Programa de Governo Dilma Rousseff. Brasil, 42 p. 2014.






VOLUME EXPORTADO DE CARNE DE FRANGO MANTÉM ALTA EM 2014

        Dados coletados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando frango inteiro, cortes, processados e salgados) entre janeiro e junho deste ano apresentaram alta de 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 1,902 milhão de toneladas. Em receita, houve queda de 9,2% segundo a mesma comparação, com US$ 3,718 bilhões.
      Considerando apenas o mês de junho, foi registrado decréscimo de 3,1% nos volumes embarcados pelo segmento, totalizando 296,4 mil toneladas. Também houve redução na receita, de 2,2%, com US$ 617,6 milhões.
         De acordo com o vice-presidente de aves da ABPA, Ricardo Santin, um dos fatores que influenciaram a queda em junho foi o fim do ano-cota para a União Europeia, que restringiu o período de embarques para o velho continente a apenas 10 dias no mês. “É uma situação esperada dentro do ciclo deste mercado. Iniciaremos em julho um novo ano-cota”, explica.
        Santin destaca, no entanto, que há retomada nos níveis de receita das exportações de carne de frango. “O percentual de queda de volume maior que o de receita mostra um comportamento que já havíamos notado em maio, de melhora nos níveis dos preços internacionais”, ressalta.
         Conforme os dados da ABPA, as exportações de carne suína in natura realizadas entre janeiro e junho deste ano registraram queda de 1% em relação ao ano anterior, totalizando 200,7 mil toneladas no período. Já em receita, houve crescimento de 12,6%, com US$ 635,9 milhões.
        Na avaliação mensal, houve crescimento tanto em volumes – de 13,5%, com 38,9 mil toneladas – quanto em receita – de 77,9%, com US$ 157 milhões.
        “A receita vem mantendo ritmo de crescimento mês após mês em 2014, saltando de US$ 80,9 milhões em janeiro para US$ 157 milhões em junho. Este comportamento mostra o cenário positivo para as exportações do setor neste ano, que vem conseguindo melhorar o rendimento mesmo com um volume menor em relação ao ano passado” destaca o vice-presidente de suínos, Rui Vargas.
         Conforme o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, tanto em carne de frangos quanto em suínos houve melhora na rentabilidade em Reais. “Quando convertida a receita para Reais, vemos saldo positivo no mês e no acumulado do ano das cadeias produtivas, o que favorece a manutenção da renda para o produtor”, aponta.

FONTE: Associação Brasileira de Proteína Animal

O BRASIL DESCOBRE A SOJA


PRODUTORES DE PATROCÍNIO-MG COMEMORAM RECONHECIMENTO DO CAFÉ COM SELO DE ORIGEM

       Aumento na lucratividade, reconhecimento pela qualidade do grão e fortalecimento do mercado interno são algumas das expectativas dos produtores de café certificado do município de Patrocínio, no Triângulo Mineiro. Eles conquistaram em janeiro o selo de denominação de origem do café do Cerrado, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), e agora, têm a chance de agregar mais valor ao produto.
 45 hectares em Patrocínio. Todo o grão colhido com o uso da colheitadeira é destinado para a venda do produto certificado. Entre os resultados gerados pela certificação está o valor de mercado, que pode ser maior em relação ao preço do café não certificado. Isso aumenta a lucratividade para os produtores e ainda estimula os investimentos em tecnologia.
      O produtor Carlos Behrend é um dos que se beneficiam dessa certificação. Ele planta café arábica em cerca de
      – É muito importante mostrar que temos esse selo, que mostra não só a qualidade do café, mas que trabalhamos socialmente dentro das normas mundiais. Dá mais credibilidade para o consumidor final, que vai tomar o café lá na Alemanha. É um café rastreado – explica Behrend. O selo com a denominação de origem é utilizado nas embalagens de café verde e industrializado e permite rastrear o lote do café desde a história do cafeicultor, bem como os laudos atestando a qualidade da bebida e até o método de produção.
     Para saber se o café realmente possui o selo de origem é só usar um aplicativo disponível no aparelho de celular para fazer a leitura do código que está na embalagem do produto. O consumidor descobre quem é o cafeicultor e até consegue localizar a propriedade dele.
       De acordo com o superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, as estimativas em relação ao café com selo de origem são positivas. Neste ano vão ser produzidas, com o uso do selo, cerca de 150 mil sacas de café de 60 quilos.
     – Isso tem um grande valor no mercado. Esse é o nosso objetivo, fazer com que o produto daqui seja reconhecido e que o consumidor tenha acesso, para que o produtor tenha melhor colocação no mercado – diz Tarabal.
      Para ser negociado com o selo de denominação de origem, o produtor precisa seguir alguns passos, como explica a coordenadora do selo de origem e qualidade da entidade, Adriana Timofiecsyk. Uma das exigências é que o café seja proveniente de propriedades ligadas às entidades filiadas à Federação dos Cafeicultores do Cerrado.
       – Os produtores precisam cumprir as leis ambientais e trabalhistas, a bebida deve apresentar pelo menos 80 pontos nas regras estabelecidas pela Associação Americana de Café, que é reconhecida mundialmente, as lavouras devem estar situadas em áreas de 800 metros, entre outros pontos – explica Adriana, que é engenheira agrônoma.


FONTE: Canal Rural

PRODUÇÃO DE ALIMENTOS NO MUNDO PRECISA CRESCER 70% NAS PRÓXIMAS QUATRO DÉCADAS

       As estratégias da pesquisa para garantir a produção de alimentos nos próximos anos é uma das principais discussões de um encontro de pesquisadores organizado pela Embrapa Soja em Londrina, no Paraná. A XXXIV Reunião de Pesquisa de Soja, que começou nesta quinta, dia 14, e vai até sexta, reúne 450 profissionais e pesquisadores ligados ao agronegócio.
      Para atender toda a demanda por alimentos no mundo nos próximos 40 anos, a produção no campo vai ter que crescer pelo menos 70%. Na safra passada, o Brasil produziu 85 milhões de toneladas de soja e são pelo menos 27 milhões de hectares plantados com esta cultura. Na década de 70, a produtividade nas lavouras brasileiras era de 1.500 quilos por hectare, Hoje é o dobro, e muito desse resultado se deve à tecnologia e à pesquisa.
       O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, que abriu o encontro de pesquisadores nesta quinta, diz que a instituição defende o que ele chama de inteligência estratégica para ao setor agropecuário. Tecnologia e inovação são cada vez mais fundamentais para a produção de alimentos, mas o foco das instituições públicas, como a Embrapa, não está mais na descoberta ou lançamento de novas variedades para campo como era nos anos 70 e 80. Agora, o importante é que tudo chegue mais rápido e de forma eficiente ao produtor rural.
       O presidente da Embrapa falou também da importância de iniciativas como o projeto Soja Brasil, que é desenvolvido pelo Canal Rural com a coordenação técnica da Embrapa. O Soja Brasil está na terceira edição e mostra o desenvolvimento das lavouras em todo o país, com orientação aos produtores rurais. Na edição deste ano o projeto vai levar informações sobre capacitação dos produtores rurais, através da carreta do Canal Rural que vai viajar pelos polos produtores para levar conhecimento e troca de experiências no campo.


FONTE: Sebastião Garcia – Canal Rural

AGRONEGÓCIO RESPONDE POR SETE DOS DEZ PRODUTOS MAIS EXPORTADOS PELO BRASIL

Dos dez principais produtos de exportação do Brasil, no período de janeiro a julho de 2014, sete são do agronegócio, segundo análise da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
          A retomada das exportações de café é destaque, as vendas cresceram 77,2% em valor (US$ 522 milhões) e 44% em quantidade (2,8 milhões de toneladas) em julho, na comparação com o desempenho do ano anterior. De janeiro a julho de 2014, o resultado das vendas externas de café em grão foi de US$ 3,1 bilhões, aumento de 16,1% em relação a igual período do ano passado. A desvalorização dos preços internacionais do grão, desde 2013 até janeiro deste ano, comprometeu fortemente as receitas com as exportações de café, cenário que começou a mudar nos últimos meses.
     A carne bovina também se sobressai, as vendas do produto aumentaram 23,2% em valor (US$ 571,7 milhões) em julho, e 16,7%, no período de janeiro a julho de 2014 (US$ 3,3 bilhões), na comparação com 2013. Segundo a CNA, o forte aumento das exportações brasileiras de carne bovina foi impulsionado, principalmente, pelo aumento das vendas para Hong Kong, Venezuela, Egito e Irã. A decisão da China de retirar o embargo poderá impulsionar ainda mais as vendas do produto no segundo semestre do ano. O segmento de couros e peles bovinas também vem crescendo significativamente. As receitas com as exportações desses produtos aumentaram 24,6% no acumulado do ano até julho, totalizando US$ 1,7 bilhão, com expectativa de novo recorde em 2014.
      A soja em grão continua liderando o comércio externo do país. A receita cambial foi de US$ 19,3 bilhões até julho, resultado que representou 14,4% dos US$ 133,6 bilhões do total das exportações do Brasil. Destaque, ainda, no período, para o bom desempenho no valor das vendas de madeira serrada (+17,4%), de farelo de soja (+15%) e de carne suína (+12,9%).
      Já os embarques de milho e fumo em folhas continuam com queda expressiva de 53,2% e 34,5% em valor, respectivamente. No caso do milho, a redução do valor das vendas externas está relacionada ao aumento da oferta, resultado da colheita da segunda safra brasileira e da recuperação da produção nos Estados Unidos. A perspectiva é de recuperação dos estoques mundiais e consequente redução dos preços.
      Há, também, sinais de recuperação para o açúcar em bruto. O valor das exportações caiu 18,9% no acumulado dos sete primeiros meses do ano, mas, em julho, as vendas cresceram 5,4%. O ritmo dos embarques nos próximos meses dependerá, especialmente, das condições climáticas na Índia e na Tailândia e do tamanho da produção brasileira na safra 2014/2015, que deve ser menor.


FONTE: Confederação Nacional da Agricultura

CARTILHA COOPERATIVISMO E ELEIÇÕES 2014 - CLIQUE PARA BAIXAR

http://www.brasilcooperativo.coop.br/GERENCIADOR/ba/arquivos/cartilha_cooperativismo_eleicoes_web.pdf

NO CERRADO, SURGE UM NOVO PAÍS


FORMAS DE UTILIZAÇÃO DA CANA-DE-AÇÚCAR PARA BOVINOS LEITEIROS

      A cana-de-açúcar é a principal forrageira encontrada na maioria das pequenas e médias propriedades rurais do Brasil central pecuário. A escolha dessa forrageira por parte dos produtores deve se ao fato, entre outros, ao seu fácil cultivo, boa aceitação pelos animais e melhor valor energético coincidindo com a época de escassez do pasto.
       No final dos anos 80, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Gado de Leite) iniciou um programa de transferência de tecnologia baseado na alimentação de vacas leiteiras com cana-de-açúcar mais ureia e uma fonte de enxofre (sulfato de amônio). A partir disso, consolidou  o uso de 1% de ureia com base na matéria natural da cana-de-açúcar, ou seja, para cada 100 kg de cana desintegrada (picada) acrescentaria-se um 1 kg da mistura ureia:sulfato de amônio (9:1).

     Essa tecnologia resolveu o problema que muitos produtores encontravam em alimentar o rebanho no período de seca. Contudo, o fornecimento da cana-de-açúcar diária esbarra na dificuldade em cortar, desintegrar e fornecer aos animais, além do custo com mão-de-obra. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa conduziram um trabalho com objetivo de avaliar o fornecimento da cana-de-açúcar desintegrada versus a cana-de-açúcar inteira (com colmo e folhas). Os resultados da produção de leite foram favoráveis à cana desintegrada. Porém, segundo os autores, dado a pequena diferença na produção de leite em comparação aos dois métodos, o fornecimento da cana-de-açúcar inteira pode ser uma prática na fazendas  por facilitar o manejo.
        Seguindo essa linha de avaliar, alternativamente, os métodos tradicionais de fornecimento da cana-de-açúcar para bovinos leiteiros, dois estudos foram conduzidos por pesquisadores da Universidade Federal de Lavras, um no Instituto de Federal do Norte de Minas Gerais no campus Janaúba com novilhas girolando e outro na própria universidade com vacas holandesas em final de lactação. Os pesquisadores compararam o fornecimento entre a cana desintegrada (sem remoção das folhas) e a cana desintegrada (com remoção das folhas). Os resultados demostraram que a remoção das folhas da cana antes de desintegrá-la aumentou a ganho de peso das novilhas. Por outro lado, essa prática não surtiu efeito na produção de leite das vacas que recebiam uma dieta contendo 18% de cana, apesar da tendencia no aumento da digestibilidade. Os autores ainda sugerem que a remoção das folha da cana antes de moê-las poderia causar efeito em dietas de vacas de menor potencial leiteiro, a julgar pelo aumento no ganho de peso das novilhas alimentada com 78% de cana.   

Maiores informações

Pérez De La Ossa, J.E.; Lana, R.P.; Gutierrez, G.S.; Balbino, E.M.; Silva, J.C.P.M. Forma de utilização de cana-de-açúcar e níveis de suplementação concentrada para vacas mestiças leiteiras de baixa produção. Revista Brasileira de Agropecuária Sustentável, v.3, n.1, p.138-150, 2013.

S. Siécola Júnior, L.L. Bitencourt, L.Q. Melo, V.A. Silveira, N.M. Lopes, J.R.M. Silva, R.A.N. Pereira, M.N. Pereira. Despalha da cana-de-açúcar e desempenho de novilhas e vacas leiteiras. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.66, n.1, p.219-228, 2014    

GOVERNO BRASILEIRO CONSEGUE MAIOR AUTORIZAÇÃO DA HISTÓRIA PARA EXPORTAR CARNE A RÚSSIA

       Após meses sem grandes novidades, quase 100 frigoríficos brasileiros foram habilitados a exportar para a Rússia, no maior movimento deste tipo na história. A permissão foi publicada no site do serviço sanitário russo (Rosselkhoznadzor) nesta quarta, dia 6. As plantas pertencem a diversas empresas e o Ministério da Agricultura conseguiu autorizar 31 unidades de miúdos bovinos, 27 de carne bovina, 25 de carne de frango, quatro de carne suína e duas de lácteos.
        O motivo, segundo uma fonte do governo brasileiro, seria o fechamento do mercado russo a outros países fornecedores. Nesta quarta, dia 6, o presidente Vladimir Putin anunciou a proibição ou a limitação por um ano das importações de produtos agrícolas provenientes dos países que aplicaram sanções econômicas contra a Rússia.
        A notícia repercutiu positivamente no setor, que comemorou a liberação recorde. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Camardelli, falou ao Rural Notícias, por telefone, de Montevidéu, no Uruguai:
        – A que se louvar a atitude do governo brasileiro, principalmente do ministro (da Agricultura) Neri Geller, que paralelo às reuniões do Brics, conseguiu reunir vários técnicos do serviço russo com brasileiros, o que culminou na aproximação (entre os países) e nas garantias para efetivar esse processo – destacou Camardelli.
         O presidente da Abiec lembrou do fator importante de que a Rússia não negocia índices de ractopamina – um aditivo da classe dos beta-agonistas, que altera o metabolismo animal –  e que o Brasil precisa ter essa condição e esse cuidado.
       – Nós temos, indústria e produtores, um compromisso muito grande em executar essas garantias. Já Francisco Turra, presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), afirmou ao Canal Rural, o cuidado do Brasil com a qualidade da carne. Além da importância da influência que a liberação russa pode ter para que outros países também solicitem o produtor brasileiro.
        – A Rússia é o maior importador de proteína animal do mundo, muito dependente de carne bovina e suína. É uma grande notícia. Outros mercados ficam aguardando a liberação de mercados, que são chamados de "mercados passaporte", devido às exigências que fazem. A Rússia é muito exigente – comemorou Turra.

FONTE: Rural BR

ENTENDA COMO OS FENÔMENOS EL NIÑO E LA NIÑA AFETAM A AGRICULTURA BRASILEIRA


         Antes de entender completamente quais serão os efeitos deste El Niño de 2014, é importante esclarecer quais são os principais impactos que estes fenômenos de escala global têm em todas as regiões do Brasil.
      O El Niño é o aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico Equatorial. Já o La Niña é o fenômeno oposto: o resfriamento das mesmas águas. Até aqui, é simples. Mas determinar os efeitos destes fenômenos sobre as diferentes regiões produtoras do país é um pouco mais complicado.
     Todo o planeta sente os efeitos dessas anomalias, mas a região sul da América do Sul, que inclui o sul do Brasil, a Argentina, o Chile, o Uruguai e o Paraguai, é uma das mais afetadas por eventos de El Niño e La Niña. Dependendo do fenômeno, estas áreas apresentam forte variabilidade de precipitação interanual, ou seja, variação tanto de volume quanto de distribuição das chuvas ao longo do ano.
       Os produtores do sul do Brasil sabem bem disso já que contam com a experiência de que, em anos de El Niño, há maior ocorrência de safras fartas, porque a chuva é abundante. Mas em anos de La Niña, não se pode pensar que o efeito é o oposto. O que muda de um fenômeno para outro é a qualidade, a quantidade e a distribuição das chuvas sobre o Brasil.

Efeitos sobre o Brasil

        Naturalmente, pelo próprio tamanho do nosso país, há uma sazonalidade específica para cada região do Brasil e existem outros sistemas meteorológicos locais que atuam independentes dos fenômenos de escala global como o El Niño e o La Niña. O nosso país abriga diferentes tipos de clima: equatorial, tropical, semiárido, subtropical, tropical litorâneo e de altitude.
Quando há o aquecimento ou o resfriamento dos oceanos, há uma mudança nesta sazonalidade natural por conta do aquecimento e do resfriamento da atmosfera. Esta alteração muda a distribuição das chuvas e também as chamadas “correntes de jato”.
      – A mudança do posicionamento da corrente de jato no Brasil é que posiciona os sistemas meteorológicos – explica a técnica em meteorologia da Somar Patrícia Vieira.
      Com o El Niño, a atmosfera está mais aquecida e o calor é combustível para as chuvas de verão que passam a ocorrer na forma de pancadas. Para o produtor, nestes anos, há maiores janelas de tempo seco para os trabalhos de campo. Além disso, as correntes polares ficam mais fracas e trazem menos riscos de geadas durante o inverno.
       Em anos de El Niño, a corrente de jato vai para a região Sul, mantendo as frentes frias represadas por lá e deixando as chuvas abundantes nos meses de inverno e de primavera. Já no Nordeste, a condição é de secas mais severas. No Sudeste e no Centro-Oeste não há padrão característico na mudança nas chuvas, mas há um aumento das temperaturas médias, inclusive no inverno. No Norte do Brasil, há uma diminuição das chuvas e aumento dos focos de incêndio.
       Em anos de La Niña, com a atmosfera mais fria, a chuva tem tendência mais contínua, em vez de cair na forma de pancadas. As frentes frias são mais oceânicas e acabam levando mais chuvas para as regiões próximas à costa do Sul e do Sudeste. A região Sul fica com o tempo mais seco, diferente do que acontece em anos de El Niño, quando as frentes frias tendem a ser continentais.
Já para as regiões Norte e Nordeste, há um aumento de precipitação e da vazão dos rios. Em relação à temperatura, faz mais frio.
        – Com o fenômeno La Niña há mais ocorrência de granizo, o que prejudica muito o setor de hortifruti, e as massas de ar de origem polar são mais intensas e frequentes – explica Patrícia Vieira.
      Além de todos estes fatores, não podemos esquecer que não só é a temperatura do oceano Pacífico que determina a intensidade dos episódios de chuva. A temperatura do oceano Atlântico também interfere no clima, contribuindo ou não para a atuação dos sistemas meteorológicos locais.

Eventos mais fortes

      Há relatos de registros de El Niño desde a época do descobrimento das Américas, com depoimentos das mudanças de ventos durante as navegações. De acordo com o Centro de Pesquisas Espaciais e Estudos Climáticos (CPTec), eventos de El Niño e La Niña têm uma tendência a se alternarem a cada três a sete anos. Porém, de um evento ao seguinte, o intervalo pode mudar de 1 a 10 anos. As intensidades dos eventos variam bastante de caso a caso. O El Niño mais intenso já observado mar ocorreu nos biênios de 1982/1983 e 1997/1998.
        Em geral, episódios La Niña também têm frequência de 2 a 7 anos. Mas, na última década, eles têm ocorrido em menor quantidade que o El Niño. Além do mais, os episódios La Niña têm períodos de aproximadamente 9 a 12 meses, e somente alguns episódios persistem por mais que 2 anos. Outro ponto interessante é que os valores das anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) em anos de La Niña têm desvios menores que em anos de El Niño.
      Enquanto observam-se anomalias de até 4,5ºC acima da média em alguns anos de El Niño, em anos de La Niña as maiores anomalias observadas não chegam a 4ºC abaixo da média. Episódios mais fortes do La Niña ocorreram nos anos de 1988/1989, em 1995/1996 e em 1998/1999.
     Nas últimas décadas tivemos, inclusive, episódios dos dois fenômenos. O destaque vai para o El Niño Modoki de 2004/2005. A diferença de um El Niño Modoki é que o aquecimento do oceano não acontece de forma simultânea e completa, como em episódios do El Niño clássico, ou Canônico como também é chamado.
       Para exemplificar as diferenças, basta lembrar alguns episódios do passado. Em 2009/2010 tivemos um El Niño clássico que, por ser mais intenso, garantiu chuvas regulares e acima da média durante o período de duração do fenômeno sobre o Sul do Brasil, e falta de chuva no Nordeste – as duas regiões que apresentam maior correlação com o fenômeno.
       Já em 2004/2005, o país foi atingido pelo El Niño Modoki, agravado pelas águas mais frias do oceano Atlântico. Essa configuração trouxe chuvas irregulares para a região Sul a partir da primavera. O verão de 2005 foi regido por uma forte estiagem, principalmente os meses de fevereiro e março, frustrando a expectativa dos produtores e causando a maior quebra de safra da história.

O El Niño deste ano

       Para este ano, o El Niño em curso tem como efeito mais evidente a redução do frio extremo no Centro-Sul do Brasil durante o inverno. Este fator combinado, às águas quentes do oceano Atlântico próximo à costa do Sul do Brasil, retardou a chegada do frio no outono, beneficiando diretamente as lavouras de milho segunda safra do Paraná e de Mato Grosso do Sul, que têm na questão da temperatura o seu maior risco.
       A redução do frio também vai beneficiar as lavouras de trigo do Paraná, que no ano passado foram muito castigadas com as geadas. No entanto, o risco associado ao El Niño está na fase final desta lavoura em função do aumento das chuvas na hora da colheita. O risco é ainda maior para as lavouras do Rio Grande do Sul que plantam mais tarde e podem ser prejudicadas com o aumento de chuvas na primavera.

  
       Para o Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, a presença do El Niño nesta época do ano também reduz o risco de frio. Uma das características é que o período seco não será tão extremo e longo, o que beneficia setores como cana-de-açúcar, café, pastagens e produção de carne e leite. Fica a ressalva apenas que, para estes setores, em função de alguns episódios de chuva, podem ter alguns problemas operacionais e de manejo.
      Para as regiões Norte e Nordeste do Brasil, o El Niño não tem uma influência direta nesta época do ano. O que vale destacar em relação à condição do El Niño Modoki está relacionado com o verão: não há garantia de chuvas regulares para a safra de verão do Sul. Mesmo com o El Niño, esta região pode enfrentar períodos de estiagem, que é o principal risco para suas lavouras.
Para as lavouras do Sudeste e do Centro-Oeste as condições médias de clima devem prevalecer. Para o Nordeste do Brasil, o El Niño fraco e de curta duração passa a ser uma boa notícia, já que o fenômeno não provocará a redução de chuvas entre fevereiro e maio, condição que acontece em períodos com El Niño fortes.

A origem do nome

      A palavra El Niño é derivada do espanhol, e refere-se à presença de águas quentes que todos os anos aparecem na costa norte de Peru na época de Natal. Os pescadores do Peru e Equador chamaram a esta presença de águas mais quentes de Corriente de El Niño, em uma referência ao Menino Jesus (Niño Jesus).
       Ao imaginar o oposto do fenômeno, o resfriamento das águas, nada melhor para os especialistas no assunto darem a nomenclatura feminina para o evento e assim surgiu o nome La Niña. Afinal se existe o guri, tem que existir a guria. Mas o fenômeno La Niña já teve outros codinomes menos usados como El Viejo, (O Velho), ou anti-El Niño. No entanto, como El Niño se refere ao menino Jesus, anti-El Niño é um nome que nao pegou bem e é pouco utilizado.

FONTE: Pryscilla Paiva - Canal Rural