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CONFIRA AS PALESTRAS DA FENICAFÉ 2015, REALIZADA EM ARAGUARI-MG


PESQUISADOR DA EMBRAPA COMENTA SOBRE POTENCIAL DOS SOLOS DO BRASIL

DILMA ROUSSEFF SANCIONA LEI DOS CAMINHONEIROS, SEM VETOS

 A presidenta Dilma Rousseff sancionou no dia 02 de março de 2015, sem vetos, a nova Lei dos Caminhoneiros, informou a Secretaria-Geral da Presidência da República. A sanção integral da lei significa cumprimento de uma das principais propostas do acordo negociado pelo governo no dia 25 de fevereiro, para destravar o impasse entre representantes dos empresários e dos motoristas, que bloqueavam as estradas do País.
O texto organiza a atividade dos motoristas profissionais ao definir jornada de trabalho, formação, seguro por acidente, atendimento de saúde e tempo de descanso e repouso. A sanção integral da lei era uma demanda do setor.
Segundo a Secretaria-Geral, o governo também tomará, a partir desta segunda-feira, as medidas necessárias para permitir a prorrogação por 12 meses das parcelas de financiamentos de caminhões adquiridos por caminhoneiros autônomos e microempresários, por meio dos programas Pro-Caminhoneiro e Finame, do BNDES.

Novas regras

Um dos destaques da nova regra é o pedágio gratuito por eixo suspenso para caminhões vazios. A lei também define o perdão das multas por excesso de peso dos caminhões recebidas nos últimos dois anos e muda a responsabilidade sobre o prejuízo.
A partir de agora, os embarcadores da carga, ou seja, os contratantes do frete serão responsabilizados pelo excesso de peso e transbordamento de carga. A lei garante também a ampliação de pontos de parada para caminhoneiros.
“A sanção integral da lei é um desdobramento dos compromissos assumidos pelo governo federal na última quarta-feira, 25 de fevereiro, com representantes de caminhoneiros e foi efetivada diante da tendência de normalidade nas rodovias do País”, informou a Secretaria-Geral.


FONTE: Blog do Planalto

Os solos que cultivamos

          A Fundação da Organização das Nações Unidas para Alimentação (FAO) atribui uma temática anual para reflexão e debate mundial acerca de determinados assuntos de importância global. Portanto, o ano de 2015 foi rotulado por essa instituição como o “Ano Internacional dos Solos” e o lema é “Solos saudáveis para uma agricultura saudável”. Para conhecer mais sobre essa temática, as propostas da FAO, os eventos que serão realizados sobre esse assunto pelo mundo e obter outras informações, acesse www.brasilagricola.com.
            O ano passado foi considerado o “Ano Internacional da Agricultura Familiar”. Acredito que esses dois assuntos tornaram-se bastante integrados, principalmente pela oportunidade de serem tratados de maneira consecutiva pelas comunidades científicas e acadêmicas. A importância dos solos deve ser discutida em todos os modelos agrícolas, seja na agricultura empresarial de larga escala ou pela agricultura familiar. Em vídeo publicado na rede, pela Global Soil Partnership - Organização das Nações Unidas, em comemoração ao Dia Mundial do Solo, celebrado em 05 de dezembro de 2014 são apresentados alguns dados interessantes. O solo hospeda um quarto da biodiversidade do planeta; 2 hectares de solo são impermeabilizados pelo crescimento urbano, a cada minuto, em nível mundial; práticas agrícolas inadequadas, desmatamento, poluição e superpastoreio deixam o solo descoberto, contaminado e degradado.
            O referido vídeo nos convida a refletir e debater sobre o assunto, destacando ao final que 2015 seria um ano dedicado aos solos. Pense em toda a biodiversidade que existe no planeta, quantas espécies de microrganismos, animais e vegetais existem na natureza? Além do mais, quantas espécies que sequer conhecemos? Imagine que o solo é habitat de 25 % de toda a diversidade biológica do planeta terra, é a casa de milhões de microrganismos das mais variadas espécies, abriga seres como minhocas, formigas, cupins, larvas de diversos tipos de insetos, aranhas, répteis, líquens, musgos, espécies vegetais rasteiras, arbóreas, de grande porte, etc. Ao pensarmos desse modo, podemos caracterizar o solo como um corpo vivo, até porque um dos fatores ligados ao intemperismo e gênese dos solos é a atividade biológica.
            O crescimento populacional tem pressionado nossos solos, não só pela demanda da produção de alimentos que deve se elevar a longo prazo, mas também devido a expansão dos centros urbanos, como vimos anteriormente. Enquanto você lê essa frase, cerca de 1333 m² foram impermeabilizados no mundo, devido ao crescimento dos centros urbanos. Imagine quantos solos produtivos estão debaixo do asfalto de grandes cidades como Belo Horizonte e São Paulo? A degradação e a poluição acontece debaixo das nossas narinas e nós preferimos simplesmente ignorar o que acontece nas cidades e culpar os produtores rurais por todas as catástrofes e mazelas ambientais. Então eu te questiono: o que dizer dos nossos aterros sanitários ou famosos “lixões” espalhados pelo país? Para onde vai os esgotos domésticos e resíduos industriais que são produzidos em nossas cidades? Será que estão sendo todos tratados adequadamente? Onde estão as áreas verdes de preservação ambiental de nossas cidades?
            O Brasil apresenta pouco mais de 50 % de seu território coberto pelos Latossolos, que é uma classe de solos muito intemperizados, com perfil profundo, boa drenagem, distribuição adequada de macro e microporos, agregados estáveis e pobre em nutrientes. Esse tipo de solo, com uma correção adequada de fertilidade, é considerado um dos solos mais produtivos, além de ser ideal para o cultivo de plantas perenes que demandem um desenvolvimento radicular em profundidade para atingir as máximas produtividades, como no caso do cafeeiro, citros, espécies florestais nativas e exóticas, entre outras. Grande parte da nossa produção de grãos (milho, soja, feijão e trigo) e biocombustível (cana-de-açúcar, girassol e mamona) também está distribuída sobre esse tipo de solo. Em contrapartida, existem solos considerados “jovens” que são muito rasos, podem apresentar pedregosidade, afloramentos de rocha, baixa permeabilidade, pouca atividade biológica e baixa fertilidade. Nesse tipo de solo, a agricultura é limitada em razão das suas características, principalmente físicas. No entanto, o que devemos levar em consideração é que não existe solo improdutivo ou inútil para a agricultura, é preciso avaliar adequadamente a aptidão de cada tipo de solo.
            Além disso, nossos solos funcionam como importantes reservatórios de água. Em tempos de escassez de chuvas, como o que estamos vivendo atualmente, a conservação dos solos agrícolas torna-se ainda mais relevante para a preservação dos recursos hídricos. A constante busca pela sustentabilidade não poderá ser alcançada se não cuidarmos adequadamente do bem mais precioso que temos na agricultura: os diferentes tipos de solos que existem no mundo. Cada qual tem a sua particularidade, seus limites e potenciais. Cabe a nós, saber utilizar esse recurso natural racionalmente.

FONTE: Jornal "O Movimento"

ILPF LEVA SUSTENTABILIDADE À AMAZÔNIA MATO-GROSSENSE


PRONATEC AGRO TERÁ MAIS DE 23 MIL VAGAS PARA O PRIMEIRO SEMESTRE DE 2015

        As instituições interessadas em pactuar cursos do Pronatec Agro devem ficar atentas. No dia 23 de fevereiro, o Ministério da Educação (MEC) vai publicar os cursos aprovados para que os parceiros ofertantes - Institutos Federais de Educação, universidades, SENAR, SENAI, entre outros - manifestem interesse para a realização dos cursos. A pactuação das instituições com o MEC deverá ser feita a partir do dia 24 de fevereiro.
        Em 2015, agricultores e familiares, jovens da área rural, além de trabalhadores rurais, técnicos do setor agropecuário recém-formados, estudantes de escolas técnicas e de ensino médio serão beneficiados com cerca de 23.700 vagas para cursos na área da agricultura e pecuária. Um aumento de aproximadamente 500% no número de vagas ofertadas, se comparado com o segundo semestre do ano passado, quando foram abertas 4.500 oportunidades.
        A oferta é somente para o primeiro semestre de 2015. O acordo de cooperação é uma parceria firmada em maio de 2014 entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério da Educação (MEC), por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) voltado para a agropecuária. O objetivo é levar oportunidades de estudo para quem trabalha no meio rural.
        Para o primeiro semestre de 2015, devem ser ofertadas vagas para cursos na área de agricultura orgânica, fruticultura, bovinocultura de leite e de corte, avicultura, horticultura, entre outros, com carga horária de 240 horas. As aulas devem começar entre os meses de março e abril. Diversos estados do Brasil serão contemplados, com exceção do Amazonas, Amapá e Roraima.
        No entanto, segundo o secretário Caio Rocha, da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC/Mapa), responsável pela promoção do Pronatec Agro, a intenção é, a cada semestre, ampliar a oferta de cursos e alcançar todos os estados. “Já estamos nos programando para chegarmos a oferta de aproximadamente 50 mil vagas no segundo semestre de 2015. Isso porque o Pronatec Agro tem como objetivo agregar ainda mais conhecimento para o produtor rural, o que vai contribuir para um projeto maior do Ministério da Agricultura, por meio da ministra Kátia Abreu, que é promover a mobilidade social no campo, aumentando a classe média rural”, disse.
        Após a pactuação, os interessados poderão procurar o Ministério da Agricultura, por meio do email: depros.gab@agricultura.gov.br ou pelo telefone (61) 3218-2433, e as Superintendências Federais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA) nos estados, para obter informações de como participar dos cursos.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

CLIQUE E LEIA NA ÍNTEGRA ARTIGO SOBRE A DESCOBERTA DE PROTEÍNA ANTI-HIV EM SOJA TRANSGÊNICA


PESQUISADORES DESCOBREM PROTEÍNA CONTRA AIDS EM SOJA TRANSGÊNICA

Uma pesquisa realizada em parceria entre a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, sigla em inglês) e a Universidade de Londres conseguiu comprovar que sementes de soja geneticamente modificadas constituem, até o momento, a biofábrica mais eficiente e uma opção viável para a produção em larga escala da cianovirina – uma proteína extraída de algas – muito eficaz no combate à AIDS. O resultado inédito é tema de artigo da edição de 13 de fevereiro da revista norte-americana Science (número 6223 Vol. 347 página 733, seção Editors choice).
A pesquisa, que começou a ser desenvolvida em 2005, se baseia na introdução da cianovirina, uma proteína presente em algas que é capaz de impedir a multiplicação do vírus HIV no corpo humano, em sementes de soja geneticamente modificadas para produção em larga escala. O objetivo final é o desenvolvimento de um gel, capaz de eliminar o vírus, para que as mulheres apliquem na vagina antes do relacionamento sexual.
Segundo Elíbio Rech, coordenador dos estudos na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e um dos autores do artigo, foram realizados testes com outras biofábricas, como plantas de tabaco (N. tabacum e N. benthamiana), bactéria (E. coli) e levedura (S. cerevisiae). Entretanto, a única biofábrica que mostrou ser uma opção viável para a produção de cianovirina foi a semente de soja transgênica porque permite que a proteína seja largamente escalonada até a quantidade adequada. Aliado a esse fato está o benefício do baixo custo do investimento requerido na produção da matéria prima para extração da molécula.
Para se ter uma ideia do potencial da soja como fábrica biológica para produção da cianovirina, no resumo do artigo publicado na Science, os cientistas afirmam que "grosso modo, se a soja GM for plantada em uma estufa menor do que um campo de beisebol (97,54 metros) é possível fornecer cianovirina suficiente para proteger uma mulher 365 dias por ano durante 90 anos".

Fábricas biológicas para produção de medicamentos

Rech explica que os efeitos positivos da cianovirina contra a AIDS já estavam comprovados desde 2008 a partir de testes realizados com macacos pelo instituto norte-americano. A capacidade natural dessa proteína, extraída da alga azul-verde (Nostoc ellipsosporum), de se ligar a açúcares impedindo a multiplicação do vírus já é conhecida pela comunidade científica mundial há mais de 15 anos. "O que faltava era descobrir uma forma eficiente e econômica para produzir a proteína em larga escala", completa.
A utilização de plantas, animais e microrganismos geneticamente modificados para produção de medicamentos faz parte de uma plataforma tecnológica com a qual o pesquisador vem trabalhando desde a década de 1990. "As biofábricas ou fábricas biológicas são capazes de expressar moléculas de alto valor agregado com custos baixos e, por isso, são opções viáveis para produção de insumos, como medicamentos e fibras de interesse da indústria, entre outros", afirma. Além disso, valorizam ainda mais o agronegócio brasileiro, já que permitem a agregação de valor a produtos agropecuários, como plantas, animais e microrganismos.  Por isso, ele acredita que o cenário no Brasil daqui a dez anos será totalmente influenciado pela biogenética.
O faturamento da biotecnologia na indústria farmacêutica mundial cresceu muito nas últimas décadas e hoje alcança aproximadamente 10 bilhões de dólares por ano.  Os produtos biotecnológicos estão em franco desenvolvimento e hoje representam cerca de 10% dos novos produtos atualmente no mercado.
A expectativa da Embrapa ao investir em pesquisas com biofármacos, como explica Rech, é fazer com que esses medicamentos cheguem ao mercado farmacêutico com menor custo, já que são produzidos diretamente em plantas, bactérias ou no leite dos animais.  Existem evidências de que a utilização de biofábricas pode reduzir os custos de produção de proteínas recombinantes em até 50 vezes.
Ele explica que as plantas produzem proteínas geneticamente modificadas, idênticas às originais, com pouco investimento de capital, resultando em produtos seguros para o consumidor.  Além disso, representam um meio mais barato para a produção de medicamentos em larga escala, pois como não estão sujeitas à contaminação, evitam gastos com purificação de organismos que são potenciais causadores de doenças em humanos.  Sem falar na facilidade de estocagem e transporte.

Sementes geneticamente modificadas não serão plantadas no campo

Rech faz questão de ressaltar que as sementes geneticamente modificadas não serão plantadas no campo. Elas serão cultivadas em condições controladas de contenção dentro de casas de vegetação ou estufas. O próximo passo é a produção de sementes de soja em larga escala para isolar a cianovirina e iniciar a fase de estudos pós-clínicos. Durante as próximas fases de desenvolvimento, os cientistas contarão também com a colaboração de cientistas do Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da África do Sul (CSIR – sigla em inglês).

Países com altos índices de infestação por AIDS terão acesso livre à tecnologia

Além de inovadora, a pesquisa tem um forte componente humanitário. Países em desenvolvimento com altos índices de infestação da AIDS, como alguns da África, por exemplo, terão licença de produção e uso interno, livre do pagamento de royalties. Aquele continente continua sendo o mais afetado pela doença, com 1,1 milhão de mortos em 2013, 1,5 milhão de novas infecções e 24,7 milhões de africanos contaminados. África do Sul e Nigéria encabeçam a lista dos países mais afetados.
Na América Latina, com 1,6 milhão de soropositivos em 2014 (60% deles, homens), o país mais preocupante é o Brasil, onde o índice de novos infectados pelo vírus subiu 11% entre 2005 e 2013, tendência contrária aos números globais, que apresentaram queda no mesmo período. Na Ásia, os países que apresentam maior contaminação são Índia e Indonésia, onde as infecções aumentaram 48% desde 2005.
A revista Science, publicada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, sigla em inglês), é uma das mais prestigiadas de sua categoria, com tiragem semanal de 130 mil exemplares, além das consultas online, o que eleva o número estimado de leitores a um milhão em todo o mundo.

FONTE: Fernanda Diniz - Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

CONSUMO GLOBAL DE ADUBOS CHEGARÁ A 200 MILHÕES DE TONELADAS EM 2018

O consumo mundial de fertilizantes deverá chegar a 200,5 milhões de toneladas em 2018, um crescimento de 25% se comparado a 2008. Segundo o estudo Tendências e Perspectivas Mundiais dos Fertilizantes, elaborado pela agência de agricultura e alimentação da Organização das Nações Unidas (FAO), isso significa dizer que o mercado crescerá 1,8% anualmente até 2018.

    “A capacidade global de produção de fertilizantes, produtos intermediários e matérias-primas seguirá aumentando também”, diz a FAO no estudo. O uso mundial do nitrogênio, um dos componentes básicos dos fertilizantes, deve crescer 1,4% ao ano até 2018, enquanto o crescimento do fosfato é previsto ser 2,2% maior a cada ano e o de potássio, 2,6% ao ano. Em compensação, a oferta desses três importantes componentes deve crescer 3,7%; 2,7% e 4,2% ao ano, respectivamente, segundo a FAO.
       O estudo não faz considerações sobre os preços, mas indica que depois de subirem em 2011, os valores médios em 2014 ficaram mais baixos que os praticados em 2010. Para a FAO, a demanda por fertilizantes nitrogenados vai crescer mais acentuadamente na África subsaariana, com 4,6% anualmente. A Ásia Oriental e Meridional - que responde por 60% do consumo mundial atualmente - terá um crescimento médio mais moderado. Já a América do Norte consumirá 300 mil toneladas de fertilizantes ao ano em 2018, o que representa uma projeção de crescimento de 0,5% anualmente. E a América do Sul terá um crescimento médio ao ano de 3,3% até 2018.


FONTE: Valor Econômico

ALTA NOS PREÇOS DOS OVOS CHEGA A 80 % EM UM MÊS

Devido ao recesso de Carnaval, compradores buscaram antecipar suas cargas, embora grande parte não tenha conseguido devido justamente ao baixo volume disponível do produto. Apesar de esse movimento de alta dos preços de janeiro para fevereiro ser típico, em decorrência principalmente da volta às aulas, as elevações de 2015 estão bastante acima das registradas no mesmo período em 2014.
Na sexta, dia 13, o tipo extra, vermelho, a retirar em Bastos (SP), principal região produtora do país, atingiu média de R$ 86,60 a caixa com 30 dúzias, forte valorização de 80% em relação ao mesmo período do mês passado.
Para o ovo tipo extra, branco, o aumento de preço é de expressivos 69% em igual comparativo, com a caixa com 30 dúzias negociada a R$ 70,21 na sexta, também em Bastos.


FONTE: Canal Rural

PRODUÇÃO DE GRÃOS DEVE AUMENTAR EM 280 MIL TONELADAS PARA A SAFRA 2014/15

A agricultura tocantinense ganha destaque na produção de grãos e deve aumentar em 8,4% na safra deste ano. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2014/2015 é aumentar em 280 mil toneladas de grãos em relação à safra passada, quando foram produzidas 3,36 milhões de toneladas, entre soja, arroz, milho, feijão, algodão, amendoim e sorgo.
O crescimento também é estimado na área plantada, devendo crescer de 1,06 milhão de hectares para 1,12 milhão, um aumento de 60 mil hectares em relação à safra anterior. Segundo o levantamento, os avanços também são esperados na produtividade dos grãos, de 3.163 quilos por hectare para 3.231 quilos na safra 2014/2015, um aumento de 2,2% por hectare.
De acordo com o engenheiro agrônomo da Secretaria do Desenvolvimento, Agricultura e Pecuária (Seagro), Genebaldo Queiroz, estes índices são decorrentes de diversos fatores. “Os produtores tocantinenses estão acompanhando a evolução na agricultura com a utilização de tecnologias mais avançadas; melhorias na adubação; fertilizantes mais apropriados às culturas e solos tocantinenses; sementes certificadas; materiais adaptados às condições endofoclimáticas e no manejo do solo”, pontuou.

Carro chefe

A soja continua batendo o recorde de produção, registrando 61,7% da produção atual de grãos do Estado. A próxima safra deve ultrapassar a safra anterior, saltando de 2 milhões de toneladas para 2,2 milhões, um crescimento significativo de 9,1% na produção e 6,5% na área plantada.

Várzeas tropicais

O Tocantins é um dos poucos estados brasileiros liberados para cultivar soja no período do vazio sanitário, época de proibição do plantio para evitar a incidência de ferrugem da soja, uma das principais pragas do grão. Com a maior área contínua de várzea tropical do Brasil, de cerca de 3,4 milhões de hectares, localizada na bacia do rio Araguaia, o Tocantins vem se destacando no setor, comercializando soja para vários países.
A produção na região de várzeas tropicais no período da seca é irrigada pelo sistema de subirrigação, o que leva a uma incidência de baixo índice de pragas e a geração de um produto (soja para semente) de altíssima qualidade.

FONTE: Grupo Cultivar


CEPEA ESTIMA CRESCIMENTO DE 2,8% DO AGRONEGÓCIO EM 2015

       Em 2015, o Agronegócio pode ser o grande condicionante do desempenho da economia nacional. Representando 23% do PIB brasileiro, ele pode ser o único setor com crescimento mais expressivo, dado que muitos segmentos da indústria não conseguem avançar e os serviços estão em processo de exaustão. Estimativas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, apontam que, no próximo ano, o agronegócio pode crescer 2,8%. Para 2014, o Cepea revisou para baixou a expectativa de crescimento; pesquisadores esperam, no muito, 2,6%, a serem obtidos com colaboração expressiva do “dentro da porteira”.
       A obtenção de crescimento ao redor de 2,8%, segundo pesquisadores do Cepea, vai requerer que o agronegócio continue explorando seus ganhos de produtividade, sem depender apenas de impulsos da demanda. Na avaliação da equipe Cepea, dentro do País, o setor vai encontrar em 2015 um mercado interno estagnado ou em fraca expansão na melhor das hipóteses, resultado do provável aumento do desemprego e de desaceleração dos salários.
       No front externo, perspectivas de menor liquidez e maiores juros internacionais indicam dólar mais valorizado e preços de commodities menores. Entre os produtos que podem perder valor em dólar estão soja e açúcar. Para o professor da Esalq/USP Geraldo Barros, coordenador do Cepea, uma característica dominante nos mercados em geral será a elevada volatilidade, decorrente das questões climáticas e também de fatores macroeconômicos.
       O câmbio no mercado interno ainda é uma incógnita diante das indefinições quanto à atuação do Banco Central. Uma desvalorização do Real ajudaria o agronegócio, ao mesmo tempo em que dificultaria o controle da inflação. Já a tendência de queda dos preços do petróleo, além de contribuir para uma taxa menor de inflação, pode favorecer o agronegócio, já que o óleo diesel e outros agroquímicos produzidos a partir do petróleo tenderão a se tornar mais baratos. Contudo, seria prejudicada a perspectiva da produção nacional de petróleo, contextualizam os pesquisadores.
       Ao tratar da produção, a equipe Cepea destaca o impacto, cada vez mais frequente, dos eventos climáticos extremos no Brasil e em outros grandes produtores agropecuários – com impactos inter-relacionados. Diante disso, os pesquisadores destacam a importância de se reforçar a política agrícola voltada para o financiamento e o seguro da renda agrícola. Conforme cálculos do professor Barros, para financiar insumos e investimentos, os produtores rurais requerem cerca de 95% do PIB do seu segmento (agropecuária), mas na safra 2014/15, o governo federal alocou o equivalente a cerca de 50% desse montante (R$ 156,1 bilhões). O complemento vem de recursos próprios e de outras fontes não oficiais. Quanto ao seguro rural, o professor destaca que vem ocorrendo crescimento exponencial desde meados da década de 2000, mas a abrangência ainda não chega a 10% da área cultivada, com grande concentração no Sul do País e nas culturas de grãos, particularmente na soja. Em relação à política de sustentação de preços em anos recentes, o coordenador do Cepea explica que tem sido localizada e/ou pontual, podendo adquirir relevância em casos específicos, apenas. Segundo o professor, estudos vêm mostrando graus decrescentes de apoio do governo ao agronegócio comparando-se ao quadro de algumas décadas atrás.

Perspectivas setoriais

Em 2015, o desempenho dos principais setores do agronegócio brasileiro tende a ser positivo. Segundo a equipe Cepea, os fundamentos não justificam animação, mas também rejeitam “choradeira”, pelo menos da maioria das atividades. Confira a síntese das perspectivas para alguns dos principais setores do agronegócio brasileiro. Para acessar a íntegra da primeira versão das Perspectivas Cepea, clique em: http://cepea.esalq.usp.br/pib/

Soja – pequeno aumento tanto da área quanto da produtividade deve gerar mais uma safra recorde, acima de 90 milhões de toneladas. O processamento interno e as exportações de soja em grão também devem ser históricos, assim como a produção e o consumo interno de farelo e de óleo de soja. Como também se estima oferta recorde na Argentina em 2015 e os Estados Unidos colheram a maior safra da sua história, os estoques mundiais devem aumentar, apesar do consumo também crescente. Na Bolsa de Chicago (CME Group), os preços estão na casa de US$ 10,00/bushel para os próximos três anos, pelo menos, o que significaria os menores valores desde a safra 2010/11. Levantamentos do Cepea neste início de dezembro apontam negócios para exportação pouco acima de US$ 23,00/sc de 60 kg, FOB Porto de Paranaguá, para todo o primeiro semestre de 2015, também um dos menores níveis desde 2010.

Milho – área cultivada na 1ª safra diminui, em favor principalmente da soja. Além dos preços vigentes no período de decisão da safra de verão, essa redução ocorre também devido às chuvas escassas no Sudeste e em parte do Centro-Oeste. Dados da Conab apontam que, no final de janeiro de 2015, haverá estoques na casa de 15,3 milhões de toneladas, o que equivaleria a 48% do que foi colhido na safra verão 2013/14. Estoques nestes níveis não devem permitir recuperações expressivas de preços. Somente algum fator que colabore para exportação bem acima de 20 milhões de toneladas por ano-safra pode mudar o cenário de preços. Porém, agentes não esperam que isso aconteça no curto prazo. Assim, novamente, recaem sobre a 2ª safra os principais fatores de impacto sobre os preços da temporada 2014/15. Com base na relação receita/custos, dados iniciais apontam para uma menor área cultivada e também para menor uso de tecnologias, comparativamente a 2013/15. Paralelamente, o fator clima também pode pesar sobre as estimativas.

Algodão – deve, novamente, perder espaço na temporada 2014/15. Desde meados de 2014, as cotações regionais estão abaixo do preço mínimo oficial; se isso não bastasse, dados do Cepea apontam situação apertada quando se comparam receitas e custos da nova temporada. No cenário mundial, os estoques de passagem devem atingir níveis recordes em 2015. Os contratos na ICE Futures para vencimento em 2015 operam nos menores valores desde que se iniciaram – o contrato Mar/15, por exemplo, começou a ser negociado em abr/12. O índice Cotlook A também pode ter seu menor preço – na casa de US$ 0,73/lp – desde a safra 2008/09, ano de crise da cotonicultura no mundo e, em especial, no Brasil.

Café – a forte estiagem reduziu consideravelmente a produção da atual temporada (2014/15): em torno de 10%. Para a safra 2015/16, produtores estimam nova baixa da oferta de arábica, com as lavouras ainda sob os efeitos da seca. Diferentemente, a produção de robusta tem contado com condições climáticas favoráveis e deve aumentar. Mesmo assim, os estoques nacionais e mundiais de café devem diminuir ainda mais no final do ciclo 2015/16. Paralelamente, espera-se avanço da demanda motivada pela recuperação econômica dos principais países consumidores de café. Sob este cenário, a perspectiva para 2015 é de preços firmes para as duas variedades, com alguma elevação frente a 2014 – bem distantes dos preços baixos de 2013.

Citros – em 2014, novamente, muitos produtores deixaram a atividade; houve também diminuição da área cultivada e, comumente, vê-se redução dos tratos culturais. O motivo é a sequência de anos de rentabilidade negativa, e a consequência, de curto prazo, deve ser menos laranjas produzidas em 2015/16. Os estoques de suco de laranja das indústrias também devem ter forte redução no ano que vem, fundamentando a perspectiva de preços maiores ao produtor. Caso melhore a rentabilidade do negócio, a redução de área com citros deve ser menos intensa que a verificada nos últimos anos e o grau de renovação e adensamento dos pomares tende a aumentar.

Sucroenergético - em situação “desfavorável” desde 2008, o setor enfrentou na safra que termina um agravamento do quadro. Mas, aos poucos, esse cenário deve ficar para trás. Representantes do setor esperam volta do diálogo com o governo federal e definição de uma política de longo prazo para o setor. Entre as ações aguardadas para o curto prazo, o destaque é para a volta da Cide sobre o preço da gasolina e a definição da sua magnitude. A lógica é que, face à gasolina mais cara, a competitividade do hidratado se eleva e, com isso, mais matéria-prima passa a ser alocada para este combustível. Por consequência, os preços do anidro e também do açúcar ganham algum impulso. Outro fundamento que justifica a expectativa de recuperação dos preços do setor vem do mercado internacional de açúcar. A partir de meados do segundo semestre, o superávit atual pode dar espaço a déficit, que seria suprido pela commodity brasileira. Além dessa demanda, o câmbio também deve reforçar a competitividade do produto nacional. No balanço, a expectativa para 2015 e de produção estável e, por enquanto, de preços apenas ligeiramente maiores. 

Pecuária Bovina de Corte – a falta de chuva desde 2013 prejudica não só a engorda dos animais, mas também a taxa de prenhez e o desenvolvimento de bezerros e garrotes, que atravessaram períodos de baixa nutrição. O resultado aparece na queda tanto do número de animais ofertados para abate quanto do peso das carcaças. Essa menor oferta de carne, em 2014, justificou valorizações significativas em todos os elos da cadeia e, à medida que persista, tenderia a manter o nível dos preços. Do lado da demanda, é sabido que cotações elevadas inibem o consumo – especialmente num ano em que a atividade econômica deve ser bastante lenta –, mas não se aposta que o agregado chegue a diminuir comparativamente ao ano anterior. Ainda que a demanda não seja robusta, da perspectiva de preços, devem entrar na conta também as exportações, que sinalizam o enxugamento da já limitada oferta interna. A situação de grandes produtores internacionais bem como a continuidade do embargo de parte da comunidade internacional à Rússia devem favorecer as vendas da carne brasileira, mesmo que haja dúvidas sobre o comportamento do câmbio no mercado interno.

Suínos - como alguns avaliam, “2014 foi um ponto acima da curva” para a suinocultura. Para 2015, são esperados custos de produção um pouco maiores e preços domésticos do suíno semelhantes ou, dependendo do momento, um pouco abaixo dos níveis elevados de 2014. A formação desses preços se dará no contexto de aumento da produção face a avanço moderado da demanda interna e um pouco mais robusto das exportações – com colaboração, inclusive, do câmbio. Escaldados por crises, representantes deste setor esperam que 2015, um ano que requer “pé no chão”, não seja entendido pelos produtores como estímulo para aumento exagerado dos plantéis a ponto de desencadear nova crise em 2016/17.

Frango - 2014 não foi tão bom quanto para a suinocultura, mas seu balanço também é positivo. Para o novo ano, é previsto maior equilíbrio entre oferta e demanda, podendo resultar em preços maiores que os de 2014. A liderança brasileira nas exportações, que absorvem cerca de 30% da produção nacional, não sofre ameaças, devendo manter-se em marcha firme. Quanto ao consumo dos brasileiros, também se prevê algum avanço, sustentado principalmente pelo reajuste, ainda que mais moderado, do salário mínimo e pela demanda adicional gerada pela manutenção da carne bovina em patamares elevados. Pensando-se em custos de produção, muitos têm a expectativas de farelo de soja e milho a preços menores que os de 2014.

Leite - é um dos poucos setores que acenam, desde já, para redução dos preços em 2015. Em todo o segundo semestre de 2014, os preços do leite ao produtor estão, em termos nominais, bem abaixo dos praticados em 2013; na virada do ano, aproximam-se mesmo dos de 2011. No País, a produção anual de leite é sempre crescente, à taxa média de 5%, mas o crescimento em 2014 foi bem além, podendo ultrapassar os 10% nos estados mais representativos do setor (abrangidos pelo Icap-L/Cepea), o que ajuda a entender o nível das cotações na virada do ano. Dessa forma, são baixistas as expectativas de preços também para os primeiros meses de 2015, o que desestimularia a produção. Com isso, pode haver redução acentuada da oferta em junho-julho/15 (com banda de maio a agosto), período de entressafra. Naquele momento, os preços devem ter elevações consideráveis, mas pontuais, mas as retrações podem começar mais cedo. No balanço, o ano deve ser de desestímulo aos produtores, com muitos pequenos e “aventureiros” devendo sair da atividade, liquidando plantéis. O crescimento anual da produção seria, então, reduzido para 3 a 4% e, repetindo-se a bienalidade típica da pecuária leiteira, para 2016, seriam esperados estoques menores e tendência de reação dos preços mais rápida no período de pré-entressafra. Na vertente da demanda, o mais importante é a perspectiva de que o consumo interno dos principais lácteos manter-se-á crescente, ainda que a taxa menor que em 2014. De fato, demanda é importante para o escoamento dos derivados que estão sendo produzidos aceleradamente pelas indústrias – reflexo da captação elevada de matéria-prima.

      PAPEL ESTRATÉGICO - O desempenho do agronegócio brasileiro impacta não apenas a quem trabalha diretamente no ou com o setor. Importante gerador de divisas estrangeiras – responde por 40% do faturamento das exportações brasileiras e grande responsável pelos superávits comerciais do País –, o agronegócio é que poderá abrir espaço para o crescimento dos demais setores dependentes de importações, portanto, das divisas que o agronegócio gerar. Além disso, o desempenho do setor é um dos principais influenciadores da inflação, posto que alimentos e bebidas representam 23% do IPCA. Como esse peso no custo de vida chega a 28% para os estratos mais pobres (e a 8,5% para os mais ricos), um bom desempenho do agronegócio (maior produção a preços estáveis ou menores graças a aumentos de produtividade) pode contribuir significativamente para garantir relativa continuidade da melhoria da distribuição de renda e da redução da pobreza. A própria eficácia das políticas de transferência de renda (como o Bolsa Família) e de valorização do salário mínimo depende de o custo de vida manter-se relativamente estável. “Em síntese, para que o Brasil consiga trazer a inflação para níveis mais próximos da meta oficial, para que possa continuar no caminho da redução da desigualdade e da pobreza e para que a economia possa sustentar algum crescimento em 2015, é muito importante que o agronegócio tenha algum crescimento razoável e que não crie dificuldades do lado da inflação, nem do lado das exportações”, conclui o professor Geraldo Barros.

FONTE: Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

Solos: A maravilhosa obra do Intemperismo

As Organizações das Nações Unidas sempre atribuem uma determinada temática para ser discutida e trabalhada anualmente pelas comunidades científicas mundiais e também para a reflexão da população acerca de tal assunto. Em 2015 será celebrado o “Ano Internacional dos Solos” que é um tema que vem para complementar diversos assuntos que estão sendo discutidos desde o início de 2014 quando foi celebrado o “Ano Internacional da Agricultura Familiar”.
Estamos em contato com o solo a todo o momento, em todos os lugares e muitas das vezes não damos conta da sua importância. Observe ao redor do local onde você está sentado nesse momento, tudo que está a sua volta foi retirado direta ou indiretamente do solo, até mesmo a roupa que está vestindo.
O solo é fundamental para a sobrevivência do ser humano desde os primórdios quando ele era nômade. Os alimentos que eram encontrados nas florestas e matas pelos homens das cavernas foram produzidos graças à fertilidade natural de cada solo, em cada região. O solo é uma maravilhosa obra de arte, feita pelas mãos da natureza.
O início de toda essa obra de arte está na rocha, que é conhecida pelo agricultor como pedra. Isso mesmo! A pedra é a mãe de todos os solos e assim como existem diversas pessoas espalhadas pelo mundo, existem muitos solos diferentes, cada um com a sua peculiaridade, cada um com a sua “genética” expressando o “fenótipo” da rocha-mãe. Intemperismo é o nome que damos ao processo de formação dos solos. A rocha vai sendo degradada por meio da ação de fatores físicos, químicos e biológicos.
Quando a camada litólica está exposta superficialmente, as rochas sofrem a ação das temperaturas do ambiente que pode causar contrações e expansões dos minerais constituintes, levando à criação de rachaduras e fendas ou mesmo a divisão de pequenos fragmentos de rochas. A ação da água é outro importante fator de formação do solo, pois, ela tem a capacidade de adentrar em rochas de caráter mais poroso, penetram nas rachaduras e fendas das rochas e promovem a desintegração e carreamento de partículas para a formação dos solos. Os ventos também podem atuar na degradação da rocha e carrear partículas para a formação do solo.
A biota local também é importante no processo de intemperismo. Os liquens, alguns fungos e bactérias, de modo geral, são sempre os primeiros colonizadores de uma rocha em degradação. Quando o intemperismo está mais avançado é possível observar o surgimento de uma macrofauna mais rica no solo que está em formação, além da presença de plantas com maior porte. Esse processo, no entanto, é muito lento. Estima-se que a cada 200 anos seja formado apenas um centímetro de solo fértil. Por isso, é importante conservar e proteger nossos solos agrícolas.
O Brasil é um país privilegiado, pois, além de possuir uma grande quantidade de solos agricultáveis, tem clima favorável para o cultivo de plantas durante todo o ano. A classe de solos conhecida como Latossolos está amplamente distribuída pelo território nacional e tem uma grande importância, principalmente pelas suas características físicas.
Os Latossolos são encontrados em relevo que varia de suave ondulado à planícies, são solos profundos, com estrutura granular estável, bem drenados, naturalmente ácidos, pobres em nutrientes (distróficos) e matéria orgânica, por serem muito intemperizados. Esse tipo de solo apresenta perfil bastante homogêneo em relação à estrutura física e coloração e são caracterizados pela presença de horizonte B latossolico, com argilas de baixa atividade do tipo 1:1. Em relação à textura, podem ser encontrados Latossolos desde arenosos até muito argilosos.
De acordo com dados da Embrapa, esta classe de solo ocupa cerca de 46 % da área de Cerrados, 40 % da superfície Amazônica brasileira, 40 % das áreas de Araucárias do Sul do país e 28 % do bioma Mata Atlântica. Além disso, cerca de 21 % da região semi-árida é composta por Latossolos.
A maior parte da agricultura empresarial brasileira está sobre os Latossolos, principalmente, nas áreas de Cerrado e Mata Atlântica, onde as lavouras de café, milho, soja, algodão e cana-de-açúcar assumem extensões a perder de vista. Outras classes de solos como os Argissolos, Nitossolos e Neossolos Quartzarênicos são muito importantes em termos agrícolas.

O solo é o maior patrimônio que um agricultor tem em suas mãos, por isso, o planejamento quanto ao seu uso agrícola e ocupação com benfeitorias deve ser elaborado de maneira rigorosa. A sustentabilidade de produção agrícola não deve ser apenas uma filosofia, mas deve ser uma atitude prática. É preciso enxergar o solo como o grande promotor da vida e um armazenador de bens preciosos como a água e os nutrientes que serão disponibilizados para as culturas. Portanto, é o momento de aproveitar os debates que serão promovidos ao longo do “Ano Internacional dos Solos” e conscientizar-nos da importância de conservar e manejar adequadamente um sistema que é a base para a vida de todos os seres vivos do planeta.

FONTE: Revista Agron - Janeiro de 2015