PLANTANDO MELHOR E COM SUSTENTABILIDADE


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Arborização e Paisagismo: Primeiro passo para uma cidade mais sustentável

            Escrever sobre sustentabilidade é muito fácil, chega ser até mesmo poético e filosófico quando falamos do verde, do meio ambiente, da preservação e da eco-conscientização. A verdade é que a prática ecológica e sustentável está muito longe da teoria que pregamos. Por mais que busquemos uma vida ambientalmente sustentável estamos a cada dia mais distante dessa realidade. Estou cansado de ver artistas globais, por exemplo, que nunca plantaram uma árvore na vida, erguendo hipocritamente placas e vestindo camisas de “Vamos Salvar o Planeta”...Pregando aquilo que não fazem e tentando iludir leigos e desletrados...Afinal, é fácil induzir uma população que tem preguiça de ler, de se informar, de buscar soluções para os seus problemas cotidianos e que cerca de 30% é considerado analfabeto funcional, ou seja, lêem, mas não entendem.
            Não vejo nenhum artista desses deixar seu luxuoso apartamento ou sua confortável mansão a beira-mar para morar em uma “taverna” ecológica no meio do mato. Não vejo esses seres ambientalistas e corretamente ecológicos, abrirem mão de um carro da última geração e viajar por aí como nos tempos antigos, de carroças, de bicicleta, à cavalo ou mesmo à pé. Só vejo artistas com roupas de grife, sempre renovando seus armários para andar na moda...e a quantidade de algodão e de linho que tem sido plantado para a confecção dessas roupas? Quantos animais são mortos para retirada de lã e couro para confecção de roupas, sapatos e bolsas? E os litros de água que são gastos desde o processamento dessas matérias-primas até a confecção final de tais produtos? E o combustível que é gasto desde a colheita das matérias-primas no campo até o transporte das roupas, sapatos e bolsas para as lojas? E o alimento que consomem, será que são advindos de uma fazendinha agroecológica ou de alguma produção orgânica? Os móveis dessas pessoas são aqueles compensados ecológicos, materiais alternativos e recicláveis ou são confeccionados com madeiras nobres, como mogno, cedro, sucupira e tantas outras? São tantas perguntas, que se pararmos para pensar, somos todos semeadores de ideias que não são cultivadas.
            As Organizações Não Governamentais (ONG’s) ambientalistas que me desculpem, mas tenho visto cada “lorota” que chega a arrepiar. É incrível como o mundo é feito de pessoas que não tem um mínimo de bom senso. É claro que não se pode genaralizar, pois, existem muitas ONG’s que procuram fazer um trabalho sério, sem devaneios, manipulações e radicalismos extremistas. Fala-se muito na construção de cidades sustentáveis, mas a realidade não é muito fácil, pois, tal construção depende da integração política, social e mental.


           As cidades brasileiras, na sua grande maioria, não foram planejadas. Construímos sociedades cada vez mais desorganizadas, sem planejamento e sem estrutura adequada. É preciso repensar o modo como as cidades estão se desenvolvendo. A reestruturação do modelo de sociedade deve estar pautada nos três pilares que citei no parágrafo anterior. O pilar da política deve estabelecer legislações rigorosas e efetivas para implementar ações que visem a melhoria da qualidade do solo, da água e do ar nos ambientes urbanos. Criar programas de conscientização da população e promover ações de recuperação de ambientes degradados pela ocupação antrópica desordenada, minimizar os impactos sócio-ambientais causados por antigos e novos empreendimentos urbanos, entre outras ações.
O pilar social está relacionado com a contribuição que a sociedade pode oferecer de forma coletiva para a melhoria do ambiente urbano, como a elaboração de projetos executados por cidadãos voluntários, por entidades como Rotary International, Lions Clube do Brasil, Movimentos Pastorais, Instituições de Ensino Públicas e Privadas, etc. A sociedade deve ser a grande promotora da mudança do perfil ambiental e ecológico de uma determinada cidade, portanto, o terceiro pilar que é a integração mental se refere a mudança de mentalidade da população. É preciso que as pessoas sejam mais conscientes de suas ações. Uma pequena ação como guardar um papel de bala para jogar fora em casa ou quando encontrar uma lixeira disponível, em vez de jogá-lo na rua, já é uma atitude consciente e racional de nossa parte. Entretanto, a mentalidade é tão arcaica que o cidadão pensa “Ah! Não adianta eu guardar esse papel para jogar na lixeira, afinal, há tantos papéis jogados na rua, não será a minha ação que fará a diferença!”. É aí que você se engana! É por todos pensarem deste modo, que as nossas cidades estão ficando cada dia mais poluídas. A ação tem que partir de alguém. Porque não começar a partir de hoje? Seu bolso não vai pesar mais, se guardar um papelzinho para descartar no lugar adequado.
As nossas cidades estão cada vez mais pobres em paisagismo e arborização. É raro encontrar uma área verde que tenha sido planejada ou que tenha sido implantada e tem a sua manutenção nos dias de hoje. A arborização de uma cidade é importantíssima, pois, as árvores interceptam, refletem, absorvem e transmitem a radiação solar, reduzindo as temperaturas do ambiente urbano. Além disso, ainda são responsáveis por absorver parte do carbono liberado na atmosfera pela queima de combustíveis fosseis e liberação de fumaça das indústrias, dando mais pureza ao ar que respiramos. As cidades sem arborização, tendem a ser mais quentes, principalmente quando são completamente asfaltadas.
No verão, quando visitei minha cidade natal, Bambuí, localizada a aproximadamente 260 km de Belo Horizonte, no Centro Oeste de Minas Gerais, observei o quanto a cidade estava “pelada” e como as temperaturas se elevaram. A maioria das pessoas com as quais conversei ressaltaram dizendo que “Bambuí nunca esteve tão quente como agora!”. As árvores plantadas nas ruas das cidades foram praticamente extintas, como pode ser observado nas fotos desse artigo. A cidade se desenvolveu, novos bairros surgiram, todos asfaltados e com uma infraestrutura invejável. Graças a legislação da cidade que exige que novos loteamentos sejam entregues com iluminação, saneamento básico, asfaltamento e espaço de área verde e lazer. Esse é um ponto muito positivo, que deixou-me bastante feliz. A cidade tem sido completamente asfaltada, o que favorece o aquecimento local, devido ao calor que a manta asfaltica consegue reter ao longo do dia. O paisagismo da cidade também tem melhorado bastante, uma vez que as pracinhas foram reformadas e estão sendo cuidadas, tanto pelo poder público quanto pela população. A mentalidade das pessoas também parece ter evoluído, visto que as ruas da cidade encontram-se bem mais limpas.
A cidade de Bambuí ainda está carente de projetos de arborização das suas ruas e da implantação das áreas verdes dos novos bairros. O espaço destinado a essas áreas verdes estão sendo reservados, mais ainda não há nada implantado. Em relação as árvores antigas, estas devem ser apenas podadas, quando necessário, pela administração pública e serem cortadas apenas se oferecer algum risco de queda ou de dano a residências. É necessário que as árvores sejam preservadas e que os espaços destinados a área verdes sejam cultivados e mantidos com a ajuda da população. Esse é um passo fundamental para transformar nossa cidade convencional em uma cidade mais sustentável, com um clima mais agradável para viver e com solo, água e ar de qualidade. Utilizei a cidade de Bambuí, como exemplo, porque tenho acompanhado seu desenvolvimento e as mudanças agrícolas e climáticas dessa região. Vejo que diversas outras cidades tem o mesmo problema, já passei por outras cidades onde é possível andar quilômetros sem ver uma árvore na rua. A arborização de uma cidade é essencial, tanto pelo aspecto climático, como pelo aspecto paisagístico local. A cidade fica mais bela, mais vigorosa, mais cheia de vida e nos apresenta um mosaico de cores quando chega a Primavera. Não cortar as árvores que existem no perímetro urbano, sem necessidade, já é uma grande ação para quem quer viver em uma cidade mais sustentável.

 


COLHEDORA DESENVOLVIDA NA UFV PODE REVOLUCIONAR CAFEICULTURA MUNDIAL

Uma máquina desenvolvida por pesquisadores da UFV pode revolucionar a cafeicultura mundial – atividade que movimenta bilhões de dólares por ano e representa, historicamente, um dos principais itens da pauta de exportações do Brasil. O país, que lidera a produção e o comércio do grão em todo o planeta, poderá agora assumir a vanguarda tecnológica na colheita do café, por meio de um equipamento - guiado por controle remoto - que permite a realização desse procedimento em áreas com inclinação de até 50%.
A expectativa é de que a invenção traga significativos avanços na área de cultivo, já que as colhedoras convencionais não podem ser utilizadas em plantações cuja declividade seja superior a 10%. Tal limitação inviabiliza a colheita mecanizada em regiões de montanha, a exemplo de Minas Gerais, onde o procedimento é predominantemente manual. Além de ser menos eficiente e, por conseguinte, mais caro, colher o café à mão vem deixando de ser uma opção devido à indisponibilidade de mão de obra – que tem migrado para outros segmentos da economia, como a construção civil.
O protótipo da nova colhedora, já em escala industrial, é o resultado de um ano e dois meses de trabalho de uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Mecanização Agrícola, vinculado ao Departamento de Engenharia Agrícola da UFV. A concepção tomou forma a partir das pesquisas orientadas pelo professor Mauri Martins Teixeira e elaboradas pelo então estudante de doutorado em Engenharia Agrícola, Marcos Vinícius Morais de Oliveira, atualmente professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Outro participante da iniciativa é o engenheiro agrícola Gustavo  Vieira Veloso, hoje cursando doutorado na UFV.
Com 12 motores elétricos, o equipamento tem particularidades que possibilitam sua ação inovadora. Uma delas é um sistema de acionamento independente nas quatro rodas, que favorece sua locomoção na lavoura e permite que a máquina gire em torno de seu próprio eixo. Para efeito de ilustração, é como se um carro fosse estacionar e, em vez de fazer as manobras mais conhecidas, parasse ao lado da vaga, girasse as rodas 90 graus em direção ao local onde pretende ficar e estacionasse. Como explica o professor Mauri, “o espaço demandado para fazer curvas, por exemplo, passa a ser bem menor, dispensando a área de manobra e favorecendo a ampliação do terreno para cultivo”.
Outra vantagem da colhedora de café é ter um chassi que permite a articulação da sua estrutura superior, já que os equipamentos convencionais têm um sistema hidráulico de compensação da inclinação. Mas um dos maiores destaques está no alto da máquina, onde fica o mecanismo de articulação, que, conforme o nome, permite sua articulação, propiciando a colheita em terrenos com declividade em torno de 50%, mantendo os derriçadores sempre a uma mesma altura do solo. Com isso, a colheita é feita em toda a planta, independentemente da inclinação. “Vamos fazer alguns testes, mas acreditamos que seja possível a utilização da máquina em áreas com até 80% de inclinação”, afirma o professor Mauri.
Outro diferencial que chama a atenção na invenção é seu acionamento a distância, controlado remotamente, tornando sua operação mais segura. “Uma possibilidade bem viável é a instalação de câmeras, fazendo com que a máquina seja operada de uma sala de controle”, observa o professor Mauri, que destaca, também, o papel da UFV no contexto das tecnologias voltadas ao campo. “Com um volume de recursos modesto, mas com empenho e criatividade da equipe, foi possível dar origem a esse equipamento. Mais uma vez, a Universidade demonstra sua capacidade de trazer benefícios à sociedade brasileira por meio da pesquisa”. Veja os vídeos abaixo que mostram a nova tecnologia em um pré-teste realizado na Universidade.


FONTE: Marcel Ângelo – Universidade Federal de Viçosa  - Foto: www.ufv.br - Vídeos: News Cafeicultura

PESQUISADORES ALERTAM QUE MILHO BT ESTÁ PERDENDO A EFICIÊNCIA

As cultivares de milho dotadas de tecnologia Bt – materiais geneticamente modificados que conferem a produção de proteínas tóxicas para algumas espécies de lagartas e outros insetos – vem perdendo eficiência nos últimos anos no Brasil. É o que alertam os pesquisadores da Fundação de Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) Rafael Zeni e Lucia Vivan. A atual segunda safra do grão tem comprovado os resultados obtidos nas pesquisas desenvolvidas ao longo dos últimos anos.
– No campo o que se tornou bastante comum é a utilização de várias aplicações de inseticidas, a fim de conter a pressão de pragas no milho transgênico. A situação é mais frequente em tecnologias com maior tempo de utilização e que apresentam a expressão de apenas uma proteína Bt – explica Zeni.
A tecnologia Bt foi criada em 1997 nos Estados Unidos e há pouco mais de seis anos foi liberada para uso comercial no Brasil. Desde então, passou a ser utilizada em larga escala, acarretando a atual situação das lavouras. Isso porque, naturalmente, estes genes de resistência do milho Bt estão presentes nos insetos, em frequências bastante pequenas, conforme esclarece a entomologista.
– A partir do momento que trabalhamos com a tecnologia mais intensamente, iniciamos uma forte pressão de seleção destes genes de resistência, fazendo com que as populações de insetos resistentes aumentem.
Outro ponto importante que pode contribuir para a perda de eficiência da tecnologia Bt é a ausência de refúgios estruturados nas áreas de plantio.
– A utilização do refúgio estruturado continua sendo uma estratégia fundamental para prolongar a vida útil da biotecnologia. Algumas instituições e pesquisadores defendem a necessidade em aumentar o tamanho da área, a fim de garantir a multiplicação suficiente de insetos suscetíveis e a sua reprodução. A definição do tamanho atualmente está em reavaliação e o governo federal vem trabalhando na criação de leis que obriguem o cumprimento das exigências – aponta Zeni.
No refúgio é importante fazer o plantio de milho convencional com distância máxima de 800 metros do milho Bt. Assim, há o encontro das mariposas resistentes com as suscetíveis a tecnologia, evitando assim a evolução da resistência, destaca Vivan.
– Há várias formas de se fazer esse plantio, em faixas alternadas, nas bordaduras, em blocos maiores ou menores. O produtor deve adotar o desenho que melhor se adapte à sua situação.
Os pesquisadores orientam também com relação ao manejo do milho Bt.
– É preciso entender que a transgenia é mais uma ferramenta a ser inserida no Manejo Integrado de Pragas (MIP) e que não pode ser encarada como a solução para todos os problemas. É importante que o produtor realize o monitoramento a campo periodicamente e acompanhe a evolução dos índices das pragas ao longo do ciclo –  orienta a entomologista. Ela ainda lembra que em casos de escape de pragas, a intervenção com outras medidas de controle, como defensivos, precisa ser adotada nos estágios e doses recomendadas, com tecnologia de aplicação adequada para a condição.

Lagarta do cartucho

A lagarta do cartucho é a praga que mais preocupa a classe produtora de milho no cerrado brasileiro. Mesmo havendo um complexo de pragas que atacam a cultura, inclusive do gênero helicoverpa, a Spodoptera frugiperda ainda representa as maiores perdas.
– Sua presença pode ocorrer desde os estágios iniciais, podendo ter hábito de rosca e comprometer estande de plantas; durante o período vegetativo, com danos expressivos nas folhas [cartucho]; e no período reprodutivo, pelo seu ataque nas espigas, ocasionando danos diretos a produção, além de promover porta de entrada para patógenos e outras pragas – detalha a entomologista da Fundação MT.
No milho convencional os danos são variáveis em função da fase de desenvolvimento em que a planta sofre o ataque, oscilando entre 17%, nos primeiros estádios, a 34% nos últimos de desenvolvimento vegetativo. Como hoje algumas tecnologias são atacadas como plantas convencionais, as perdas podem ser similares se não for realizado o controle.
Para os próximos anos, a classe produtora de milho pode esperar por parte das empresas o lançamento no Brasil de novos eventos biotecnológicos. De acordo com Zeni, eles devem contemplar dentre outros, genes para tolerância a estresse ambiental, maior eficiência na utilização de nutrientes, maior teor nutricional no grão e alta produtividade.
– No que diz respeito à tecnologia Bt, em curto prazo não devemos ter grandes novidades de genes e proteínas, mas sim novos eventos a partir da combinação de genes já utilizados (piramidação) – destaca o pesquisador da Fundação MT.
A piramidação é a junção de dois ou mais genes, que produzem toxinas com diferentes mecanismos de ação, em um único indivíduo.
– Esta combinação aumenta a durabilidade da eficiência da tecnologia, uma vez que reduz o risco de eventuais quebras de resistência das pragas alvo – finaliza.


FONTE: Fundação MT

COLHEITA DE CANA-DE-AÇÚCAR DEVERÁ ALCANÇAR 616,5 MILHÕES DE TONELADAS NA SAFRA 2014/15

A consultoria Datagro divulgou no dia 18 de julho de 2014, a atualização das projeções para a safra 2014/2015 da indústria sucroenergética brasileira. A empresa anunciou que espera colheita de 616,5 milhões de toneladas de cana-deaçúcar na atual safra. O volume representa queda de 5,5% ante o volume registrado na safra anterior. Segundo a consultoria, a seca e a política governamental que incentiva o consumo de gasolina estão por trás dos números.
Os números apresentados pelo presidente da Datagro, Plinio Nastari, durante o 3º Encontro do Açúcar e Etanol, realizado em Londres, mostram que a colheita brasileira de cana-de-açúcar deve somar 560,5 milhões de toneladas no Centro-Sul e 56 milhões de toneladas no Norte e Nordeste do País na safra 2014/2015.
De acordo com as estimativas da Datagro, o Brasil deve produzir 35,75 milhões de toneladas de açúcar no atual período, montante 4,9% menor que o registrado na safra 2013/2014, dos quais 32,3 milhões de toneladas no Centro-Sul e 3,45 milhões de toneladas no Norte/Nordeste. A produção de etanol deve cair ainda mais que o açúcar na atual safra: somará 25,29 bilhões de litros, volume 8% inferior ao visto no período anterior. Desse volume, 23,39 bilhões de litros deverão vir do Centro-Sul do Brasil e 1,9 bilhão de litros do Norte/Nordeste.
O índice de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), que mede a quantidade de açúcares na cana, deve ficar em 131,09 kg por tonelada de cana no Brasil na atual safra, sendo que o indicador deve somar 131,90 kg/ton no Centro-Sul e 123 kg/t no Norte/Nordeste.

Gasolina mais barata

A queda da produção de cana, açúcar e etanol no Brasil na safra 2014/2015 é resultado especialmente do clima adverso e da política governamental de preços que favorece o consumo da gasolina. A avaliação foi feita por Nastari. Para o especialista, o setor também sofre com efeitos negativos provocados pela crise econômica e há impacto operacional do aumento da mecanização da cultura no país.
– O Brasil enfrenta um período muito seco. Isso acontece desde agosto não só em São Paulo, mas em boa parte do Centro-Sul do Brasil. Essa seca traz consequências não apenas para a cana-de-açúcar, mas também para outras culturas como o café e a geração hidrelétrica – disse Nastari. Além do clima, Nastari atacou duramente a política de preços do governo brasileiro para o setor energético.
– O Brasil tem uma política pública distorcida de preços que subsidia o preço da gasolina para os consumidores e não para o transporte público. Além disso, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) foi reduzida para zero na gasolina e o Banco Central incentiva a valorização do real, o que estimula a importação do combustível – disse.
O dirigente defendeu que a política de preços adotada pelo governo brasileiro, especialmente pela Petrobras, faz com que o preço da gasolina atualmente no Brasil seja 17,99% menor do que a média nos Estados Unidos. Os preços são aqueles praticados pelas refinarias e foram comparados entre 1º e 11 de julho de 2014, segundo dados apresentados por Nastari. 
Nastari também comentou que a produção brasileira ainda é prejudicada pelos efeitos negativos no setor financeiro desde a crise de 2008 e há impacto operacional do aumento da mecanização em algumas áreas produtoras brasileiras.

Correção de preços

O presidente da Datagro aposta que a política de preços dos combustíveis, especialmente da gasolina, começará a mudar após as eleições presidenciais de outubro.
– Após as eleições presidenciais, esperamos o aumento dos preços da gasolina e início da correção dos valores. Podemos ter a safra 2015/2016 mais orientada para o etanol. Esperamos recuperação dos preços do biocombustível em 2015/2016 – disse.
Confirmado um cenário mais competitivo para o combustível renovável, o especialista prevê retomada da confiança de empresários e investidores.
– Só o fim dos subsídios será capaz de trazer os investimentos de volta. É preciso ter a sensação de que não haverá mais risco de intervenção do governo – reforça.
Nastari comentou, ainda, que é possível observar interesse de investidores, que estariam, apenas, à espera de um sinal positivo para retornar ao Brasil.
– Estamos vendo o capital de risco esperando um sinal de menor interferência estatal para voltar a investir – concluiu.

Estimativa da Copersucar

A Copersucar, maior trading de açúcar e etanol do mundo, reduziu nesta sexta, dia 18, sua estimativa para a safra de cana 2014/2015 no Centro-Sul do Brasil em cinco milhões de toneladas, para 565 milhões de toneladas. A revisão foi feita ao The Wall Street Journal pelo presidente do conselho da companhia, Luis Roberto Pogetti, que não afasta a possibilidade de uma moagem ainda menor. Em 2013/2014, a região processou 596 milhões de toneladas.
A expectativa da empresa é de que sejam produzidas 32 milhões de toneladas de açúcar e 24,6 bilhões de litros de etanol, dos quais 22 milhões de toneladas de açúcar e 1 bilhão de litros de etanol para exportação. Em sua estimativa anterior, a Copersucar projetava produção de 32 milhões de toneladas de açúcar e 25,4 bilhões de litros de etanol.
Pogetti, que participa de evento do setor sucroalcooleiro em Londres, avalia também que o mercado global de açúcar deve registrar um déficit de três milhões de toneladas na safra 2014/15, que se inicia em outubro. Em 2013/2014, o cenário foi de excedente. Para o executivo, o mercado ainda não assimilou todos os efeitos da severa estiagem no Brasil nos meses de janeiro e fevereiro. A seca atingiu em cheio São Paulo, maior Estado produtor do País, justamente no momento de desenvolvimento dos canaviais. O Brasil responde por cerca de 20% de toda a oferta global de açúcar.
Pogetti comentou, ainda, que o Terminal Açucareiro da Copersucar (TAC) em Santos (SP) já retomou a capacidade anualizada de embarque de 4 milhões a 5 milhões de toneladas. A expectativa é de que até o fim do ano o TAC opere novamente com capacidade para movimentar 10 milhões de toneladas ao ano, volume que era registrado antes do incêndio ocorrido em outubro de 2013.


FONTE: Estadão Conteúdo

O PLANO QUE REINVENTOU O BRASIL

HIDRELÉTRICA DE FURNAS OPERA COM APENAS 29% DO RESERVATÓRIO

Quem passa pelas estradas do sul de Minas Gerais se encanta com o grande lago azul da represa de Furnas. O “mar dos mineiros”, como é conhecido, surgiu em 1963 com a construção da Hidrelétrica de Furnas e o represamento das águas do Rio Grande. Foi a primeira grande hidrelétrica do Brasil construída para solucionar a crise energética que ameaçava o país na década de 1950. Obra que mudou completamente a paisagem da região. São 1.440 km² de áreas alagadas banhando 34 municípios do sul de Minas Gerais.
Mas quem conhece a região e passa por ela hoje se assusta com a mudança na paisagem. A estiagem que atinge o Sudeste do Brasil desde o final de 2012 afastou os visitantes e trouxe prejuízos para quem trabalha com o turismo e aquicultura. O nível máximo da represa é de 768 metros acima do nível do mar. Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), na medição desta semana, 22 de junho, o reservatório estava 11 metros abaixo do máximo, com 757,9 metros, o que representa 29,11% de seu volume útil.
Algumas regiões, beneficiadas pelo relevo, ainda conseguem manter atividades como a navegação. Em outras é possível ver claramente a redução do lago, o recuo da água e os prejuízos causados. Estruturas que estavam encobertas pela água apareceram, como a Ponte das Amoras, travessia que ligava as cidades mineiras de Alfenas (MG) e Campos Gerais (MG) e que foi alagada com a construção da Hidrelétrica de Furnas.
Na cidade de Campo do Meio (MG), a água recuou mais de dois quilômetros, um hotel fechou as portas e vários outros tiveram que dispensar funcionários. A informação é de Fausto Costa, presidente do Comitê de Bacias Hidrográficas de Furnas e secretário executivo da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago). Segundo Costa, pecuaristas estão refazendo as cercas das fazendas para que o gado não fuja, já que o recuo da água acabou com a “cerca natural” que as fazendas tinham. A produção de tilápias em tanques diminuiu 50%
– Precisamos de chuva. O lago voltando a encher basta colocar os tanques na água e retomar a aquicultura. Já o turismo vai precisar de mais tempo para se recuperar, já que não reage imediatamente. Será preciso ações e marketing para atrair novamente os turistas – diz o presidente do Comitê.
A situação mais grave, a maior baixa da represa de Furnas, foi registrada em dezembro de 1999, quando o lago atingiu 751,90 metros. Naquela época, não houve o comprometimento na geração de energia. Diferente desta vez, por medida de segurança a hidrelétrica parou de produzir energia durante a madrugada para poupar o reservatório e, principalmente, garantir água nos próximos meses de estiagem.



FONTE: Canal Rural

MINAS GERAIS TEM 24 MUNICÍPIOS DECLARADOS LIVRES DA SIGATOKA NEGRA NA BANANA

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Rodrigo Figueiredo, assinou nesta segunda, dia 4, uma instrução normativa que reconhece oficialmente 24 municípios mineiros como área livre de Sigatoka Negra, considerada a pior praga que ataca as bananeiras, provocada pelo fungo Mycosphaerella fijiensís. A medida libera o trânsito de plantas de bananeira da área para qualquer região do país.
Com o reconhecimento, sobe para 86 o total de municípios mineiros autorizados a comercializar plantas e frutos da bananeira para qualquer local do país. As novas localidades reconhecidas são Araguari, Araporã, Cachoeira Dourada, Campina Verde, Canápolis, Capinópolis, Carmo do Paranaíba, Carneirinho, Cascalho Rico, Centralina, Estrela do Sul, Gurinhatã, Indianópolis, Ipiaçu, Ituiutaba, Monte Alegre de Minas, Patos de Minas, Prata, Rio Paranaíba, Santa Vitória, Tupaciguara, Uberaba, Uberlândia e Veríssimo.
Além dos municípios de Minas Gerais, 12 estados brasileiros já foram considerados oficialmente áreas livres da praga. São eles: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás,  Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe, além de 16 municípios do Mato Grosso do Sul.

Doença

A Sigatoka Negra é causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis Morelet e atinge as folhas mais novas da bananeira, causando estrias (linhas) marrons. Com o avanço da doença, as folhas têm morte prematura e os prejuízos podem chegar até 100% da plantação.


FONTE: Estadão Conteúdo

MATO GROSSO DEIXA DE SER ÁREA LIVRE DA SIGATOKA NEGRA

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) revogou a Instrução Normativa que reconhecia Mato Grosso como área livre da sigatoka negra. A praga atinge os bananais e pode destruir a plantação se não for controlada. A revogação foi solicitada pelo governo de Mato Grosso, após confirmação de focos da praga em 15 municípios produtores.
O Estado não registrava foco da doença desde 2008, quando foi publicada a Instrução Normativa do Mapa. O fiscal federal agropecuário, Eriko Sedoguchi, explica que a partir da revogação da norma não é mais possível o comércio da fruta com a certificação fitossanitária de origem.
O fiscal explica que para rever o status de área livre existe um período mínimo de 10 anos sem detecções da praga. Sobre a fiscalização das fronteiras, Sedoguchi diz que o processo fica a cargo dos Estados que operam barreiras interestaduais e comenta que será  necessária a verificação da documentação para saber se produto realmente vem de áreas livres.

FONTE: Canal Rural


TESTE PARA DIAGNÓSTICO IMEDIATO DA DENGUE E VACINA CONTRA A DOENÇA SÃO DESENVOLVIDOS NA UFV

Tendo em vista que um diagnóstico rápido e confiável de um caso de dengue é essencial para orientar o tratamento de um paciente, pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) estão desenvolvendo um kit que permite diagnosticar a dengue de forma imediata, com baixo custo e alta precisão. A equipe liderada pelo professor do  Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Estrutural, Sérgio Oliveira de Paula, desenvolveu um teste com antígeno obtido por meio da expressão de proteínas em leveduras. O teste consiste numa tira impregnada com antígeno, que em contato com o sangue do paciente, reage indicando na hora a ocorrência ou não da dengue.
O diagnóstico utiliza o método de imunocromatografia e segue o mesmo princípio do teste de gravidez, onde a alteração da cor da tira indica o resultado. O professor Sérgio explica que o teste é bem simples mesmo: “só pegar o soro do paciente, colocar essa tirinha e ver se deu positivo ou negativo. O teste pode ser feito por qualquer pessoa, em qualquer lugar, não precisa ser num ambulatório ou ter um especialista para saber o resultado”. O pesquisador destaca que essa resposta rápida ao paciente é necessária devido ao risco da dengue hemorrágica, uma forma mais grave da doença, que se não for tratada rapidamente pode levar à morte. De acordo com o professor Sérgio, a produção dos testes tem um baixo custo, permitindo a realização do diagnóstico em larga escala em todo o  Brasil, inclusive, em regiões mais afastadas dos grandes centros.
Hoje, no país, os antígenos usados para diagnóstico da dengue são obtidos a partir do cérebro de camundongos, “um processo caro e laborioso” – explica o pesquisador. O diagnóstico é feito pelo teste sorológico MAC-ELISA, coletado após o sexto dia do início dos sintomas. É necessário aguardar esse período para realizar o exame porque é o tempo que o organismo leva para produzir o anticorpo, que é a molécula que vai permitir detectar se o indivíduo está ou não com dengue.
 Já o teste que está sendo desenvolvido no Laboratório de Imunovirologia Molecular da UFV não precisa esperar todo esse tempo. Ao aparecer os primeiros sintomas, ele já pode ser feito.  Segundo o professor Sérgio, a pesquisa, além de propor um novo teste, pode aprimorar o exame já utilizado para diagnóstico. De acordo com o pesquisador, o antígeno obtido por meio da expressão de proteínas já foi testado no MAC-ELISA e aplicado em seres humanos, com respostas muito satisfatórias.

Vacina de subunidade tetravalente

A dengue é transmitida através da picada de mosquitos do gênero Aedes e a principal medida de controle da doença é o combate a esse vetor. Contudo, com a chuva, o  número de vetores aumenta e, consequentemente, o número de casos também. Pensando no efetivo controle da doença, a equipe do professor Sérgio vem se dedicando à produção de uma vacina tetravalente contra os vírus dengue. A vacina gera uma proteína recombinante (com sequência dos quatro sorotipos do dengue). Além da proteção da proteína, a vacina contém adjuvantes genéticos, que são substâncias que potencializam o sistema imune, ajudando a  melhorar a resposta da pessoa.
 De acordo com o pesquisador, existem no mercado em fase de teste, vacinas de vírus atenuados. Mas essas vacinas provocam muitos efeitos colaterais. A pessoa vacinada manifesta sintomas como se estivesse infectada com o vírus dengue, por isso essas vacinas não estão em uso. Já as vacinas de subunidades são potencialmente mais seguras, mais estáveis, facilmente administráveis e vem apresentando bons resultados contra diversas doenças infecciosas. A vacina tetravalente contra os vírus dengue que está sendo produzida na UFV “apresenta poucos efeitos colaterais e se mostra economicamente viável para a escala industrial. Já foram feitos testes em camundongos e as respostas obtidas até agora são promissoras” – afirma o professor.

FONTE: Elaine Nascimento – Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal de Viçosa


SISTEMA DO MAPA PROMETE AGILIZAR REGISTRO DE FERTILIZANTES

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apresentou o Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro). Trata-se de um sistema de registro e cadastro de estabelecimentos e produtos agropecuários, especialmente voltado para as empresas produtoras de fertilizantes, inoculantes e corretivos.


De acordo com o órgão responsável, o Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas (DFIA), o sistema começará a funcionar a partir do segundo semestre deste ano. Atualmente, o registro dessas empresas é feito manualmente.
“Com a implantação do sistema, haverá uma desburocratização do registro e, consequentemente, ganho de tempo para o Ministério e para as empresas”, comentou o coordenador de Fertilizantes, Inoculantes e Corretivos do Mapa, Hideraldo Coelho. O Sipeagro permite a realização e acompanhamento dos Processos Administrativos de Fiscalização, que gera relatórios básicos e emite o certificado de estabelecimentos e produtos registrados e/ou cadastrados pelo Mapa.
O diretor do Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários (DFIP) do Mapa, Marcos Leandro, destaca que o Sipeagro traz inúmeras vantagens. “Este sistema trará mais agilidade, segurança da informação e transparência nas ações de fiscalização exercidas pelo Mapa, levando a melhoria do serviço não só para os fiscais federais agropecuários do Ministério, como também para os usuários dos nossos serviços e entes fiscalizados”.


FONTE: Agrolink

O FRANGO BRASILEIRO GANHOU O MUNDO!


TURISTAS QUE VEM PARA A COPA DO MUNDO PODEM TRAZER DOENÇAS ANIMAIS E VEGETAIS PARA O BRASIL


        A Copa do Mundo deve receber 600 mil turistas estrangeiros. Para evitar a entrada de doenças através dos passageiros e em produtos de origem animal e vegetal, a fiscalização será reforçada nos pontos de acesso ao país.
        Só no aeroporto de Brasília, nos primeiros quatro meses deste ano, foi apreendida uma tonelada de produtos ilegais. No ano passado, foram 50 toneladas nos cinco principais aeroportos do país. A preocupação com a entrada de doenças motivou uma pesquisa realizada pelo Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional em parceria com a Universidade de Brasília.
        O levantamento foi feito nos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Galeão, no Rio de Janeiro, por onde desembarcam 85% dos passageiros internacionais. Entre 2006 e 2009, 60 toneladas de produtos ilegais foram apreendidas nesses terminais. A análise constatou a presença de 23 agentes infecciosos nas mercadorias, entre eles o vírus da tuberculose bovina.
        De acordo com o coordenador do estudo, a maior parte dos produtos vem da Europa. Ele alerta para a importância da conscientização dos passageiros para ajudar no controle, já que o trabalho de fiscalização é feito por amostragem.
      Os criadores também estão em alerta. O Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína – são 530 mil toneladas vendidas por ano, principalmente para Rússia, Croácia e Hong Kong. A maior preocupação do setor é que o vírus da diarreia suína entre no Brasil. A doença já foi identificada na América Latina.
        – Se considerar que nos Estados Unidos, que tem um rebanho muito maior que o nosso, 15% dos leitões foram afetados e a mortalidade é de 15%, os nossos números serão assustadores. Qualquer micropartícula que esteja na roupa ou no sapato já é um ponto de contaminação, então a gente pede que os produtores tenham cautela e não levem essas pessoas às granjas – alerta Marcelo Lopes, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos.

FONTE: Canal Rural


EMBRAPA INVESTIGA PRESENÇA DE COCHONILHA-ROSADA NO DISTRITO FEDERAL



       O Distrito Federal pode ser a sexta unidade federativa do país a ter a presença da cochonilha-rosada. O inseto originário da Ásia suga a seiva das plantas e pode provocar sérios prejuízos econômicos a culturas como feijão, soja, milho e citros. A prevenção deve ser feita no transporte de plantas ornamentais. O inseto pode chegar a três milímetros e é encontrado em colmeias.
        – Ela suga a seiva da planta, retarda seu crescimento e causa prejuízos à produção, com redução na produção de frutos ou depreciação do valor do produto – explica o fiscal do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Ricardo Raski.
       A praga foi encontrada em 200 culturas no mundo. Ela surgiu no Brasil em 2011, em plantas ornamentais em Roraima. Hoje, já foi identificada em São Paulo, Mato Grosso e em lavouras de cacau no Espírito Santo e na Bahia, onde o prejuízo na produção do fruto é estimado em 30%. No Distrito Federal, há suspeita da presença do inseto em plantas ornamentais. Amostras colhidas em hibiscos serão analisadas pela Embrapa, e o resultado deve sair em uma semana. Se a suspeita for confirmada, a Secretaria da Agricultura vai estender para as lavouras a fiscalização que hoje acontece apenas na zona urbana.
        – Passaremos a fazer levantamento em outras culturas hospedeiras, como feijão, citrus e algumas hortaliças. Pode acontecer um dano econômico gigantesco, então, nosso objetivo é prevenir – conta a chefe de Defesa Vegetal da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal, Lara Line.
        Depois de instalado na lavoura, o inseto é controlado através de inimigos naturais, como a joaninha, ou com uso de defensivos químicos. O Ministério da Agricultura, no entanto, recomenda que os Estados façam o monitoramento da praga, já que ela é disseminada facilmente pelo transporte de plantas e vegetais.
         – Por meios naturais, como vento e água, o deslocamento da cochonilha é muito lento. O principal transportador é o homem, quando carrega plantas que não tenham sido tratadas ou fiscalizadas – destaca Raski.
        – O produtor precisa ser aliado da fiscalização, se identificar uma suspeita na lavoura, que comunique os órgãos de defesa – conclui Lane.

FONTE: Fernanda Farias - Canal Rural

BACTÉRIA DESCOBERTA PELA EMBRAPA QUE PODE SERVIR COMO FERTILIZANTE NITROGENADO É TESTADA NO RS


         A Azospirillum brasiliense, bactéria que tem a capacidade de fixar nitrogênio e desenvolver as plantas –descoberta pela Embrapa e apresentada como alternativa ao uso de fertilizantes nitrogenados -, teve seu desempenho testado e aprovado. A iniciativa partiu da Assistência Técnica e Social prestada pela Emater/RS-Ascar, por meio da Chamada Pública Sustentabilidade, do Governo Federal, que permite que agricultores familiares gaúchos sejam parte de projetos ligados a preservação ambiental. Os testes com a Azospirillum brasiliense foram realizados em lavouras de milho de duas propriedades rurais do município de Jóia. A Emater/RS-Ascar acompanhou o processo. 
        – Os resultados são satisfatórios, com aumento de produção de massa verde por hectare nos locais onde a bactéria foi inoculada. As plantas são visualmente mais bem estruturadas e com uma coloração verde escura, demonstrando plantas mais bem nutridas – disse o técnico da Emater/RS-Ascar, Otávio Mendonça Poleto.
        As sementes de milho com a bactéria foram plantadas em área vizinha à área que recebeu sementes sem o tratamento, para que fosse feita a comparação. A inoculação de gramíneas, lembrou Poleto, é uma prática semelhante a da inoculação de leguminosas, como a soja.

FONTE: Embrapa


EXIGÊNCIA DE NOTA FISCAL ELETRÔNICA PREOCUPA AGRICULTORES GAÚCHOS


 
        A nota fiscal eletrônica, já obrigatória nas operações interestaduais, passou a ser exigida pela Secretária da Fazenda do Rio Grande do Sul para as operações dentro do Estado também. A cobrança preocupa os produtores rurais, que reclamam da baixa eficiência nos serviços de internet disponíveis no interior.
        Luiz Carlos, de Santo Antônio da Patrulha, no litoral gaúcho, já está emitindo suas notas fiscais eletrônicas, mas, para isso, investiu em uma antena para acessar a internet. O sinal na região não funcionava, mesmo com o melhor dos planos das operadoras de banda larga.
Para as propriedades onde não há internet, existe a possibilidade de emitir a nota fiscal manual, que acompanha o produto até o ponto com rede mais próxima. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) afirma que a nota fiscal eletrônica burocratiza a vida do produtor rural e traz aumento de custos.
        – Sem termos uma estrutura completa para o agricultor fazer isso onde ele mora, essa exigência não deveria ter sido implantada. Não somos contrários ao maior controle do Estado na questão da sonegação. Estamos falando da prática do dia-a-dia e de como isso pode funcionar. Na nossa visão isso irá burocratizar, aumentar custos, e talvez não alcance o objetivo que o Estado pretende – analisa o presidente da Fetag-RS, Elton Weber.

FONTE: Canal Rural

NÃO HAVERIA AGRICULTURA SEM FERTILIZANTES

BAIXA OFERTA ELEVA PREÇO DO OVO VERMELHO EM ATÉ 7%

          Segundo o CEPEA, as cotações dos ovos vermelhos têm registrado altas sucessivas ao longo de maio, impulsionadas principalmente pela oferta restrita. Em algumas regiões pesquisadas pelo Cepea, chega a faltar produto. 
            Esse cenário é reflexo do forte calor e de problemas sanitários ocorridos no início do ano, que resultaram em maior mortalidade de galinhas poedeiras, principalmente, vermelhas (mais sensíveis a essas adversidades do que as brancas).
      Na última semana, especificamente, além da menor oferta, as altas de preços estiveram atreladas à demanda relativamente firme. A maior valorização entre 16 e 23 de maio ocorreu em Belo Horizonte (MG) onde o preço do ovo vermelho colocado subiu 7,4%, a R$ 85,76/cx.

Fonte: Avicultura Industrial

PRODUTORES DE LEITE DE MINAS GERAIS APOSTAM NA TECNOLOGIA PARA ENFRENTAR A SECA E GARANTIR A PRODUÇÃO

Para garantir a produção de leite, pecuaristas de Minas Gerais estão apostando no uso de tecnologia para enfrentar o período de seca e garantir a alimentação do rebanho. De maio a outubro, período de entressafra da pecuária leiteira, a preocupação dos pecuaristas se volta para a alimentação do gado, que se torna mais escassa. Mesmo quem tem estoque de silagem, é necessário investir também em suplementos para manter a produção.
Com a falta de chuva, a tendência é de que a produção de silagem diminua. O que deverá encarecer a compra de subprodutos, como ração, por exemplo, para complementar a alimentação dos animais. Para manter os 1 mil litros de leite por dia, o produtor Ricardo Miziara Jreige, de Uberaba, utiliza desde casca de soja até farelo de milho. Ele conta que custo de produção passou de R$ 0,60 em 2013, para R$ 0,90 ao litro. A preocupação do produtor é com a queda dos preços.
A irrigação artificial foi a alternativa encontrada pelo pecuarista Fausto Pereira Batista, de Nova Ponte, interior do Estado. Ele conta que essa foi a solução para manter a pastagem verdinha o ano inteiro na propriedade. São 900 aspersores espalhados em 26 hectares. Apesar do alto custo da tecnologia, que chega a R$ 10 mil por hectare, ele garante que foi a melhor opção para aumentar a produtividade de 600 para 1.200 litros de leite por dia.
Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Girolando, Jônadan Ma, ainda é cedo para falar sobre preços porque a entressafra começou agora, mas afirmou que houve uma redução no litro de leite de R$ 0,10 em maio.
– Nós percebemos que a reposição de estoques está muito baixa e lenta. O que nos preocupa é a importação, sendo que a o Brasil está com produção equilibrada. Uma redução em plena entressafra não é aceitável. Está ocorrendo uma pressão por parte da cadeia produtiva para que haja redução da produção de leite e não vai acontecer para o consumidor. Não podemos admitir uma redução de R$ 0,10 por litro, isso vai impactar futuramente na produção de leite – afirma.


Fonte: Rural BR

INOVANDO PARA ALIMENTAR O PLANETA



DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS: CONHEÇA O IMPACTO DE UM GRÃO DE ARROZ QUE DEIXAMOS NO PRATO

        O planeta precisa produzir alimentos para sustentar as pessoas, isso é um fato inegável. Nos dias atuais, o crescimento populacional é justificativa para tudo! É preciso produzir mais fibras, pois o crescimento populacional demanda mais roupas; é preciso produzir mais bioenergia e biocombustíveis, pois o aumento populacional gera uma alta demanda de energia para manter o funcionamento de fábricas, casas e automóveis; é preciso produzir mais madeira, devido ao aumento pela demanda de móveis, celulose e carvão, etc. A frase mais conhecida dentro de um debate sobre agricultura e meio ambiente é que “Precisamos alimentar o mundo de maneira sustentável”. Mas será que o mundo realmente quer ser alimentado com tanto desperdício de alimento?
        Há aproximadamente quatro anos, aumentou a frequência de avisos em restaurantes cobrando taxa de desperdício de seus clientes. Há que ponto chegamos, somos cobrados por desperdício de alimentos! Sim, enquanto na África há milhares de crianças e adultos famintos, nós simplesmente pagamos pelo “luxo” de jogar fora alimentos. Recentemente, em uma aula da disciplina de “Uso dos Solos nos Trópicos”, ministrada pelo professor Liovando Marciano da Costa, na Universidade Federal de Viçosa, tive a oportunidade de fazer uma reflexão sobre isso graças a um grão de arroz.
        Gostaria de compartilhar essa reflexão com nossos leitores, pois, de uma maneira simples, podemos notar a dimensão do desperdício de alimentos pelas pessoas. Vamos refletir, no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é possível acessar a estimativa da população brasileira em tempo real. De acordo com os cálculos do Instituto, um novo brasileiro nasce a cada 18 segundos. Enquanto escrevia essa coluna, a estimativa populacional do IBGE contabilizava 202.414.125 pessoas, ou seja, já somos mais de 200 milhões de brasileiros que demandam todos os dias alimentos, energia, roupas, móveis, cosméticos, medicamentos, matéria prima para a construção civil e indústrias, entre outras coisas. Todos esses produtos demandados possuem – de forma direta ou indireta – uma ligação com as atividades do campo.
Supondo que cada brasileiro desperdice diariamente um grão de arroz, teríamos um desperdício diário de 202.414.125 grãos de arroz inteiro sem casca. De acordo com dados da Associação Catarinense dos Produtores de Sementes de Arroz Irrigado (Acapsa), temos em média:
  • 100 grãos de arroz com casca = 64 grãos de arroz inteiro sem casca;
  • Massa de 1000 grãos de arroz com casca = 25 gramas (0,025 kg);
  • Produtividade Média de Arroz (t/ha) = 8 t/ha.
Fazendo-se alguns cálculos simples, temos que o desperdício de um grão de arroz por cada brasileiro equivale a um desperdício de 316.272.070 grãos de arroz com casca, que representa 7.907 kg de arroz com casca desperdiçado diariamente. Considerando-se a produtividade média de 8 t/ha, podemos concluir que o brasileiro desperdiça diariamente um hectare de arroz. Ao longo de um ano, 365 hectares de arroz vão para o lixo. Veja que contabilizamos apenas um grão de arroz para cada brasileiro e consideramos para tal cálculo apenas uma refeição diária, sabe-se que o desperdício é bem mais elevado, visto que não foram considerados perdas advindas do manejo, colheita, armazenamento, transporte, beneficiamento e embalagem do arroz. Além do mais, sabemos que o desperdício é muito maior do que um grão de arroz por dia para cada brasileiro. Esse pequeno cálculo nos mostra a dimensão do problema que temos em nossas mãos.
É preciso mudar o rumo do discurso, que hoje se sustenta apenas na necessidade de aumentar a produtividade das culturas agrícolas. Mais do que produzir alimentos para uma população de 7 bilhões de pessoas, deveríamos pensar em “NÃO desperdiçar alimentos para alimentar o mundo”. De acordo com o relatório “Food wastage footprint: Impacts on natural resources”, publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), em setembro de 2013, o desperdício mundial de alimentos chega a 1,6 bilhão de toneladas por ano. Cerca de um terço de todos os alimentos produzidos para o consumo humano são desperdiçados anualmente.
O relatório mostra que, mundialmente, cerca de 500 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçados na produção agrícola, 360 milhões de toneladas são desperdiçados nas fases de colheita, pós-colheita, armazenamento e transporte, aproximadamente 190 milhões de toneladas são desperdiçados no processamento, outros 200 milhões de toneladas são desperdiçados na fase de distribuição e o consumidor final é responsável por jogar fora quase 350 milhões de toneladas de alimentos.
Além dos impactos econômicos e sociais, gerados pelo desperdício de alimentos, há também os impactos ambientais. O relatório da FAO traz números relevantes sobre essa questão. De acordo com o estudo, os alimentos produzidos, mas não consumidos, geraram no ano de 2007, cerca de 3,3 bilhões de toneladas de CO2 equivalente (gases do efeito estufa). Quando comparado aos 20 países que mais emitem gases do efeito estufa, os alimentos desperdiçados ficam em terceiro lugar, atrás apenas de China e Estados Unidos, respectivamente. O relatório da FAO também apresenta o consumo de água para a produção desses alimentos, que não foram consumidos em 2007, que foi de aproximadamente 250 km³. Em termos de volume, isso representa cerca de três vezes o volume do Lago de Genebra (Maior lago da Europa Central, localizado entre a Suíça e a França) ou o fluxo anual de água do Rio Volga, na Rússia. Quanto ao uso dos solos, esses alimentos que deixaram de ser consumidos no ano de 2007 ocuparam aproximadamente 1,4 bilhão de hectares, o que equivale a cerca de 28 % das terras agricultáveis do mundo. Esses dados são preocupantes e nos mostram que se estamos, de fato, compromissados a alimentar as pessoas e contribuir para a redução da miséria e da desigualdade sócio-ambiental, não podemos permitir que tais níveis de desperdício passem despercebidos aos nossos olhos.
É preciso que as pessoas tenham consciência, em todos os níveis da cadeia alimentar, desde o produtor que semeia a cultura até o consumidor final. Estamos vivendo em uma sociedade onde a “palavra da moda” é ostentação, uma sociedade consumista, compulsiva, que vive de aparências, uma sociedade onde o amanhã é só mais um dia depois do hoje, uma sociedade onde pessoas pregam ecologia e desenvolvimento sustentável, mas são incapazes de deixar a vida nas cidades, o frescor de um ar condicionado em seu trabalho ou em casa, o conforto de um automóvel de última geração, entre outras vaidades dos tempos modernos. Há de se repensar o que estamos fazendo e o que estamos propondo. É inútil sonhar com o Jardim do Éden e continuar construindo a Torre de Babel.

* Para acessar o Relatório FAO na íntegra acesse: http://www.fao.org
* Você também pode consultar em tempo real, a estimativa da população brasileira total e em cada Estado, acessado o link: http://www.ibge.gov.br



A SALVAÇÃO DA LAVOURA


Fabio Hertel*

       O Brasil é o celeiro do mundo, mas há um provérbio milenar que diz que “Não havendo bois, o celeiro fica limpo, mas pela força do boi há abundância de colheitas.”, ou seja, quem quer ter sucesso no empreendimento precisa acreditar no trabalho, no investimento e em alta tecnologia. Sem estes fatores o celeiro fica limpinho, mas não se desfruta nada da colheita.
       Apesar da vocação agrícola, a principal causa de morte no Brasil está relacionada à obesidade, ou a alimentação inadequada. O brasileiro precisa aumentar em três vezes o consumo de frutas, legumes e verduras para se enquadrar em padrões adequados de alimentação. Os índices são conhecidos, mas nenhuma estrutura pública como os Ministérios da Saúde, Agricultura, Educação, nem a cadeia produtiva e de abastecimento enxergou a tremenda oportunidade em se promover uma grande e única campanha de promoção das frutas, verduras e legumes.
       O pessoal do campo está fazendo o dever de casa quando aumenta, ano a ano, seus índices de produtividade e apesar dos números divulgados apontando o desperdício de produtos agrícolas, é visível a evolução do sistema de produção no Brasil nos últimos 30 anos. Atentos a novas tecnologias de gestão da produção, a introdução de novas embalagens e o cuidado com o transporte, os produtores também se beneficiam com o avanço da engenharia genética que lança com entusiasmo novas variedades cada vez mais resistentes e produtivas. A produtividade está aumentando, o que está estagnado é o consumo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 90% da população brasileira consome menos frutas, legumes e verduras do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 400g por dia.
       Os técnicos da área são unânimes em afirmar a total desarticulação da cadeia produtiva que, com raras e heroicas exceções de associações de produtores, não consegue promover de forma articulada e sistematizada seus produtos. Mas a salvação da lavoura pode vir do oriente, do distante país onde o sol nasce primeiro. A convite de uma agência do Governo da Nova Zelândia estive naquele país conhecendo sua cultura e valores, mais especificamente um poderoso exemplo de como construir uma associação de produtores e transformá-la num caso de sucesso mundial.
       O pano de fundo desta história é comum à maioria dos setores produtivos de frutas, verduras e legumes: preços baixos e instáveis, pressão de atravessadores e desarticulação. Em 1988 alguns produtores de kiwi se mobilizaram e com o apoio de seus pares, pediram ao governo para criar uma única associação de produtores da Nova Zelândia. Nascia um movimento que originou a Zespri, uma poderosa empresa que hoje é responsável pelo abastecimento de 30% do kiwi consumido no mundo. Para um país com 4,5 milhões de habitantes e um consumo interno relativamente pequeno, a Nova Zelândia reúne muitos aspectos que justificam a altíssima produtividade de kiwi com uma qualidade invejável: condições climáticas e de solo, investimento em pesquisa (só a Zespri investe U$ 16 milhões em pesquisa por ano) e uma estrutura logística de elevada performance preparada para exportação. Mas foi por um fator cultural que este milagre da multiplicação dos kiwis deu certo. É que o povo neozelandês encara os problemas de frente e arregaça as mangas coletivamente quando o objetivo é obter colheitas abundantes.
       Hoje, 100% de todo kiwi exportado da Nova Zelândia é comercializado pela Zespri, que abastece 55 países. Visitei vários produtores que estão “rindo à toa”, porque o governo fiscaliza a relação produtor-associação e a Zespri cuida de todos os detalhes da operação: pesquisa, orientação técnica, beneficiamento, embalagem, logística, marketing e comercialização, permitindo que o produtor se dedique exclusivamente ao cultivo do kiwi mais macio e doce do mundo.
       De toda exportação agrícola da Nova Zelândia, 47% já é de kiwi que obedece a um criterioso sistema de rastreabilidade. Pela força associativista, a Zespri consegue comunicar os atributos de seu produto como a principal característica funcional do kiwi que é facilitar o trânsito intestinal. Desta forma seu produto é vendido com elevado valor agregado – até três vezes mais que os concorrentes - em países com mercados mais maduros, como o Japão e a Espanha.
       Com iniciativas fantásticas assim, o governo promove a qualidade de vida, a sociedade ganha quando se alimenta melhor e toda a cadeia produtiva de frutas, verduras e legumes também ganha quando junta forças para promover seus produtos. Precisamos despertar para modelos semelhantes ao da Zespri, porque os bois, que representam a tecnologia, são conhecidos e já estão fazendo sucesso por aí.



* Técnico Agrícola e Diretor de Comunicação e Novos Negócios da rede Hortifruti