INOVANDO PARA ALIMENTAR O PLANETA


Todos os dias no site BRASIL AGRÍCOLA você acompanha no espaço "Agropecuária Minuto a Minuto", as principais informações do agronegócio brasileiro, as principais notícias do mercado agrícola, informações econômicas, estatísticas, entrevistas exclusivas com especialistas, entre outros assuntos. Esta postagem é atualizada todos os dias minuto a minuto e você pode acompanhar em tempo real os principais acontecimentos do setor agrícola. Clique no título das notícias abaixo e você será automáticamente redirecionado para a reportagem. Acesse diariamente nosso site e esteja sempre atualizado.  

BRASIL AGRÍCOLA: O melhor conteúdo do Agronegócio em um único lugar!






O IMPACTO DO GRÃO DE ARROZ

        O planeta precisa produzir alimentos para sustentar as pessoas, isso é um fato inegável. Nos dias atuais, o crescimento populacional é justificativa para tudo! É preciso produzir mais fibras, pois o crescimento populacional demanda mais roupas; é preciso produzir mais bioenergia e biocombustíveis, pois o aumento populacional gera uma alta demanda de energia para manter o funcionamento de fábricas, casas e automóveis; é preciso produzir mais madeira, devido ao aumento pela demanda de móveis, celulose e carvão, etc. A frase mais conhecida dentro de um debate sobre agricultura e meio ambiente é que “Precisamos alimentar o mundo de maneira sustentável”. Mas será que o mundo realmente quer ser alimentado com tanto desperdício de alimento?
        Há aproximadamente quatro anos, aumentou a frequência de avisos em restaurantes cobrando taxa de desperdício de seus clientes. Há que ponto chegamos, somos cobrados por desperdício de alimentos! Sim, enquanto na África há milhares de crianças e adultos famintos, nós simplesmente pagamos pelo “luxo” de jogar fora alimentos. Recentemente, em uma aula da disciplina de “Uso dos Solos nos Trópicos”, ministrada pelo professor Liovando Marciano da Costa, na Universidade Federal de Viçosa, tive a oportunidade de fazer uma reflexão sobre isso graças a um grão de arroz.
        Gostaria de compartilhar essa reflexão com nossos leitores, pois, de uma maneira simples, podemos notar a dimensão do desperdício de alimentos pelas pessoas. Vamos refletir, no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é possível acessar a estimativa da população brasileira em tempo real. De acordo com os cálculos do Instituto, um novo brasileiro nasce a cada 18 segundos. Enquanto escrevia essa coluna, a estimativa populacional do IBGE contabilizava 202.414.125 pessoas, ou seja, já somos mais de 200 milhões de brasileiros que demandam todos os dias alimentos, energia, roupas, móveis, cosméticos, medicamentos, matéria prima para a construção civil e indústrias, entre outras coisas. Todos esses produtos demandados possuem – de forma direta ou indireta – uma ligação com as atividades do campo.
Supondo que cada brasileiro desperdice diariamente um grão de arroz, teríamos um desperdício diário de 202.414.125 grãos de arroz inteiro sem casca. De acordo com dados da Associação Catarinense dos Produtores de Sementes de Arroz Irrigado (Acapsa), temos em média:
  • 100 grãos de arroz com casca = 64 grãos de arroz inteiro sem casca;
  • Massa de 1000 grãos de arroz com casca = 25 gramas (0,025 kg);
  • Produtividade Média de Arroz (t/ha) = 8 t/ha.

Fazendo-se alguns cálculos simples, temos que o desperdício de um grão de arroz por cada brasileiro equivale a um desperdício de 316.272.070 grãos de arroz com casca, que representa 7.907 kg de arroz com casca desperdiçado diariamente. Considerando-se a produtividade média de 8 t/ha, podemos concluir que o brasileiro desperdiça diariamente um hectare de arroz. Ao longo de um ano, 365 hectares de arroz vão para o lixo. Veja que contabilizamos apenas um grão de arroz para cada brasileiro e consideramos para tal cálculo apenas uma refeição diária, sabe-se que o desperdício é bem mais elevado, visto que não foram considerados perdas advindas do manejo, colheita, armazenamento, transporte, beneficiamento e embalagem do arroz. Além do mais, sabemos que o desperdício é muito maior do que um grão de arroz por dia para cada brasileiro. Esse pequeno cálculo nos mostra a dimensão do problema que temos em nossas mãos.
É preciso mudar o rumo do discurso, que hoje se sustenta apenas na necessidade de aumentar a produtividade das culturas agrícolas. Mais do que produzir alimentos para uma população de 7 bilhões de pessoas, deveríamos pensar em “NÃO desperdiçar alimentos para alimentar o mundo”. De acordo com o relatório “Food wastage footprint: Impacts on natural resources”, publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), em setembro de 2013, o desperdício mundial de alimentos chega a 1,6 bilhão de toneladas por ano. Cerca de um terço de todos os alimentos produzidos para o consumo humano são desperdiçados anualmente.
O relatório mostra que, mundialmente, cerca de 500 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçados na produção agrícola, 360 milhões de toneladas são desperdiçados nas fases de colheita, pós-colheita, armazenamento e transporte, aproximadamente 190 milhões de toneladas são desperdiçados no processamento, outros 200 milhões de toneladas são desperdiçados na fase de distribuição e o consumidor final é responsável por jogar fora quase 350 milhões de toneladas de alimentos.
Além dos impactos econômicos e sociais, gerados pelo desperdício de alimentos, há também os impactos ambientais. O relatório da FAO traz números relevantes sobre essa questão. De acordo com o estudo, os alimentos produzidos, mas não consumidos, geraram no ano de 2007, cerca de 3,3 bilhões de toneladas de CO2 equivalente (gases do efeito estufa). Quando comparado aos 20 países que mais emitem gases do efeito estufa, os alimentos desperdiçados ficam em terceiro lugar, atrás apenas de China e Estados Unidos, respectivamente. O relatório da FAO também apresenta o consumo de água para a produção desses alimentos, que não foram consumidos em 2007, que foi de aproximadamente 250 km³. Em termos de volume, isso representa cerca de três vezes o volume do Lago de Genebra (Maior lago da Europa Central, localizado entre a Suíça e a França) ou o fluxo anual de água do Rio Volga, na Rússia. Quanto ao uso dos solos, esses alimentos que deixaram de ser consumidos no ano de 2007 ocuparam aproximadamente 1,4 bilhão de hectares, o que equivale a cerca de 28 % das terras agricultáveis do mundo. Esses dados são preocupantes e nos mostram que se estamos, de fato, compromissados a alimentar as pessoas e contribuir para a redução da miséria e da desigualdade sócio-ambiental, não podemos permitir que tais níveis de desperdício passem despercebidos aos nossos olhos.
É preciso que as pessoas tenham consciência, em todos os níveis da cadeia alimentar, desde o produtor que semeia a cultura até o consumidor final. Estamos vivendo em uma sociedade onde a “palavra da moda” é ostentação, uma sociedade consumista, compulsiva, que vive de aparências, uma sociedade onde o amanhã é só mais um dia depois do hoje, uma sociedade onde pessoas pregam ecologia e desenvolvimento sustentável, mas são incapazes de deixar a vida nas cidades, o frescor de um ar condicionado em seu trabalho ou em casa, o conforto de um automóvel de última geração, entre outras vaidades dos tempos modernos. Há de se repensar o que estamos fazendo e o que estamos propondo. É inútil sonhar com o Jardim do Éden e continuar construindo a Torre de Babel.

* Para acessar o Relatório FAO na íntegra acesse: http://www.fao.org
* Você também pode consultar em tempo real, a estimativa da população brasileira total e em cada Estado, acessado o link: http://www.ibge.gov.br



A SALVAÇÃO DA LAVOURA


Fabio Hertel*

       O Brasil é o celeiro do mundo, mas há um provérbio milenar que diz que “Não havendo bois, o celeiro fica limpo, mas pela força do boi há abundância de colheitas.”, ou seja, quem quer ter sucesso no empreendimento precisa acreditar no trabalho, no investimento e em alta tecnologia. Sem estes fatores o celeiro fica limpinho, mas não se desfruta nada da colheita.
       Apesar da vocação agrícola, a principal causa de morte no Brasil está relacionada à obesidade, ou a alimentação inadequada. O brasileiro precisa aumentar em três vezes o consumo de frutas, legumes e verduras para se enquadrar em padrões adequados de alimentação. Os índices são conhecidos, mas nenhuma estrutura pública como os Ministérios da Saúde, Agricultura, Educação, nem a cadeia produtiva e de abastecimento enxergou a tremenda oportunidade em se promover uma grande e única campanha de promoção das frutas, verduras e legumes.
       O pessoal do campo está fazendo o dever de casa quando aumenta, ano a ano, seus índices de produtividade e apesar dos números divulgados apontando o desperdício de produtos agrícolas, é visível a evolução do sistema de produção no Brasil nos últimos 30 anos. Atentos a novas tecnologias de gestão da produção, a introdução de novas embalagens e o cuidado com o transporte, os produtores também se beneficiam com o avanço da engenharia genética que lança com entusiasmo novas variedades cada vez mais resistentes e produtivas. A produtividade está aumentando, o que está estagnado é o consumo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 90% da população brasileira consome menos frutas, legumes e verduras do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 400g por dia.
       Os técnicos da área são unânimes em afirmar a total desarticulação da cadeia produtiva que, com raras e heroicas exceções de associações de produtores, não consegue promover de forma articulada e sistematizada seus produtos. Mas a salvação da lavoura pode vir do oriente, do distante país onde o sol nasce primeiro. A convite de uma agência do Governo da Nova Zelândia estive naquele país conhecendo sua cultura e valores, mais especificamente um poderoso exemplo de como construir uma associação de produtores e transformá-la num caso de sucesso mundial.
       O pano de fundo desta história é comum à maioria dos setores produtivos de frutas, verduras e legumes: preços baixos e instáveis, pressão de atravessadores e desarticulação. Em 1988 alguns produtores de kiwi se mobilizaram e com o apoio de seus pares, pediram ao governo para criar uma única associação de produtores da Nova Zelândia. Nascia um movimento que originou a Zespri, uma poderosa empresa que hoje é responsável pelo abastecimento de 30% do kiwi consumido no mundo. Para um país com 4,5 milhões de habitantes e um consumo interno relativamente pequeno, a Nova Zelândia reúne muitos aspectos que justificam a altíssima produtividade de kiwi com uma qualidade invejável: condições climáticas e de solo, investimento em pesquisa (só a Zespri investe U$ 16 milhões em pesquisa por ano) e uma estrutura logística de elevada performance preparada para exportação. Mas foi por um fator cultural que este milagre da multiplicação dos kiwis deu certo. É que o povo neozelandês encara os problemas de frente e arregaça as mangas coletivamente quando o objetivo é obter colheitas abundantes.
       Hoje, 100% de todo kiwi exportado da Nova Zelândia é comercializado pela Zespri, que abastece 55 países. Visitei vários produtores que estão “rindo à toa”, porque o governo fiscaliza a relação produtor-associação e a Zespri cuida de todos os detalhes da operação: pesquisa, orientação técnica, beneficiamento, embalagem, logística, marketing e comercialização, permitindo que o produtor se dedique exclusivamente ao cultivo do kiwi mais macio e doce do mundo.
       De toda exportação agrícola da Nova Zelândia, 47% já é de kiwi que obedece a um criterioso sistema de rastreabilidade. Pela força associativista, a Zespri consegue comunicar os atributos de seu produto como a principal característica funcional do kiwi que é facilitar o trânsito intestinal. Desta forma seu produto é vendido com elevado valor agregado – até três vezes mais que os concorrentes - em países com mercados mais maduros, como o Japão e a Espanha.
       Com iniciativas fantásticas assim, o governo promove a qualidade de vida, a sociedade ganha quando se alimenta melhor e toda a cadeia produtiva de frutas, verduras e legumes também ganha quando junta forças para promover seus produtos. Precisamos despertar para modelos semelhantes ao da Zespri, porque os bois, que representam a tecnologia, são conhecidos e já estão fazendo sucesso por aí.



* Técnico Agrícola e Diretor de Comunicação e Novos Negócios da rede Hortifruti

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O PRÊMIO SYNGENTA DE FOTOGRAFIA


        O Syngenta Photography Award convida fotógrafos amadores e profissionais de todo o mundo para se candidatarem em duas categorias – A Comissão Profissional e o Concurso Aberto. O prêmio oferece uma premiação total em dinheiro de 65 mil dólares, incluindo 25 mil de comissão profissional. As imagens do prêmio serão exibidas em março de 2015 na Somerset House, um local de referência para exibições de arte e cultura em Londres.
       O tema do segundo prêmio é “Escassez-Desperdício”. As fotografias serão avaliadas por um ilustre painel de jurados internacionais, presidido pelo autor e curador William A. Ewing. A data final para a inscrição tanto para a Comissão Profissional como para o Concurso Aberto é 15 de setembro de 2014. A inscrição para o prêmio é gratuita. Clique aqui para acessar formulário de inscriçõa, disponível no site do evento.


FONTE: MVL

NOVO FERTILIZANTE MINERAL PROMETE AUMENTO DE PRODUTIVIDADE



       Uma equipe multidisciplinar de pesquisadores descobriu que a partir da produção de concentrados zeolíticos, que são um grupo numeroso de minerais - rochas e pedras - de estrutura porosa, podem ser efetuadas modificações nas propriedades de superfície dessas partículas, de modo que elas possam fazer a troca de nutrientes, típica de materiais porosos.
       No processo, foi utilizada uma zeólita do Brasil, encontrada no Maranhão. A pesquisadora Marisa Monte, do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) observou que a mistura da argila com a zeólita promove uma boa capacidade de troca e faz com que ela consiga usar esses nutrientes na agricultura. Outra vantagem desse material poroso, disse a pesquisadora, é na irrigação – Ele reduz em 50% a necessidade do ciclo de irrigação – demonstrou.
        O trabalho comparou, ainda, a utilização de material comum incorporado com ureia (amônia), que é usado hoje na agricultura, com o composto mineral desenvolvido a partir de concentrados zeolíticos.
       – Com esse material, a gente descobriu que podia reduzir em 80% a perda de nutrientes na volatização, pelo fato de liberar mais lentamente e estar mais protegido.
       Isso significa que, como o composto zeolítico faz troca de nutrientes, ele capta o excesso e libera os nutrientes de forma bem lenta.
       – É como na alimentação infantil. Não adianta querer dar tudo de uma vez. Tem que dar aos poucos. A mesma coisa [se aplica] à planta, para ela crescer – explicou.
       Inicialmente, foram feitos testes para o crescimento de mudas de plantas cítricas. O Brasil é o primeiro do ranking mundial na produção de mudas, disse a pesquisadora do Cetem. Essas mudas crescem em ambientes fechados, livres de contaminação. O uso do material para crescimento das mudas aumentou em 40% a produtividade. Depois, foram feitos testes com tomate, alface e arroz em ciclos de cultura. Também aí, os testes comprovaram que o material libera lentamente os nutrientes. Outros testes foram feitos com o plantio de flores, obtendo o mesmo resultado. Marisa admitiu que a descoberta pode vir a substituir a importação de fertilizantes pelo Brasil.
       – O consumo é menor do que utilizando fertilizantes solúveis, que não são produtivos. Então, de certa forma, você pode reduzir a importação. Porque, se ele libera [nutrientes] lentamente, a planta pode ir absorvendo no tempo que é compatível como o seu metabolismo, com o seu crescimento – destaca.
       Os pesquisadores já têm a patente do novo produto e agora a intenção é comercializar. Marisa informou que algumas empresas, entre as quais a Petrobras, já manifestaram interesse. Ela adiantou que a ideia de utilizar a matriz abre a perspectiva de usar o composto com outros minerais porosos, sempre com o projeto de utilização como fertilizante. Marisa salientou, ainda, que a aplicação do material seria interessante na agricultura orgânica, porque pode fazer incorporações nas zeólitas, e não utilizar produto químico.
        De acordo com o Cetem, o invento é uma alternativa ao uso de fertilizantes solúveis, que poluem as águas e geram desperdício de nutrientes. A pesquisa foi desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), do Ministério de Minas e Energia. A invenção Composição Mineral Zeolítica, Processos de Modificação e Utilização teve patente concedida recentemente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).


FONTE: Canal Rural, com informações da Agência Brasil

ETANOL PODERÁ SER PRODUZIDO COM ALGAS



        A Embrapa Agroenergia pesquisa uma nova fórmula de biocombustível, produzida através de microalgas. Seria o etanol de 3ª geração, com potencial de produção em escala industrial e expectativa de atender ao mercado consumidor de biocombustíveis nos próximos anos. Não é de agora que pesquisadores tentam extrair combustível de algas. As primeiras pesquisas sobre o tema aconteceram nos Estados Unidos, na década de 1970, no auge da crise do petróleo. Porém, os resultados não foram convincentes e os estudos foram engavetados.
        No Brasil, a Embrapa coordena desde 2012 alguns projetos e acredita estar diante da terceira geração de bicombustíveis, o 3G.
        – Elas têm a menor possibilidade de competir com a agricultura de alimentos e são mais sustentáveis do ponto de vista ambiental – explicou o pesquisador da Embrapa Agroenergia, Bruno Brasil.
Segundo ele, as algas representam uma opção para a redução de custos de produção, uma vez que elas seriam cultivadas nas unidades industriais, em um processo que praticamente não terá custos.
        – Vamos utilizar como base a vinhaça e o gás carbônico que são passivos produzidos pelas usinas e aproveitar a grande competência da Embrapa num âmbito do melhoramento genético – esclareceu Brasil.
        Para a Embrapa, apesar de os experimentos estarem no início, a expectativa é que logo se tenha avanços tecnológicos mais rápidos nessa área. Entretanto, o consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc salienta que o grande desafio é a competitividade comercial dos biocombustíveis.
        – O Brasil precisa investir mais nesse campo, pois temos perspectivas favoráveis em termos de biodiversidade e de mercado e condições para assumir uma posição de liderança científica e tecnológica. A Embrapa certamente ocupa um lugar de vanguarda nesse tema no País – explica Szwarc.


FONTE: Canal Rural, com informações da Unica

CONTRA "MITO" DO HORMÔNIO, FRANGOS TERÃO NOVAS INFORMAÇÕES NA EMBALAGEM

FABRICANTES DE PRODUTOS LÁCTEOS LANÇAM ASSOCIAÇÃO DO SETOR EM BRASÍLIA

                                  
        A união de 29 grandes fabricantes de produtos lácteos, entre elas líderes do mercado, irá criar a Viva Lácteos. Juntas, elas são responsáveis por 70% da produção de leite e derivados do país, incluindo iogurtes, queijos e requeijões. A nova associação será lançada em jantar nesta terça, dia 8, em Brasília (DF).
        A Viva Lácteos nasce com a meta de unir o setor e desenvolver políticas que permitam aumento da competitividade, maiores ganhos de produtividade e das exportações, além de estimular o consumo de leite e derivados. O mercado de lácteos deve movimentar mais de R$ 100 bilhões em 2014. Atualmente, o Brasil é o quarto maior produtor de leite do mundo, empregando cerca de 4 milhões de pessoas, a maioria no campo (o setor lácteo é o segundo em geração de empregos no País, ficando atrás apenas da construção civil).
     A Viva Lácteos terá sede em Brasília e escritório em São Paulo. O grupo é formado por fabricantes de produtos lácteos (Nestlé, DPA, Danone, BRF, Itambé, Vigor, Piracanjuba, Italac, Jussara, Regina, Tirolez, LBR, Aurora, Frimesa, Mococa, Embaré, Lactalis, Cemil, Scala, Quatá, Aviação, Porto Alegra, Belo Vale, Caprilat, Davaca e Fonterra) e associações do setor, como a Associação Brasileira da Indústria de Queijo (Abiq), o G100 (Associação Brasileira de Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios) e a Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV). 
        Será administrada por um conselho formado por 15 pessoas, sem presidente, com mandato de dois anos, sendo 12 executivos de empresas (fundadores da associação) e três representantes das associações ABIQ (Associação Brasileira da Indústria de Queijo), G100 (Associação Brasileira de Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios) e ABLV (Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida).   O diretor executivo é Marcelo Martins, que teve passagens na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Sistema Senar.
       A Viva Lácteos terá como prioridade estimular o consumo de leite. O conselheiro da entidade e presidente do Laticínios Bela Vista, dona da marca Piracanjuba, César Helou, disse no ano passado que o consumo do alimento no país era de 173 litros/ano, enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a ingestão de dois copos de leite por dia, o que equivale a cerca de 240 litros por ano.
       – Nos últimos 10 anos, o consumo de leite no Brasil aumentou mais de 30%, o que é expressivo, mas precisamos crescer muito mais, temos muito potencial – declarou.
Para que o projeto tenha resultados ele diz que é fundamental melhorar a qualidade do produto.
       – A associação pensa no futuro e o que ocorreu (adulteração do produto com adição de água, para aumentar o volume, e de ureia - produto que contém formol) foram problemas pontuais ante a uma produção nacional de 66 milhões de litros de leite por dia. Vamos trabalhar com ações de gerenciamento de fazenda, com apoio do Ministério da Agricultura, sistema Senai e Sebrae – explicou.
       A associação também pretende trabalhar pela isonomia tributária para todos os segmentos da cadeia, investir na produção para exportação e promover políticas que incentivam o investimento por meio da maior disponibilidade de crédito e do acesso a bens de capital a preços mais competitivos.
       Questionado sobre o que a Viva Lácteos espera em termos de preços de captação e de venda de leite, o empresário declarou que, para ambos, a indústria trabalha com estabilidade.
      – Dependemos muito dos estoques globais da matéria-prima. No ano passado, eles estavam baixos e o     Brasil voltou a exportar. Agora, há uma relativa sobra do produto e as exportações recuaram. Esperamos que o câmbio volte a ficar atrativo para retomarmos as vendas externas – disse Helou.
        O consultor da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro, afirmou que a expectativa é de que o mercado de leite siga firme e em alta em curto e médio prazos. Segundo ele, a maior concorrência entre os laticínios pela matéria-prima (leite cru) é o principal fator de sustentação. O Índice Scot Consultoria para a Captação de Leite aponta que a produção de leite caiu 3,7% em fevereiro, em relação a janeiro. Em março, a queda estimada é de 2,2% em relação ao mês anterior. Para o pagamento a ser realizado em abril, 69% dos laticínios pesquisados acreditam em aumento do preço ao produtor, 27% em manutenção e apenas 4% estimam queda.
        O lançamento oficial da nova associação do setor, a Viva Lácteos, ocorrerá nesta terça, a partir das 19 horas, no Hotel Brasília Palace, em Brasília (DF). Devem participar do evento, além de Helou, os empresários Dario Marchetti, presidente da francesa Danone no Brasil; Alexandre Almeida, presidente da Itambé; Cláudio Teixeira, presidente da Italac; Gilberto Xandó, presidente da Vigor; e Abilio Diniz, da BRF. Foram convidados, ainda, autoridades como o ministro da Agricultura, Neri Geller, e a senadora Gleisi Hoffmann.

FONTE: Rural BR

O HORMÔNIO DE CRESCIMENTO DA MÍDIA



Vander Pinheiro
Zootecnista – Quality Agropecuária

        Na Zootecnia, em qualquer seguimento da produção animal, temos como principal meta diminuir os custos da produção em quaisquer atividades (pecuária, suinícola, avícola, etc), uma vez que precisamos produzir com sustentabilidade e rentabilidade econômica, ponto, isso é fato.
        Na avicultura, por exemplo, atuamos com o MELHORAMENTO GENÉTICO de linhagens comerciais de galinhas poedeiras e FRANGOS DE CORTE, em busca de animais de alta EFICIÊNCIA ALIMENTAR (conversão alimentar = quilograma de ração consumido/quilograma de peso corporal produzido). A melhoria da conversão alimentar visa o abate destes animais aos 42 dias de idade, com alto rendimento de carcaça com média de 2 - 2,5 Kg, o que antes, com animais não melhorados geneticamente, não acontecia em tão pouco tempo. Portanto, tenhamos em mente que, tal ganho deve-se, quase que única e exclusivamente, à evolução no melhoramento genético destes animais, conferindo-lhes tal capacidade e superioridade aos animais de 40 anos atrás.
        Espero que a Fátima Bernardes e o Fausto Silva leiam isto (rs). E que a SADIA e a SEARA atuem com ética e não pratiquem concorrência desonesta, ao tentar enganar a alguns consumidores (leigos por desinteresse), insinuando que apenas os frangos produzidos por elas é que são isentos de hormônios de crescimento. A utilização de hormônios na avicultura é um mito, visto que para aplicar em 20000 aves, por exemplo, elevaria os custos absurdamente em função do manejo inviável.
        Para que surta efeito no crescimento, o hormônio deve ser injetado ave por ave ainda com poucos dias de idade e isso demandaria tempo e mão de obra, o que por sua vez, aumentaria os custos de produção e ninguém em sã consciência vai querer investir nesse tipo de manejo. Assim como foi obrigado por lei, que determinadas marcas de óleos vegetais, mudassem a informação dos rótulos das embalagens nos quais estava escrito: "100% livre de colesterol", para: "100% livre de colesterol, assim como todo óleo de origem vegetal", deveria haver também nas embalagens de frangos: "FRANGO LIVRE DE HORMÔNIOS, ASSIM COMO TODOS AQUELES CRIADOS POR UM PROFISSIONAL RESPONSÁVEL DE UMA EMPRESA QUE NÃO QUER AUMENTAR OS CUSTOS COM A SUA PRODUÇÃO".



JUSTIÇA MANTÉM REGISTRO DO INGREDIENTE ATIVO 2,4-D



        A Justiça Federal indeferiu o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para suspensão dos registros de produtos que contenham o ingrediente ativo 2,4 D. A decisão do juiz Jamil Rosa, da 14ª Vara Federal, também foi para a suspensão dos processos que envolvam a liberação de sementes transgênicas tolerantes a este produto pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTBio), até que se conclua a reavaliação toxicológica da molécula pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).
        No texto, o juiz sustenta que não se pode, abruptamente, excluir do mercado um produto de largo uso na agricultura e reconhecidamente eficaz no combate às ervas daninhas, sendo responsável, inclusive, pelos atuais ganhos produtivos na agricultura.
        Ainda no parecer, o juiz afirma ser “temerária a suspensão dos registros deferidos pelos órgãos e entidades competentes na área de produtos agrotóxicos sem estudos técnicos conclusivos, o que já está sendo empreendido, no que concerne ao 2,4-D, pela agência especializada, a título de reavaliação”.
Segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a decisão da 14ª Vara Federal endossa o cuidado do governo federal na análise e aprovação de defensivos agrícolas.
        – Não se pode simplesmente proibir o uso de um produto já analisado pelo governo e por dezenas de grandes países, não sendo proibido em nenhuma nação. A agricultura brasileira não pode e não será prejudicada com a proibição de registro e uso de ingredientes largamente testados – explicou.

Processo

        Em março, a União foi acionada judicialmente pelo MPF contra o registro de nove ingredientes ativos utilizados em defensivos agrícolas, entre eles o 2,4 D.
        Os pedidos de suspensão têm como base as reavaliações de 14 ingredientes que estão sendo feitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2008. Desse total, apenas cinco estudos foram concluídos até o momento, sendo os demais contestados pelo MPF.
        Para embasar a defesa da Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) encaminhou duas notas técnicas à justiça. A primeira nota, sobre o 2,4 D, foi encaminhada no dia 29 de março, enquanto a segunda – quanto aos demais ingredientes ativos, no dia 31 de março. O governo aguarda agora a decisão, que deve sair nesta semana, quanto aos produtos à base de Forato, Parationa Metílica, Lactofen, Paraquate, Tiram, Carbofurano, Abamectina e Glifosato.

Ingrediente aprovado em 70 países

        De acordo com a defesa do Mapa, o autor da ação contra o 2,4 D o confundiu com o chamado agente “laranja” (2,45 T), que nunca foi registrado para uso nas lavouras brasileiras. Além disso, o 2,4 D é o pesticida mais estudado no mundo, sendo avaliado por cerca de 40 mil análises técnico-científicas e aprovado em mais de 70 países, entre eles: Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Austrália, Argentina, China, África do Sul, Espanha, Japão e Vietnã. Além disso, o uso não é proibido em nenhum país.
        O ingrediente já está no Brasil desde a década de 60 e foi avaliado pelo Mapa, Anvisa e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nos termos da Lei 7.802/1989. É utilizado principalmente pelas culturas da soja, cana-de-açúcar, milho, trigo, arroz, café e pastagem, além de fundamental na prática sustentável conhecida como plantio direto. Alternativas a esse ingrediente, além de mais caras, são mais tóxicas. Uma ação idêntica já havia sido ajuizada pelo Ministério Público Federal no Paraná e arquivada por ser considerada improcedente.


FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

ESTADO DO MUNDO 2013 - SUSTENTABILIDADE AINDA É POSSÍVEL?


MANEJO CORRETO DO SOLO


DECIFRANDO OS SOLOS DO BRASIL

AGRICULTORES SE PREPARAM PARA APRESENTAR PRODUTOS TÍPICOS DO BRASIL NA COPA DO MUNDO


Fernanda Farias


        As 60 cooperativas e associações de agricultores escolhidas para expor produtos em quiosques durante a Copa do Mundo já se preparam. Uma iniciativa do governo federal objetiva apresentar os produtos típicos do Brasil durante o evento.
        O baru, fruto com sabor semelhante ao amendoim, é nativo do Cerrado, mas já é plantado em 800 propriedades de Goiás, Bahia, Minas Gerais e Tocantins. Os agricultores que integram a cooperativa Coopcerrado colhem 600 toneladas por safra, de agosto a outubro. O trabalho exige atenção e técnica para extrair a amêndoa. É na indústria que o baru se transforma em barras de cereais, biscoitos e granola. Os produtos são vendidos em grandes redes de supermercados. Durante a Copa do Mundo, serão algumas das atrações dos quiosques espalhados pelo país, no projeto Brasil Orgânico e Sustentável.
        Só da castanha torrada, serão produzidos 400 quilos, para serem expostos em duas cidades. Para a Copa do Mundo, foi feita uma embalagem especial de 100 gramas. A expectativa é vender tudo e, além disso, prospectar novos mercados.
        – Acreditamos que com essa divulgação aumente em 20% os negócios. Estamos apostando que, com os turistas conhecendo os produtos, as vendas aumentem ainda mais, porque abrimos a possibilidade de fazer a exportação futura – diz o diretor da Coopcerrado, Flávio Cardoso da Silva.
Dos 126 empreendimentos inscritos, 60 foram selecionados e 33 produzem alimentos orgânicos. Os quiosques terão seis associações cada, e ficarão sete dias em uma das 10 cidades sede que participam do programa. Apenas Cuiabá (MT) e Belo Horizonte (MG) ficaram de fora.
        Segundo o secretário de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Arnoldo de Campos, os custos de transporte e hospedagem de um representante de cada cooperativa ou associação serão pagos pelo governo federal. Já o transporte da mercadoria será responsabilidade do empreendedor. Os estandes vão funcionar em datas diferentes durante o evento e serão instalados em locais de grande movimentação de público, para garantir maior visibilidade dos produtos.
        – Queremos que o consumidor brasileiro e o turista tenham contato com esse tipo de produto, que vem do interior, é sustentável e saudável, e percebam que há um valor importante, e que depois a comercialização desses produtos se amplie – destaca Campos
As irmãs e produtoras Payão cultivam pimenta malagueta em Sobradinho, no Distrito Federal, e vendem a produção em feiras e por encomendas. Polpa, páprica e geleia são alguns dos itens que elas pretendem levar para o Rio Grande do Sul.

FONTE: Canal Rural


MINISTRO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO RECEBE REIVINDICAÇÕES DE MOVIMENTOS SOCIAIS DE TRABALHADORES DO CAMPO


Andréa Parise

        Três movimentos sociais ligados aos trabalhadores do campo se reuniram com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, nesta quinta, dia 3, em Brasília. Entre as propostas discutidas estão a regularização fundiária e o acesso maior aos programas de incentivo a produção.  O governo prometeu uma resposta até o final de abril.
       Na pauta do movimento de pequenos agricultores, as reivindicações principais são: novas políticas públicas de fomento à produção e a desburocartização dos programas oferecidos pelo governo federal, principalmente os de crédito rural.
        – Queremos o que chamamos de “desbancarização”, que é sair dos Acordos de Basileia, que foram os acordos que os bancos fizeram para impor uma série de regras e que dificultam o acesso aos mais pobres – diz o coordenador do Movimento dos Pequenos Agricultores, Anderson Amaro.
Já a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), quer que o governo regularize os assentamentos e as propriedades que estão em terras devolutas, além de dar atenção especial a questão da demarcação de terras indígenas.
        – O que nós estamos pedindo para o governo é uma tratativa diferenciada a essas realidades. Justamento por se tratar de agricultores familiares que compraram há quatro gerações as suas propriedades e, hoje, estão estabelecidos e não podem ser retirados dessas terras sem garantia nenhuma – destaca o coordenador geral da Fetraf, Marcos Rochinski.
        O ministro do Desenvolvimento Agrário afirmou que as propostas vão ser analisadas pelos secretários. Rossetto prometeu uma resposta até o final do mês.
        – Abril e maio são dois meses de avaliação dos programas públicos, construção de programas e de expansão dos programas do governo federal em apoio a produção. A minha expectativa é que no final do mês de abril respondermos com as posições do governo a Fetrav e aos demais movimentos – diz Rossetto.
        Representantes do Movimento dos Sem Terra (MST) também foram recebidos por Rossetto e pediram que o governo federal defina agilize o acesso ao crédito e amplie a meta de assentamento de 2014 que é de 30 mil famílias.
      – Nós temos o compromisso de trabalharmos com maior eficiência possível, com todos os recursos para assegurarmos ao máximo o número de assentados no nosso país. 30 mil é uma referência forte de trabalho e provavelmente vamos chegar nesse patamar – afirma Rosseto.


FONTE: Canal Rural

BILL GATES FINANCIA PROJETO DE BRASILEIRO QUE GANHOU PRÊMIO DO CANAL RURAL

       
       
        O engenheiro agrônomo Mateus Marrafon, vencedor do prêmio Jovem Inovador, promovido pelo Canal Rural em 2008, vai desenvolver seu projeto de combate à fome com o financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates, mantida pelo fundador da Microsoft, Bill Gates. Marrafon criou uma fita semeadora biodegradável que auxilia no plantio e aumenta a rentabilidade da produção de agricultores familiares.
      O projeto nasceu da dificuldade que a família do idealizador tinha para dosar o plantio de sementes através da máquina.
        – Minha mãe era pequena agricultora e plantava milho. Tínhamos muita dificuldade de regular a dosagem de sementes na máquina, porque ela era muito antiga. A gente deveria pensar em algo para facilitar. Em 2004, fiz agronomia em Bandeirantes (PR) e, em 2006, tive a ideia do plantio em fita. Na primeira experiência, vimos que a fita não atrapalhava em nada a germinação – conta.
Em entrevista ao Bom Dia Campo desta quinta, dia 3, o pesquisador mostrou uma fita para a cultura do milho. O espaçamento entre as sementes é de 18 centímetros, intervalo onde sementes de outras culturas podem ser plantadas. Como o papel da fita é biodegradável, com o sol e a água, a semente rompe o material e não tem o crescimento inibido.
        – Essa fita é higroscópica, ela absorve mais umidade e a deixa próxima da semente. Em um plantio em fita, se consegue uma germinação muito mais uniforme do que na semeadura comum – destaca o engenheiro.
Segundo ele, a tecnologia pode proporcionar uma rentabilidade três vezes superior em relação ao plantio convencional. O espaçamento é muito preciso, o que garante aumento de produção de área, além da diversidade de culturas.
        – Vamos levar o projeto para a África, que tem uma agricultutra bem defasada em relação ao Brasil. O grande produtor sempre tem uma tecnologia de ponta, acessos, o pequeno, não – afirma Marrafon, acrescentando que a máquina de plantar para a fita (que também pode ser implementada de forma manual) é mais barata do que a convencional.


FONTE: Canal Rural