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MÁQUINAS AGRÍCOLAS DEVERÃO SER EMPLACADAS À PARTIR DE JANEIRO

O Congresso Nacional manteve o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto do deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS) que acabava com o emplacamento, o licenciamento e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos como tratores, colheitadeiras e tobatas. A votação foi realizada na noite da terça e o resultado divulgado no dia 26 de novembro de 2014.
– É um absurdo sustentar a cobrança para ferramentas de trabalho no campo como se fossem carros de passeio. São enxadas com motor. É mais uma forma de meter a mão fundo no bolso do produtor, mais uma insensível com aqueles que produzem alimentos e sustentam a economia do país – lamentou o deputado Alceu Moreira.
Mas a questão pode, ainda, ser revertida. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) afirmou ao Canal Rural que a Frente vai seguir trabalhando para evitar o emplacamento.
            – Ainda tem alternativas, eu coloquei na Medida Provisória 656 emendas que desobrigam o agricultor a emplacar suas máquinas – informou Heinze.
O senador Blairo Maggi (PR-MT), também disse que está buscando alternativas para evitar que os produtores tenham que fazer o emplacamento em janeiro.
– Estamos falando com o Contram para que prorrogue a entrada em vigor dessa medida, de modo a termos tempo de votar um decreto legislativo que impeça essa situação – disse Maggi.
Os parlamentares calculam que o emplacamento representará um custo de 3% do valor das máquinas para os produtores.


FONTE: Canal Rural

IFMG OFERTA 20 VAGAS PARA MESTRADO EM SUSTENTABILIDADE E TECNOLOGIA AMBIENTAL

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Minas Gerais (IFMG) está com inscrições abertas para o primeiro curso de Mestrado Profissional ofertado pela instituição. Mantendo a sua tradição em Ciências Agrárias, Ciências Naturais e Meio Ambiente, alavancada principalmente pelos cursos dos Campi de Bambuí, Ouro Preto e São João Evangelista, o curso vem para atender os profissionais que desejam especializar-se na área de meio ambiente e desenvolvimento sustentável. O estudante receberá o título de Mestre em Sustentabilidade e Tecnologia Ambiental.
Com caráter multidisciplinar, o curso foi recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e conceituado como Nível 3. Um dos objetivos desse Programa de Pós-Graduação é qualificar recursos humanos para o exercício da prática profissional utilizando procedimentos ambientalmente corretos. Além disso, o curso dará a contribuição para que se efetivem práticas e políticas voltadas para o desenvolvimento sustentável, à nível regional e nacional.
            O Mestrado Profissional em Sustentabilidade e Tecnologia Ambiental é inteiramente gratuito e as aulas serão realizadas no IFMG - Campus Bambuí, localizado à Fazenda Varginha, km 5 da Rodovia Bambuí/Medeiros. Serão ofertadas 20 vagas para ingresso no 1º semestre de 2015. O curso será presencial e as aulas serão realizadas às sextas-feiras e sábados, quinzenalmente, podendo ser ofertadas disciplinas de forma condensada.

            A área de concentração do Mestrado é em Gestão e Tecnologia Ambiental e três linhas de pesquisa estão disponíveis: Ecologia Aplicada, Tecnologias Ambientais e Planejamento e Gestão Ambiental. O período de inscrição para o processo seletivo será de 17 de novembro a 12 de dezembro de 2014. Para mais informações acesse www.ifmg.edu.br.

FONTE: Brasil Agrícola, com informações do IFMG-Campus Bambuí

KÁTIA ABREU SERÁ A NOVA MINISTRA DA AGRICULTURA

A presidente Dilma Rousseff convidou a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu (PMDB-TO), para assumir o comando do Ministério da Agricultura. A nomeação já era aguardada há algumas semanas, como parte das negociações para assegurar o espaço do PMDB no novo governo. Eleita pelo antigo PFL, ela já esteve na linha de frente da oposição ao governo petista, em especial durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda assim, a hoje peemedebista sempre manteve boa relação com a presidente Dilma.
Kátia Abreu deve ser um dos primeiros anúncios da nova equipe de governo, junto com o senador Armando Monteiro, candidato derrotado ao governo de Pernambuco e indicado para comandar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
A expectativa maior, entretanto, é pela confirmação dos novos titulares da equipe econômica. O governo pretendia fazer o anúncio nesta sexta-feira, mas acabou adiando a divulgação. O ex-secretário do Tesouro Joaquim Levy deve assumir o comando do Ministério da Fazenda e o ex-secretário-executivo da Fazenda Nelson Barbosa é aguardado no Planejamento.


FONTE: IG-Último Segundo

PESQUISADORES USAM TECNOLOGIA DE LUZ SÍNCROTRON NO ESTUDO DE ALTERNATIVAS PARA A PRODUÇÃO DE FERTILIZANTES NO BRASIL

Pesquisadores do Departamento de Solos da UFV são os pioneiros das geociências no Brasil no uso da tecnologia de luz síncrotron em pesquisas que podem levar à produção de novos fertilizantes, à melhor compreensão da dinâmica e ao destino de nutrientes e elementos tóxicos no ambiente e ao estudo de processos biogeoquímicos que ocorrem em áreas remotas como a Antártica. As pesquisas estão sendo realizadas no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP), e já estão trazendo resultados para a produção de fertilizantes a partir de fontes alternativas de minerais.
      O GeFert, como é chamado o Grupo de Estudos em Fertilizantes da UFV, também tem  conseguido sucesso na busca por alternativas viáveis para produção de Fósforo (P) e Potássio (K) que, juntamente com o Nitrogênio (N), formam o NPK, principal composto químico das fórmulas dos fertilizantes minerais usados para obtenção de produtividades economicamente satisfatórias. A importância da pesquisa se justifica pela extrema dependência que o Brasil tem de importação de fertilizantes minerais.
O mundo sabe que a agricultura movimenta a economia brasileira e que os grandes cultivos do Cerrado geram as tão desejáveis commodities do agronegócio para produção de alimentos, exportação e crescimento econômico. Mas não seria assim se não fossem os fertilizantes. Os solos do Cerrado são pobres e dependentes desses fertilizantes para produzir alimentos, fibras e biocombustíveis. O problema é que, se o Brasil é grande exportador do agronegócio, ele é também um grande importador de fertilizantes. E não é só o Brasil. A maioria dos países produtores agrícolas depende de fontes externas de Nitrogênio, Potássio, Fósforo e Enxofre.
O Brasil compra 90% do Potássio e 55% do Fósforo que utiliza nos fertilizantes agrícolas e essa demanda tende a aumentar 3% ao ano apenas para manter a produção agrícola atual. Estima-se que o consumo brasileiro deverá ultrapassar 200 milhões de toneladas em 2015.  É por isso que, há muito tempo, os principais gigantes agrícolas discutem como reduzir a dependência dos países produtores de fertilizantes, que controlam os preços dos produtos como querem e podem se tornar uma ameaça à segurança alimentar no caso de conflito internacional ou boicote à comercialização destes minerais.

Fontes alternativas de fertilizantes

Nos países onde estão as principais jazidas, o Fósforo e o Potássio são facilmente retirados das minas onde foram sedimentados em rochas durante a evolução do planeta. Mas há outros minerais que contêm estes elementos químicos e é neles que o GeFert procura alternativas para aumentar a produção e reduzir a dependência dos produtos importados. “Nunca vamos ter as mesmas fontes abundantes destes países, mas temos alternativas possíveis no Brasil. Contudo, não basta apenas descobrir as fontes. É preciso descobrir meios eficientes de retirar os elementos dos minerais sem custos que inviabilizariam a produção”, diz o professor Leonardus Vergütz, membro do GeFert.
O professor Edson Mattielo, também integrante do grupo, explica que algumas fontes destes nutrientes são até abundantes no Brasil, mas apresentam baixas solubilidade e eficiência agronômica e, por isso, já foram descartadas. Este era o caso do verdete, uma rocha rica em Potássio, comum na região central de Minas Gerais. O problema é que, comparado às jazidas tradicionais, no verdete, o Potássio é encontrado em baixas concentrações e está muito preso a estruturas químicas difíceis de serem liberadas, o que encarece a extração. Para isso, os pesquisadores estudam tratamentos térmicos com a adição de diferentes fundentes e de microrganismos capazes de solubilizar o mineral e de produzir adubos potássicos.
Estas pesquisas envolvem parcerias com os departamentos de Microbiologia e Fitopatologia da UFV. Os resultados obtidos pelo GeFert são promissores e poderão gerar novas patentes para o Brasil e reduzir a dependência internacional. “As pesquisas serão fundamentais para o desenvolvimento de novas tecnologias de produção de fertilizantes, com fontes alternativas e viabilidade econômica e ambiental”, comenta o professor Edson Mattiello.

Luz síncrotron

Além dos problemas de produção, as tecnologias para uso de fertilizantes não evoluíram muito nos últimos 30 anos. Por isso, a equipe do GeFert também se dedica a compreender como são as estruturas moleculares dos principais elementos nesses fertilizantes. De uma mesma rocha podem sair, por exemplo, proporções diferentes de cloretos, silicatos e outros compostos químicos que a indústria classifica genericamente apenas como Potássio. (Clique na Figura abaixo e veja o Infográfico sobre a Luz Síncrotron e como funciona o LNLS)


Com as tecnologias disponíveis, a identificação precisa de cada composto ainda não era possível. Foi então que os pesquisadores de Viçosa buscaram o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. Esta tecnologia permite conhecer, com precisão, a espécie química de cada elemento presente na rocha e o ambiente químico no qual está inserido.
Todo o acompanhamento das transformações ocorridas durante os diferentes tratamentos aplicados ao verdete, por exemplo, só foi possível pelo uso das técnicas espectroscópicas avançadas disponíveis no LNLS. Numa mesma amostra do fertilizante potássico obtido, eles identificaram a formação de diferentes proporções de silicato e cloreto de potássio. Os cloretos são os sais de potássio mais utilizados nos fertilizantes. Porém, os silicatos são materiais nobres e mais caros, que podem ter aplicações na indústria farmacêutica e cerâmica.
O desenvolvimento de um processo de separação dessas duas formas poderia viabilizar economicamente a extração de potássio do verdete, mesmo que em baixas concentrações. A equipe está procurando entender mecanismos e interações que acontecem em escalas ínfimas, mas os dados obtidos podem gerar resultados surpreendentes para o agronegócio no país. “Embora, esse tipo de trabalho possa parecer uma ciência muito básica, sem aplicação prática, é somente através do conhecimento gerado por essas pesquisas que novas tecnologias podem ser propostas e testadas”, explica o professor Leonardus.
Além do Grupo de Fertilidade do Solo, outros professores do Departamento de Solos da UFV também têm desenvolvido estudos no LNLS relacionados ao sequestro de carbono na matéria orgânica do solo, disponibilidade e destino de elementos tóxicos e de metais terras raras no ambiente e caracterização e processos de formação de solos antárticos. Dentre eles estão também participam das pesquisas os professores Leônidas Carrijo de Azevedo Melo, Ivo Ribeiro da Silva, Roberto Ferreira de Novais, Nairam Félix de Barros, Liovando Marciano da Costa, Jaime Wilson Vargas de Mello, Reinaldo Cantarutti, Maurício Paulo Ferreira Fontes e Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer.


FONTE: Léa Medeiros – Universidade Federal de Viçosa

IMIGRANTES OCUPAM VAGAS DE TRABALHO NO CAMPO

O último relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados mostra que o Brasil teve o pior mês de outubro desde 1999. Entre os setores que mais eliminaram vagas estão, em primeiro a construção civil, que demitiu 33,600 mil trabalhadores; em seguida a agricultura, que dispensou 19,600 mil pessoas. No campo, o fluxo de trabalho é sazonal, mas mesmo assim a situação preocupa.
– Temos uma empresa aqui na região, que deve demitir em torno de mil pessoas no período de entressafra, e em março voltar a contratar, ocupar estas vagas de novo. Este ano está um pouco mais apertado, os preços caíram bastante, isso também dificulta a manutenção dos postos de trabalho – diz agrônomo Valter Caetano.
O cenário de desaceleração da Economia, que vem atingindo o mercado de trabalho formal, coincide com o aumento do número de imigrantes que chegam ao Brasil. Nos últimos três anos, o fluxo de imigração cresceu em 50%, para diversas origens. No ano passado, pela primeira vez os haitianos superaram os portugueses e são hoje os que mais conseguem emprego no mercado brasileiro.
O Observatório das Migrações Internacionais terminou um estudo sobre a inserção dos imigrantes no mercado de trabalho brasileiro e constatou que os empregos formais cresceram dentro das indústrias do agronegócio.
– Uma parcela significativa está trabalhando em frigoríficos, abatedouros de carne, abatedouros de frango, empresas de conservas também têm muitos imigrantes. Nestas empresas de conservas, que são trabalhos que os locais não estão realizando, estão deixando para os imigrantes – explica o professor da Universidade de Brasília e coordenador científico do Observatório, Leonardo Cavalcanti.
Numa fazenda de hortaliças orgânicas dos 90 empregos diretos, atualmente, três vagas são ocupadas por estrangeiros. Eles vieram de Bangladesh, no final do ano passado, e ainda enfrentam com bom humor as dificuldades de comunicação. Falam inglês e a língua nativa Bengalês. Nurul Amim recebe alimentação, hospedagem e tem uma renda líquida superior a R$ 1300 por mês.
– Muito trabalho, mais dinheiro; pouco trabalho, pouco dinheiro – compreende o imigrante Amim.
Golam Mawla trabalhou como camareiro em um hotel em Brasília (DF) e depois aprendeu a trabalhar com a produção de rúcula. Está na fazenda desde o início do ano e gostou de receber por produtividade.
– Antes chegou R$ 1500, este mês R$ 1600 – comemora Mawla.
O responsável pelo RH da fazenda Malunga, Marcio Ono, explica que a empresa já teve paquistaneses, ganeses e os bangladeshis.
– Por eles, passariam dia e noite trabalhando, sábado e domingo, não querem descansar! A gente que tem que pausar eles. A gente tem um limite, que obedecemos aqui, mas por eles fariam tantas horas extras quanto tiver. Então, eles acabam ganhando mais do que os brasileiros neste sentido.
Junior Ribeiro foi consultor do Sebrae e abriu uma empresa que seleciona trabalhadores para atender ao agronegócio. Ele destaca porquê os empresários rurais estão abrindo as portas para os estrangeiros.
– Essa questão do seguro desemprego, família, e não é questão de treinamento não, não é falta de treinamento. Os empregadores todos, eles treinam, mas a questão é que não querem vir trabalhar no campo mesmo – diz Ribeiro.
Para ajudar no recrutamento da mão de obra, ele também contratou imigrantes:
– Eu contratei um para me ajudar no recrutamento por causa da língua e para trabalhar comigo, seis pessoas de Gana. São pessoas que fluem o trabalho – destaca o consultor.


FONTE: Marcelo Lara – Canal Rural

SETOR DE SOJA PEDE MAIS FISCALIZAÇÃO PARA SEMENTES

O ministério reconheceu problemas na fiscalização da qualidade de sementes de soja no país, de acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Ricardo Tomczyk. A entidade pediu ao ministério, no dia 14 de novembro, que seja feita uma inspeção emergencial e, agora, espera uma reunião com o governo para debater o assunto.
– Nós informamos, por meios de ofício, os problemas que nós identificamos no campo em Mato Grosso, da deficiência na qualidade das sementes que foram comercializadas no Estado em 2014. O Mapa respondeu falando que houve uma fiscalização nos meses de agosto e setembro, porém uma fiscalização, até de certo ponto, superficial, em virtude da falta de estrutura do próprio ministério. Faltam fiscais para dar conta da demanda que existe em todos os insumos. O Mapa sinalizou que está disposto a marcar uma reunião para que a gente possa discutir mais a fundo o problema e que se possa, em conjunto, determinar as medidas que para 2015, que poderão contribuir para efetivamente um maior rigor na qualidade desses insumos – diz Tomczyk.
Um levantamento feito pela Aprosoja apontou que 26% das sementes coletadas durante o circuito tecnológico no ano passado apresentaram problemas de qualidade. O potencial de germinação ficou abaixo do tolerado, que é 85%. De acordo com o coordenador de sementes e multas do Mapa, André Peralta, são feitas cerca de 18 mil fiscalizações por ano, que envolvem, não só produtores de sementes comuns, mas também transgênicas, além de laboratórios e armazéns.
– Basicamente as análises de qualidade são feitas em laboratórios de análises de sementes e envolvem pureza, germinação ou viabilidade, plantas daninhas e mistura de cultivares. Não tem como ser rotina fiscalizar e quantificar, muito menos a manifestação de eventos transgênicos na semente.
Grande parte das sementes com problemas em Mato Grosso vem, além do próprio Estado, de Goiás e da Bahia. De acordo com o presidente da Aprosoja/Goiás, Bartolomeu Braz, que também é produtor de sementes, as chuvas são um dos fatores que agravam a situação.
            – Quando se colhe uma semente com uma umidade muito alta, acima de 15°C, 19°C até 20°C, ela tem um processo de secagem mais lenta e isso danifica, muitas vezes, tira um pouco do vigor da semente e acontece, muitas das vezes, a perda dessa semente até chegar a próxima safra – diz.


FONTE: Canal Rural

CURSO TÉCNICO EM AGRONEGÓCIO DO SENAR ATRAI CANDIDATOS DE TODO O PAÍS

Candidatos de diferentes regiões do País já se inscreveram para o primeiro Curso Técnico em Agronegócio oferecido pela Rede e-Tec Brasil no SENAR. O curso marca a estreia do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) na educação formal a distância. Durante seus 23 anos de atuação no País, a entidade já levou qualificação profissional a mais de 62 milhões de brasileiros que vivem no campo. Agora, integrando a Rede e-Tec Brasil, do Governo Federal, a instituição oferece também a formação técnica de nível médio a distância, com certificado reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).
O chefe do Departamento de Inovação e Conhecimento do SENAR, Luís Tadeu Santos, explica que nove Estados aderiram nesta fase de lançamento, com 18 polos, mas que a ideia é formar uma grande rede nacional, aumentando a capacidade de atendimento devido à capilaridade do SENAR. “Alguns Estados estão se preparando para a segunda fase e outros já manifestaram interesse de abrir polos presenciais da Rede eTec Brasil no SENAR.”
As inscrições para o Curso Técnico em Agronegócio vão até 10 de dezembro no portal http://etec.senar.org.br/. Os candidatos serão selecionados por meio de provas feitas individualmente nos polos de apoio presencial da Rede e-Tec Brasil no SENAR.  No período entre 1º e 15 de dezembro, os inscritos podem escolher o dia e horário mais convenientes para fazer suas provas no polo de apoio presencial que atende à sua região. As provas são compostas por questões de Português, Matemática, Conhecimentos Gerais e redação.

Seleção

Cada polo de apoio presencial seleciona o número de alunos de acordo com sua capacidade. Ao todo, estão sendo oferecidas 1.250 vagas distribuídas nos 18 polos já estruturados no Amazonas e em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Sergipe. Neles, o aluno encontra  infraestrutura física, pedagógica e tecnológica completas, com professores especializados, salas de aula e videoconferência, laboratórios de informática, bibliotecas, além de requisitos de acessibilidade.
O Curso Técnico em Agronegócio da Rede e-Tec Brasil no SENAR, tem carga de  1.230 horas/aula. A maior dela é a distância e pode ser cumprida em casa, na fazenda, ou onde o aluno achar mais conveniente. A outra parte deve ser feita nos polos de apoio presencial nos dias e horários previstos no calendário acadêmico. A tutoria presencial e a distância e todo o material didático são garantidos gratuitamente pelo SENAR. Já no 2º semestre, com o apoio das Administrações Regionais do SENAR, novos polos serão abertos nos Estados onde ainda não estão estruturados.
A coordenadora do programa no SENAR, Marina Vianna, destaca que o curso técnico de nível médio em Agronegócio a distância mantém o mesmo padrão de excelência que a instituição sempre assegurou aos cursos de qualificação profissional e programas de promoção social. Segundo ela, os conteúdos são diferenciados, especialmente voltados para a realidade de quem trabalha e vive no campo, assim como as estratégias didáticas são baseadas nisso. Para facilitar o acesso de quem não conta com Internet ou computador em casa, além do conteúdo on-line o aluno vai receber um kit com o material didático do curso impresso e videoaulas gravadas em DVD. Nos polos de apoio presencial, o aluno terá disponível em horários pré-agendados acesso a conteúdos informatizados, atividades teóricas e práticas, plantões de dúvidas e avaliações presenciais obrigatórias.


FONTE: Assessoria de Comunicação do SENAR

ALTOS PREÇOS DOS FERTILIZANTES ATIVA DISCUSSÃO SOBRE INDÚSTRIA NACIONAL

Diante da alta nos custos de fertilizantes e das incertezas do mercado dos grãos, produtores temem não fechar a conta no balanço final. Por este motivo, o setor volta a pedir mais investimentos para novas fábricas de adubo no Brasil.
O produtor rural Genésio Muller acompanha o desenvolvimento da lavoura de milho que responde bem à aplicação dos fertilizantes. O problema está na conta que aumentou entre 25% e 30%, em seis meses. O produtor comprou parte do adubo em maio e o restante no início de novembro.
– Em maio, eu comprei uma parte do adubo, o super simples paguei R$ 700. Esta semana, comprei a R$ 860 por tonelada. O MAP, paguei R$ 1.400 a tonelada em maio, esta semana complementei o que precisava a R$ 1.660. A ureia R$ 1.100, agora R$ 1.380, isso é um absurdo – reclama o produtor.
O presidente do Sindicato Rural de Cristalina, em Goiás, faz os cálculos da atual relação de preços entre commodities e fertilizantes.
– Quando nos tínhamos a soja balizada a US$ 13, US$ 14 por bushel, o preço dos fertilizantes não era tão representativo. Agora, com a soja entre US$ 9 e US$ 10 por bushel, o preço dos fertilizantes pode ser significativo na composição dos custos. O resultado para o produtor é baixo rendimento, ou até preço que não remunere os custos – explica Alécio Maróstica, presidente do Sindicato.
Nas últimas três safras, o preço dos grãos foi favorável e subiu mais do que o custo dos fertilizantes. Mas agora a situação se inverteu e os produtores estão se preparando para fechar as contas aplicando os insumos na dose certa e escalonando as compras do adubo. Com este cenário, volta para o centro do debate a dependência do Brasil, que importa cerca de 78% dos fertilizantes que consome.
O diretor da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (Ama Brasil) espera que os investimentos em novas fábricas, dos principais fertilizantes, entrem em atividade no país, mas faz um alerta: reduzir a dependência das importações não significa redução nos preços.
– Vai demorar 10 anos para você instalar uma indústria nacional. O produtor não vai deixar de ser abastecido, pelo preço do mercado internacional. Mesmo que você venha a produzir no Brasil, a indústria nacional vai fornecer ao produtor ao preço do mercado internacional. Essa não é uma grande preocupação para o produtor, que precisa do produto a tempo e na hora, a um preço competitivo no mercado internacional – sinaliza Carlos Florence, diretor da Ama Brasil.


FONTE: Canal Rural

GEOCICLO PLANEJA EXPANSÃO E QUER CHEGAR AO MERCADO DOS ESTADOS UNIDOS

Depois de consolidar sua primeira unidade de produção, em Uberlândia (MG), a Geociclo, fabricante de fertilizante organomineral criada pelo empresário Olavo Monteiro de Carvalho, prepara-se para expandir sua área de atuação. Há cerca de quatro meses, o também fundador e ex-presidente Ernani K. Judice deixou o comando executivo da empresa e se tornou presidente do conselho. De lá, vai buscar oportunidades de expansão nos Estados Unidos.
De acordo com Judice, a aposta da Geociclo no mercado americano vai além da brasileira, focada na agricultura. Naquele país, há boas perspectivas também no amplo segmento de jardinagem, inclusive residencial. "Nossa estratégia é levar os clientes para conhecer a fábrica. Ninguém imagina que exista uma fábrica de fertilizante organomineral do tamanho da nossa".
A Geociclo, que se autodenomina uma "empresa nacional de biotecnologia", mantém especial atenção em pesquisa e desenvolvimento, área que marcou a sua criação e que garantiu a maior parte dos recursos para sua expansão, por meio de linhas de apoio à inovação da Finep e do BNDES. Nos últimos meses, porém, o foco esteve mais concentrado na ampliação da equipe comercial.
A Geociclo abriu novas representações para atender os mercados baiano, paulista e goiano. Em Minas Gerais, onde a empresa tem concentrado sua atuação, a equipe também foi reforçada.
"O setor de fertilizantes tem uma logística muito complicada. Mas queremos expandir nossa atuação para outras culturas, além da cana", diz Judice. Ele lembra que, hoje, as usinas sucroalcooleiras são as principais fornecedoras de insumo para a Geociclo e as maiores consumidoras do produto fabricado pela empresa, que mistura matéria orgânica com um composto de NPK (nitrogênio, fosfato e potássio), conforme especificações determinadas pela qualidade do solo, pelo clima da região e pela cultura, entre outros fatores.
"O resíduo da cana é interessante porque é gerado em grande quantidade e com qualidade homogênea, mas a tecnologia permite usar outros insumos. A escolha depende da logística", diz Judice, que lembra que a tecnologia que encapsula o NPK no composto orgânico permite a liberação gradativa no solo e seu melhor aproveitamento. "A produtividade aumenta em mais de 20%", completa.
A Geociclo acaba de concluir a expansão de sua primeira planta e planeja atingir a capacidade total de produção de 140 mil toneladas ao ano no fim do primeiro semestre de 2015. Antes da ampliação, essa capacidade era de 40 mil toneladas anuais. "A unidade está em fase de 'ramp up' [aumento gradativo de produção]. Em 2015, ainda não estaremos produzindo as 140 mil toneladas, mas já no segundo semestre começaremos a fabricar o equivalente mensal da capacidade instalada total", afirma Judice.
Monteiro de Carvalho confirma os planos para outras unidades, mas avalia que ficarão para 2016, depois que a expansão - que consumiu R$ 35 milhões em investimentos - estiver consolidada. "Faz todo o sentido ter unidades em outros Estados. Em 2015, vamos começar a projetar a segunda unidade", diz o empresário, que teve a ideia do produto que deu origem a Geociclo como forma de aproveitar o lodo rejeitado no processo de produção de uma empresa de tratamento de água que criou e depois vendeu para a Odebrecht. "Fomos a primeira empresa a fabricar um fertilizante organomineral em larga escala", diz Monteiro de Carvalho.



FONTE: Valor Econômico

PORTARIA AUTORIZA FUNCIONAMENTO DE INDÚSTRIA PARA EXPLORAÇÃO DE FOSFATO EM MINAS GERAIS

A Galvani Indústria e Comércio recebeu, no dia 13 de novembro de 2014, a concessão de lavra de mais uma área para fosfato em Minas Gerais. A portaria, publicada no Diário Oficial da União (DOU), vai permitir que a mineradora produza 2,5 milhões de toneladas de minério bruto (ROM), durante 16 anos, relativo a reserva lavrável de 41 milhões de toneladas.
A empresa, controlada desde agosto pela transnacional Yara, recebeu outorga para explorar uma área de 982 hectares, nos municípios mineiros de Cruzeiro da Fortaleza, Patrocínio e Serra do Salitre segundo portaria 603 assinada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O Projeto Greenfield, da Galvani em Serra do Salitre prevê a produção anual de 1,2 milhão de toneladas de rocha fosfática, matéria-prima para intermediários de fertilizantes.
A Galvani Indústria e Comércio tem 14 direitos minerários junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Onze deles são para fosfato nos estados do Piauí, Bahia e Minas Gerais. Com esta nova portaria de lavra, que foi protocolizada em maio de 2010, o número de concessões passa a ser cinco.
A portaria diz que a outorga de concessão de lavra fica condicionada à reserva lavrável de 41,225 milhões de toneladas de minério bruto (ROM) que constam do Relatório Final de Pesquisa, e ao cumprimento da produção anual prevista de 2.523.675 toneladas, por uma vida útil de 16 anos, de acordo com o Plano de Aproveitamento Econômico (PAE), aprovado pelo DNPM.
De acordo com o termo de compromisso, a ser assinado pela mineradora, “qualquer alteração de especificações e metas do Plano de Aproveitamento Econômico da Jazida ficarão submetidos à avaliação e à aprovação do DNPM, para, posteriormente, serem objeto de nova Portaria Ministerial autorizando sua efetiva implementação.” Uma participação de 60% da Galvani foi adquirida em agosto pela Yara Agrofértil, subsidiária da Yara Internacional, por US$ 318 milhões.
As receitas totais da Galvani, em 2013, foram de US$ 352 milhões, com um Ebitda de US$ 48 milhões. A companhia possui capacidade de produção de SSP, um tipo de fertilizante fosfatado, de cerca de 1 milhão de toneladas em instalações industriais em Paulínia (SP) e Luís Eduardo Magalhães (BA). As duas unidades utilizam rocha fosfática originária das minas de Lagamar (MG), Angico dos Dias (BA) e Irecê (BA).


FONTE: Notícias de Mineração

O QUE O AGRONEGÓCIO PEDE AO GOVERNO

As reivindicações do agronegócio à presidente reeleita Dilma Rousseff estão apoiadas em dois pilares. Em primeiro lugar, é preciso uma política macroeconômica consistente, com juros e câmbio calibrados com as necessidades de crescimento da produção. Em segundo, promover reformas microeconômicas, sobretudo na área de logística. “As perdas de grãos com transporte, em função da má qualidade das estradas e ferrovias, é imensa”, diz Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). Estudos indicam que são perdidos de 10% a 15% de tudo o que é colhido no País.
Mais uma vez – e isso se tornou recorrente -, o agronegócio amenizou os maus resultados do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Enquanto o produto total recuou 0,6% no segundo trimestre deste ano, o setor registrou alta de 0,2%. O agribusiness responde por 25% do PIB. As exportações do segmento alcançaram a cifra de US$ 99,87 bilhões em 2013, um aumento de 4,3% em relação aos US$ 95,81 bilhões do ano anterior. O saldo do comércio exterior do setor foi de US$ 82,91 bilhões, enquanto a balança comercial brasileira teve um superávit de apenas US$ 2,56 bilhões no ano passado.
As demandas do agronegócio também se devem ao fato de o mercado estar sujeito às oscilações internacionais de preços.  “Os níveis estão menores neste ano, porque as commodities desaceleraram por causa do crescimento menor da China e da expectativa de boa safra nos Estados Unidos.”


FONTE: Márcia Pinheiro - Revista Brasileiros

INSTITUTO AGRONÔMICO ESTUDA FEIJÃO RESISTENTE AO ESTRESSE HIDRÍCO

Pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, realizaram um estudo sobre o estresse hídrico no feijoeiro. Eles buscam desenvolver plantas mais resistentes ao déficit hídrico, capazes de se desenvolverem com volume de água até 30% menor que o usual. A expectativa é que os novos materiais estejam no mercado em cinco anos. De acordo com o pesquisador e diretor do Centro de Grãos e Fibras IAC, Alisson Fernando Chiorato, os quatro últimos lançamentos de cultivares de feijão do Instituto já estão sendo utilizados em regiões onde há menor disponibilidade hídrica, a exemplo da cultivar IAC Imperador, que apresenta ciclo precoce ao redor de 75 dias e tem apresentado boa tolerância ao déficit hídrico ocorrido nos anos de 2013 e 2014 nas lavouras paulistas e mineiras.
Segundo Chiorato, 74 linhagens potencialmente resistentes ao estresse hídrico estão sendo avaliadas no IAC, em Campinas. Para fazer os cruzamentos, o Instituto utilizou materiais de seu próprio banco de germoplasma e também importou outras 250 linhagens do Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), localizado em Cali, na Colômbia.
– Essa importação foi importante porque o CIAT vem trabalhando há anos no desenvolvimento de cultivares tolerantes ao déficit hídrico, visando à transferência  dessas cultivares aos países africanos – explica o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
A ideia é que os pesquisadores do IAC repassem essas características de tolerância ao estresse hídrico para as suas cultivares. Segundo Chiorato, não é possível usar no Brasil os materiais colombianos, pois eles não possuem a qualidade de grão exigida pelo mercado brasileiro.
– Dessa forma, necessitamos realizar o melhoramento genético, adequando cultivares que apresentam qualidade de grão e tolerância ao déficit hídrico – afirma.
Trabalhos já realizados comprovam que algumas cultivares desenvolvidas pelo IAC mostraram-se mais tolerantes à seca do que alguns genótipos repassados pelo programa do CIAT. O mercado brasileiro aprecia grãos grandes, casca fina e clara, além de caldo espesso.
Os pesquisadores do IAC esperam que ao usar plantas tolerantes ao estresse hídrico, o produtor rural economize até 30% de água em todo o processo de produção. Para diminuir a necessidade de água na planta, os pesquisadores do IAC buscam materiais precoces e com boa qualidade de raiz. De acordo com Chiorato, a precocidade é importante, porque estudos do CIAT indicam que a cada dia em que o feijoeiro fica a mais no campo sofrendo com a falta d’água, ocorrem perdas ao redor de 74 kg por hectare, por dia.
– Quanto maior o ciclo da planta, mais ela vai sofrer com a falta de água e maior será a perda – afirma.
A qualidade de raiz é outro fator importante, pois amplia a absorção de água nas camadas mais profundas do solo e possibilita que a planta absorva mais nutrientes do solo para repassar ao grão. A proposta é usar os materiais resistentes ao déficit hídrico em regiões em que o veranico tem sido superior a 30 dias sem chuvas. Esta característica tem ocorrido com maior intensidade nas regiões do Sudeste, Nordeste e do Centro-Oeste brasileiro.
– Não estamos desenvolvendo uma planta que não precisa de água, mas sim uma cultivar mais rústica, que crie mecanismos para produzir com menor quantidade de água. Estamos minimizando a sensibilidade das plantas em período de veranicos, em que é comum ficar de 15 a 40 dias sem chuva – afirma o pesquisador do IAC.
As quatro últimas cultivares de feijoeiro desenvolvidas pelo Instituto Agronômico já são usadas pelos agricultores brasileiros para tentar diminuir os efeitos dos períodos de pouca chuva.
– Os feijões IAC Alvorada, IAC Formoso, IAC Imperador e IAC Milênio já são considerados tolerantes ao estresse hídrico, mas ainda estamos realizando testes para determinar qual é a redução no consumo de água – diz Chiorato.
O Instituto Agronômico iniciou em 2009 os estudos para desenvolver cultivares de feijão com o perfil de resistência ao estresse hídrico. Em fevereiro de 2013, o Instituto concluiu a construção de um laboratório específico para realizar essas análises, em Campinas. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 700 mil na compra de equipamentos, nacionais e importados. Os recursos foram concedidos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O IAC montou também uma estufa coberta, com total controle de irrigação.


FONTE: Instituto Agronômico de Campinas

GRANDES PRODUTORAS INVESTEM EM PESQUISA COM MICRORGANISMOS

Produtores de sementes e defensivos como Basf, DuPont, Bayer e Monsanto estão fazendo investimentos pesados no desenvolvimento de novos produtos que incorporam microrganismos como bactérias e fungos. Segundo os executivos dessas empresas, os novos produtos podem ajudar as plantas de milho, soja e outras culturas a afastar pragas e crescer mais rapidamente.
Brian Vande Berg, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Bayer CropScience, faz parte de um grupo crescente de pesquisadores que está explorando lugares remotos dos Estados Unidos em busca de microrganismos. As empresas pretendem revestir as sementes com esses organismos e, em outros casos, pulverizá-los em plantas em desenvolvimento.
Empresas agrícolas estão buscando se diversificar para além de defensivos químicos sintéticos, em meio à vigilância cada vez mais intensa de órgãos reguladores e de consumidores. Produtos à base de microrganismos podem fazer muitas coisas que a química sintética faz, disse Paul Schickler, presidente da Pioneer, unidade de sementes da DuPont.
Fabricantes de defensivos estão entrando no segmento através de uma série de negócios. Em 2012, a Basf pagou US$ 1 bilhão pela Becker Underwood, uma empresa de Iowa especializada em biodefensivos. A Bayer pagou cerca de US$500 milhões naquele ano para uma empresa semelhante chamada AgraQuest.
A DuPont disse em agosto que está construindo dois novos centros de pesquisa nos Estados Unidos que ajudarão a desenvolver esses produtos. Já a Monsanto disse que pretende triplicar suas pesquisas no segmento em 2015. No ano passado, a Monsanto fechou uma parceria com a dinamarquesa Novozymes, pagando US$ 300 milhões à companhia para poder usar sua tecnologia e vender microrganismos desenvolvidos em conjunto.
Microrganismos vêm sendo usados há décadas na agricultura, mas em pequena escala, principalmente como revestimento de soja e outras leguminosas para absorver melhor os nutrientes e combater fungos. Agora, as empresas dizem que os avanços tecnológicos permitem o desenvolvimento de microrganismos com funções muito mais amplas, como a proteger as lavouras contra mais doenças e pragas ou mitigar os efeitos da seca.
– Os diagnósticos de DNA atuais oferecem um nível de compreensão que você não tinha há cinco ou 10 anos – disse Robert Fraley, diretor de tecnologia da Monsanto.
A Monsanto e outras empresas do setor vendem há quase 20 anos sementes geneticamente modificadas, que produzem proteínas que matam insetos ou suportam os defensivos que as empresas também vendem. A nova abordagem é diferente, e consiste em estimular organismos microscópicos, como bactérias e fungos, a viver na superfície das plantas, ajudando-as a absorver nutrientes e fornecendo defesas contra insetos e doenças.
Produtos à base de microrganismos ainda enfrentam o ceticismo de alguns ambientalistas. Mas, como não dependem de engenharia genética ou produtos químicos sintéticos, podem ser utilizados na produção de alimentos orgânicos e naturais. De acordo com regras do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) produtos orgânicos não podem conter organismos geneticamente modificados, ou transgênicos, mas o uso de bactérias que ocorrem naturalmente é permitido.
Defensivos biológicos, incluindo produtos à base de bactérias, têm vendas anuais de aproximadamente US$ 2 bilhões, ou 4% dos US$ 54 bilhões em vendas globais de defensivos químicos, de acordo com estimativas da indústria. Porém, esse número pode subir para US$ 5 bilhões até o final da década, de acordo com o analista Michael Cox, da Piper Jaffray.
Encontrar microrganismos benéficos, no entanto, é como procurar uma agulha em um palheiro. Na Bayer, um microrganismo promissor que mata lagartas veio de uma amostra colhida no quintal de um funcionário na Carolina do Norte. Vande Berg disse não ter certeza de que alguma das amostras de solo coletadas por ele há quatro anos, na Flórida, tenha rendido um microrganismo inovador.


FONTE: Estadão Conteúdo


ALIMENTAR O MUNDO: PRECISAMOS PRODUZIR MAIS OU DESPERDIÇAR MENOS?


Josimar Rodrigues de Oliveira
Plínio de Oliveira Fassio


Resumo: A insegurança alimentar é um problema mundial, que está muito relacionado com as políticas para o combate a fome e a conscientização social em relação ao desperdício de alimentos. O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, exercendo papel fundamental no abastecimento de alimentos para a população mundial, que é cada dia maior. Há um potencial para o aumento da produtividade das culturas no país, por meio do alcance da máxima produtividade das plantas e a possibilidade de abrir novas áreas agricultáveis. Porém, os níveis de desperdício de alimentos no Brasil são preocupantes. O desperdício acontece desde o campo, principalmente no momento da colheita das culturas e nos demais níveis da cadeia de comercialização até chegar a mesa do consumidor final. O objetivo desse trabalho foi analisar os níveis atuais de desperdício de alimentos no Brasil e as mudanças necessárias para a mitigação desse problema. A conscientização social é um passo fundamental para alimentar o mundo nos próximos anos, além da adoção de diversas ações que podem mitigar o desperdício de alimentos.

Palavras–chave: agricultura familiar, população, fome

Feeding the World: We need to produce more or less wasteful?

Abstract: Food insecurity is a global problem, which is closely related to policies to combat hunger and social awareness in relation to food waste. Brazil is one of the largest food producers in the world, playing a key role in supplying food for the world population, which is increasing steadily. There is a potential for increasing crop productivity in the country, through the attainment of maximum plant productivity and the possibility of opening new agricultural areas. However, levels of food waste in Brazil are troubling. Waste occurs from the field, especially at harvest crops and the other levels of the marketing chain to reach the table of the final consumer. The objective of this study was to analyze current levels of food waste in Brazil and the measures needed to mitigate this problem changes. Social awareness is essential to feed the world in the years ahead step, besides adopting several actions that can mitigate food waste.

Keywords: family farming, population, hunger.

Introdução

A população mundial chegou à marca de sete bilhões de pessoas em 2011. As projeções mostram que até o ano de 2050 esse número aumentará para nove bilhões (CASARIN, 2012). O tamanho recorde da população pode ser encarado como um sucesso para a humanidade, pois as pessoas estão vivendo mais e com saúde. Mas isso não é uma regra geral, nem todas as pessoas se beneficiam dessa conquista ou da melhor qualidade de vida que isto implica, pois, existem grandes disparidades entre e dentro dos países (UNFPA, 2011).
Um dos principais desafios é produzir alimentos para essa população cada dia maior. Será que essa filosofia de “produzir alimentos para alimentar o mundo” não é um discurso meramente político? Na prática, os alimentos advindos da agricultura e da pecuária servem para incrementar o Produto Interno Bruto dos países produtores e não são distribuídos igualitariamente entre as pessoas com a intenção de “alimentar o mundo”.
Nesse cenário, a agropecuária local de pequeno porte é a grande responsável pela alimentação da população brasileira. O último censo agropecuário realizado no Brasil foi no ano de 2006 e mostrou que a agricultura familiar brasileira é responsável por cerca de 70% de todo o alimento consumido pela população (IBGE, 2007). Os dados mostraram que a agricultura familiar produz cerca de 87% de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo e, na pecuária, 60% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves e 30% dos bovinos.
Além da necessidade de produzir alimentos, as taxas de desperdício mundial são bastante elevadas. O desperdício de alimentos começa na própria lavoura, no momento da colheita, onde plantas abaixo do padrão comercial são descartadas, sem qualquer programa ou ação de aproveitamento, além das perdas ocorridas durante a colheita, transporte e armazenamento. Até os alimentos chegarem à mesa do consumidor, outra grande parcela é desperdiçada. Nos restaurantes, bares, pizzarias e até mesmo nas residências, outra parcela de alimentos acaba indo para o lixo.
É preocupante o nível de desperdício de alimentos que temos atualmente no mundo e no Brasil. Sem dúvida, trata-se de um desafio para a comunidade internacional.
Com base nisso, o objetivo desse trabalho foi analisar os níveis atuais de desperdício de alimentos no Brasil e as mudanças necessárias para a mitigação desse problema.

Produção de alimentos no Brasil

Os rendimentos agrícolas no Brasil estão abaixo do real potencial produtivo das culturas (CASARIN, 2012). Fatores como nutrição mineral, clima, pragas, doenças e plantas espontâneas ainda são desafiadores para o alcance da máxima produtividade potencial das culturas plantadas no país.
Os alimentos de alta qualidade produzidos pelo país são exportados e os demais são comercializados nas Centrais de Abastecimento dos estados brasileiros. Os grandes empresários rurais não estão preocupados com o problema da fome, seja no Brasil, na África ou em qualquer outra parte do mundo. Grande parte dos cereais produzidos no país é voltada para a alimentação animal, especialmente o setor de aves e suínos. Essa carne, por sua vez, é exportada ou industrializada, o que eleva o seu valor de comercialização.

Desperdício de alimentos e consciência social

Os números referentes ao desperdício de alimentos no mundo são alarmantes. Estima-se que, pelo menos, um terço da produção de alimentos vai anualmente para o lixo. São aproximadamente 1,3 bilhão de toneladas de alimentos (FAO, 2011). O custo econômico direto do desperdício mundial de alimentos (excluindo os peixes e frutos do mar), com base nos preços pagos ao produtor, é de cerca de US$ 750 bilhões, valor equivalente ao PIB da Suíça (FAO, 2013). No Brasil, o cenário não é diferente. A cada ano, 26,3 milhões de toneladas de comida são jogados fora. Essa quantidade de alimentos seria suficiente para distribuir 131,5 kg para cada brasileiro ou 3,76 kg para cada habitante do planeta. Toda essa comida alimentaria facilmente os 13 milhões de brasileiros que ainda passam fome (AMORIM & MANSUR, 2013). De acordo com Coquito (2014), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura mostrou que o país produz cerca de 26% a mais do que necessita para alimentar toda a população.
Apesar de produzir um volume maior do que a demanda da população, o desperdício desde o campo até a mesa do consumidor é bastante elevado. A perda de alimentos no Brasil, de modo geral, é de aproximadamente 20% na colheita, 8% no transporte e armazenamento, 15% na indústria de processamento, 1% no varejo e 20%  no processamento culinário e nos hábitos alimentares, com isso, as perdas totalizam 64% em toda a cadeia (AKATU, 2013). As perdas podem ser mais ou menos elevadas em determinado nível da cadeia, conforme o tipo de alimento. Em relação às perdas de frutos e hortaliças, por exemplo, cerca de 10% das perdas acontecem no campo, 50% durante o manuseio e transporte, 30% nas centrais de abastecimento e comercialização e 10% em supermercados e consumidor final (SOARES, 2014). Além disso, o autor relata que há um grande desperdício de vegetais “in natura”, como no caso da couve-flor, em que as perdas chegam a 50%, seguido pela alface, banana, morango, pimentão e tomate, que tem índices de perda de 40 a 45%.
O Desperdício de alimentos gera inúmeros prejuízos para a população, tanto do ponto de vista técnico, quanto do ponto de vista econômico. De acordo com Oliveira (2014), se cada brasileiro deixar um grão de arroz diariamente no prato, considerando-se a estimativa atual de mais de 200 milhões de habitantes no país, o desperdício seria o equivalente a 7907 kg/dia de arroz com casca. Considerando-se que a produtividade média de arroz é de 8000 kg/ha, há um desperdício de aproximadamente um hectare de arroz por dia. Isso significa que ao final de um ano, 365 hectares de arroz foram jogados no lixo pela população brasileira. Se considerar o valor médio do custo de produção do arroz em R$ 30,00 por hectare, esse desperdício acarretará um prejuízo de aproximadamente R$ 1.460.000,00. Isso considerando apenas um grão de arroz por dia. Sabe-se que a quantidade que se perde diariamente é muito maior.
O arroz é um alimento consumido em todo o país, mas o nível de desperdício é realmente preocupante quando se pensa em cada alimento que o brasileiro normalmente consome. Levando em conta que a refeição padrão de uma família brasileira é composta por arroz, feijão, alface, tomate e um tipo de carne, pelo menos quatro tipos de alimentos de origem vegetal e um alimento de origem animal é diariamente desperdiçado, pois como foi visto, um grão ou mesmo um grama de alimento que é deixado no prato pode gerar um desperdício significativo.
Para reduzir o desperdício de alimentos algumas ações devem ser tomadas, entre elas, é necessário promover campanhas públicas de conscientização social sobre os impactos econômicos, ambientais e sociais do desperdício de alimentos; incentivar o consumo sustentável, de modo que as pessoas comprem apenas o necessário para a subsistência da sua família; realizar um planejamento para a compra semanal de alimentos que se deterioram rapidamente, como hortaliças folhosas e algumas leguminosas; buscar conhecer métodos caseiros para a conservação de alimentos; aproveitamento integral de alimentos, buscando alternativa para o uso de folhas, talos, casca e sementes, seja na alimentação humana (saladas, refogados, doces, sucos, etc) ou para alimentação animal (rações caseiras, farinhas, etc); utilizar resíduos vegetais para fazer adubos orgânicos por meio da compostagem ou processos de biofertilização;   criação de projetos e políticas públicas voltadas para a promoção de doação e combate ao desperdício de alimentos.

Conclusões

A conscientização social é um passo fundamental para alimentar o mundo nos próximos anos. A preocupação em reduzir o desperdício de alimentos no Brasil, deve ser tão importante quanto à necessidade de aumentar a produtividade das culturas ou expandir as áreas agricultáveis. É necessário implantar diversas ações em todos os níveis da cadeia de produção e comercialização para mitigar o desperdício de alimentos. 
Literatura citada

AKATU. A nutrição e o consumo consciente. Caderno Temático. São Paulo, SP, 2013. 112 p.
AMORIM, D.; MANSUR, C. Brasil joga no lixo 26,3 milhões de toneladas de alimentos por ano. 2013. In: http://goo.gl/xBXY4z (Acessado em 13 Junho de 2014).
CASARIN, V. Produção de alimentos – O desafio do século. Informações Agronômicas, n. 139, set. 2012.
COQUITO, A. Fome, Obesidade e Desperdício. In: LUTADOR, O. Cadernos de Cidadania. Ano 12, n. 236, Belo Horizonte, Abr. 2014.
IBGE. Estatísticas do Século XX: Censo Agropecuário de 1920/2006. Rio de Janeiro: IBGE, 2007.
OLIVEIRA, J.R. Desperdício de alimentos: conheça o impacto de um grão de arroz que deixamos no prato. 2014. In: http://www.brasilagricola.com (Acessado em 20 de Maio de 2014).
FAO. Food wastage footprint: Impacts on natural resourses. Rome, 2013. 63 p.
FAO. Global food losses and food waste – Extent, causes and prevention. Rome, 2011. 23 p.
SOARES, A.G. Desperdício de alimentos – um desafio político e social a ser vencido. 2014. In: http://www.ctaa.embrapa.br/upload/publicacao/art-182.pdf (Acessado em 15 de Março de 2014).

UNFPA. Relatório sobre a situação da população mundial 2011: Pessoas e possibilidades em um mundo de 7 bilhões. New York, 2011. 132 p.

** Artigo publicado no VI Simpósio Brasileiro de Agropecuária Sustentável - III Congresso Internacional de Agropecuária Sustentável, realizado na cidade de Viçosa-MG, 2014.

O BENEFÍCIO DAS FLORESTAS PLANTADAS

AÉCIO NEVES E DILMA ROUSSEFF DISPUTAM SEGUNDO TURNO PRESIDENCIAL

      A eleição para presidente será decidida no segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Marina Silva (PSB), ficou em terceiro e declarou que irá aguardar a decisão do seu partido e a análise dos programas de governo dos dois candidatos apra decidir se dará seu apoio a um deles.
     Nos principais Estados do Agronegócio, a disputa foi decidida em primeiro turno na Bahia, em Goiás, no Paraná e em Mato Grosso. No Senado, a presidente licenciada da CNA Kátia Abreu foi reeleita senadora.

Presidência

     Na sétima eleição direta para Presidência da República desde a redemocratização do país, 11 candidatos disputaram o cargo máximo do Poder Executivo brasileiro em um pleito que ficará conhecido pela trágica morte de Eduardo Campos, candidato que vinha figurando entre os três mais preferidos pelos eleitores nas pesquisas eleitorais realizadas até o acidente.

    A candidata à reeleição, Dilma Rousseff, conquistou 41,55% dos votos. Em seu programa de governo, Dilma não traz propostas pontuais para o agronegócio, mas cita que, nos próximos anos, sua política industrial deverá gerar benefícios ao setor. No programa, a candidata ressalta que em seus anos de governo, foram adotadas “políticas consistentes e continuadas de apoio ao agronegócio e à agricultura familiar”, destacando o aumento da produção de grãos, de 96 milhões de toneladas em 40 milhões de hectares, na safra 2001/2002, para 191 milhões de toneladas em 56 milhões de hectares, na safra 2013/2014, feito que credita à expansão do crédito e às políticas de apoio à produção.
      O candidato do PSDB, Aécio Neves recebeu 33,59% dos votos válidos. O candidato traz em seu programa de governo 18 diretrizes para a política agrícola e outras 16 para a agricultura familiar. Seu programa valoriza propostas para “o aumento do consumo interno que será induzido pelo crescimento do emprego de qualidade e da renda, bem como pelo mercado internacional”. Temas como investimentos em infraestrutura, biotecnologia e estímulo à pesquisa fazem parte destas diretrizes.


Estados

      Nos principais Estados do agronegócio houve poucas surpresas na disputa pelos governos estaduais. Em Mato Grosso, o senador Pedro Taques (PDT) foi eleito em uma chapa que traz o ex-presidente da Aprosoja-MT, Carlos Fávaro, como vice-governador. Para o Senado, os mato-grossenses elegeram o atual deputado federal Wellington Fagundes, (PR), que também é membro da Frente Parlamentar Agropecuária. Goiás e Mato Grosso do Sul decidirão o pleito para o governo do Estado no segundo turno. Em Goiás, a disputa pelo Palácio das Esmeraldas está entre Iris Resende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB). Em Mato Grosso do Sul, Delcídio Amaral (PT) e Reinaldo Azambuja (PSDB) seguem na disputa.
      No Paraná, Beto Richa (PSDB) frustrou a pretensão de Roberto Requião de governar o Estado pela quarta vez. Foi reeleito e seguirá à frente do Palácio Iguaçu por mais quatro anos. Raimundo Colombo (PSD) também foi reeleito em Santa Catarina.
Nesta região, a única surpresa foi o Rio Grande do Sul, onde José Ivo Sartori (PMDB) passou à frente da senadora Ana Amélia Lemos (PP) e disputará o cargo no segundo turno com o atual governador Tarso Genro (PT).
      Na Bahia, Rui Costa (PT) dá continuidade ao governo petista substituindo Jaques Wagner, que completa 8 anos de mandato. No Pará, a eleição vai para o segundo turno com Helder Barbalho (PMDB) e Simão Jatene (PSDB), que tiveram uma das disputas mais acirradas: Barbalho teve 49,9% e Jatene, 48,47% dos votos válidos.

A quarta maior eleição

      No dia 5 de outubro de 2014, mais de 142 milhões de eleitores foram às urnas para escolher, entre mais de 22 mil candidatos, os ocupantes de 1.709 cargos executivos e legislativos em todo o país. De acordo com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, a eleição brasileira é a quarta maior do mundo em número de eleitores, atrás apenas da Índia, dos Estados Unidos e da Indonésia.


FONTE: Gisele Neuls - Canal Rural

CIRCULAR TÉCNICA SOBRE PLANTAS RESISTENTES A HERBICIDAS EM ÁREAS DE ALGODÃO - CLIQUE E ACESSE


AGRODEPENDÊNCIA: UMA REALIDADE QUE EXIGE UMA NOVA CONSCIÊNCIA

O Brasil, no acumulado do primeiro semestre teve um déficit na balança de pagamentos de US$ 2,49 bilhões. Se não fosse o agronegócio, esse déficit seria de US$ 43,3 bilhões, e a situação do país estaria insustentável. O agronegócio foi responsável por uma venda de US$ 49,1 bilhões, gerando um saldo positivo na sua conta de US$ 40,8 bilhões.
Neste ano, no cenário econômico do país, só nos resta rezar e esperar por uma venda na casa dos US$ 100 bilhões no agronegócio para termos alguma chance de terminar o ano com alguns trocados positivos no caixa. O capitão de indústria, Antonio Ermirio de Morais, dizia que a força brasileira e que deveria puxar sempre o crescimento é o agronegócio. Ele afirmava termos as condições e os talentos, ou seja, fatores críticos de sucesso mais prontos. E que a indústria seguiria a reboque.
Para compreendermos essa posição, precisamos nos despir dos conceitos antigos, de associarmos esse novo agronegócio a simplesmente “commodities”. Hoje o balanço de pagamentos do país tem 50,4% conectados ao que classicamente chamamos de produtos básicos, a maior participação desde 1978. Mas a tecnologia envolvida nesse tal de produtos básicos mudou extraordinariamente e mesmo na mineração, aspectos de segurança, logística, automação, diferenciação de matérias-primas, acesso a mercados e inteligência de gestão mudaram espetacularmente.
O agronegócio, o responsável pelo único êxito no acerto das contas do país, até agora, revela um contexto de tecnologia, índices de produtividade ascendentes, educação, formação e espírito guerreiro do setor que combate com estruturas de logística, impostos riscos e custos, os quais não controlam, mas que tem superado e vencido.
Se estamos tendo uma diminuição dos preços dos grãos, neste momento, por uma previsão de super safras de soja e milho, no mundo, falamos ainda de uma saca de 60 kg de soja em torno de R$ 55 a R$ 60, o que é sim o menor preço dos últimos quatro anos, porém, bem acima dos patamares clássicos históricos, o que permite aos agricultores, aqueles que realizam uma competente gestão, estarem ainda com lucro, mesmo com os preocupantes custos incontroláveis crescendo.  Por outro lado, no reino da proteína animal estamos vivendo um momento único na história da produção e das vendas.
No primeiro semestre deste ano o Brasil aumentou a receita com exportações na carne bovina, comparado ao mesmo período do ano passado, em 15% Hong Kong, Rússia, Venezuela, União Europeia e Egito, nossos maiores clientes, onde Hong Kong, leia-se distribuição e capilarização para a China que agora abre o mercado chinês para vendas diretas brasileiras. A suinocultura teve preços ascendentes e demanda maior, tanto interna quanto externa, e a avicultura opera com expectativas de crescimento no segundo semestre deste ano.
As recentes confusões geopolíticas envolvendo a Rússia, abriu mercados para o Brasil, e, no mês de junho a Rússia foi o nosso cliente que mais cresceu. A Venezuela, da mesma forma, numa crise agroalimentar, veio na segunda posição. E a China, com um consumo per capita de carne vermelha de apenas 6kg/ano, e com a necessidade de transferir cerca de 400 milhões de habitantes do campo para a cidade nos próximos 30 anos, revela necessidades seguras de oferta de alimentos mais nobres.
Importante ainda comentar sobre o mercado halal, os consumidores muçulmanos, cerca de 2,2 bilhões de pessoas, onde o Egito, Irã, Argélia figuram como os três maiores destinos da carne brasileira. Essa agrodependência, se for tratada com respeito e num contexto de agrossociedade com todos os elementos que a compõem no antes, dentro, pós-porteira das fazendas e no além do pós-porteira, incluindo serviços, turismo, nichos, especialidades e a alta tecnologia embutida, com educação sofisticada, representa uma vocação legítima e verdadeira do Brasil no cinturão tropical planetário.
O povo brasileiro, eleitores das grandes cidades pesquisados pela Abag/ESPM neste ano, considerou numa proporção maior do que 90% que o agronegócio é muito importante para o Brasil, e ainda é o grande gerador de empregos, mesmo nas cidades. A voz do povo é a voz de Deus, quando perguntados livre e corretamente a respeito dos importantes valores das suas vidas.
Essa nova consciência precisa vir forte e clara, não apenas nos papéis bem intencionados dos presidenciáveis, mas como um foco a ser bem tratado, pois, a partir dele, puxaremos o resto dos setores. As associações da agrodependência, formatados com preconceito e menosprezo, não ajudarão em nada ao próprio agronegócio, e principalmente a todos os demais setores da indústria, comércio e serviços brasileiros.
O mundo mudou e não se extraem mais produtos básicos como antigamente. Isso agora chama alta tecnologia, logística, educação e formação, marketing e gestão sofisticada. E que, acima de tudo, o governo ajude e não atrapalhe, como no caso do biocombustível.


FONTE: SouAgro - José Luiz Tejon Megido, Diretor Vice Presidente de Comunicação do Conselho Cientifico para a Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o núcleo de agronegócio da ESPM, Comentarista da rádio ESTADÃO.

BETO ALBUQUERQUE DIZ QUE ÍNDICES DE PRODUTIVIDADE ERAM JUSTIFICÁVEIS NO REGIME MILITAR

        Beto Albuquerque, candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Marina Silva (PSB), disse na abertura do Fórum Nacional de Agronegócios, em Campinas (SP), que os índices de produtividade foram instituídos no período militar, e que naquela época sua existência era justificável. Segundo ele, hoje quem não for competitivo já será desapropriado pelo mercado, não precisando de um indicador para isso. “O índice tem que servir para premiar, não para punir.”
A questão dos índices de produtividade veio à tona na campanha eleitoral, com a divulgação do programa de governo de Marina Silva, que prevê a atualização dos indicadores, mecanismo usado para arrecadação de terras para fins de reforma agrária.
   
       O setor rural é contra, argumentando que a metodologia dos índices se configura num enorme erro histórico. De acordo com lideranças do agro, o modelo considera tão somente o volume físico do que é produzido como critério de verificação, ignorando as mais diversas variáveis econômicas, sociais, climáticas, regulatórias e políticas a que os produtores estão sujeitos.
Entretanto, independentemente da fala de Albuquerque, até o momento não se tem notícias de mudança no trecho dos índices no programa de governo de Marina, e os dirigentes do setor rural alimentam a expectativa de que, ao menos, a candidata vocalize o discurso de seu vice.

Ministério da Agricultura enfraquecido

Em relação ao Ministério da Agricultura, Albuquerque ressaltou que a pasta perdeu força e respeito. “O ministério enfraqueceu-se politicamente, perdendo prestígio junto à presidência.” No que diz respeito ao Código Florestal, outro assunto espinhoso entre o setor e Marina, Albuquerque assinalou que a lei está feita, e que o desafio agora é implantá-la. “O desmatamento tem que ser zero se for ilegal”, acentuou.
Albuquerque falou ainda sobre o segmento sucroenergético, que em sua análise foi dizimado. “O governo virou às costas para o setor”, acrescentando que o subsídio à gasolina é um erro, e que é preciso diálogo também com a indústria automobilística para se discutir a eficiência dos motores com o uso de etanol.


FONTE: SouAgro - Ronaldo Luiz, de Campinas (SP)

ROBERTO RODRIGUES FALA EM ESPERANÇA PARA O AGRONEGÓCIO EM EVENTO

O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Rodrigues, palestrou em café da manhã promovido pelo do LIDE Rio Grande do Sul – Grupo de Líderes Empresariais, no dia 26 de setembro de 2014. Na presença de empresários e representantes de entidades ligadas ao agronegócio, Rodrigues falou sobre as propostas dos três principais candidatos à Presidência da República e as expectativas para o setor nos próximos anos.
Segundo, que também é presidente do Lide Agronegócio, nestas eleições existe uma pró-atividade dos presidenciáveis em relação ao agronegócio. “Em 50 anos de carreira, esta é a primeira vez que os principais candidatos procuram as entidades da área em busca de ideias para seus programas de governo. Não há otimismo para o setor, mas existe a esperança de que o próximo governo tenha uma atitude estratégica. Todos os candidatos mostraram interesse em promover o agronegócio como a principal locomotiva do País”, afirma.
Durante o evento, Rodrigues disse que Aécio Neves, Dilma Rousseff e Marina Silva receberam um documento, elaborado por cientistas, com propostas para o setor baseadas em cinco premissas: sustentabilidade, competitividade, orientação ao mercado, segurança jurídica e governança. Conforme ele, a ingerência do Ministério da Agricultura é um dos principais entraves ao desenvolvimento do setor. “Uma dúzia de ministério, autarquias e agências atuam de forma desalinhada à agricultura. Não há uma estratégia conjunta e por isso a governança é um dos pontos fundamentais desse material que desenvolvemos”, esclarece.
O evento, realizado no Sheraton Hotel, foi comandado pelo presidente do LIDE RS, Gustavo Ene, que lamentou a falta de uma política comercial externa mais agressiva do atual governo. “Parece que estamos de costas para o mundo, com uma estratégia de relação apenas com países menores”, disse. Rodrigues complementou, afirmando que a política comercial brasileira é despreparada. “Atualmente, 40% do comércio mundial de alimentos se dá no âmbito de acordos bilaterais e o Brasil não tem nenhum pacto com outros países. Precisamos agir, do contrário vamos perder mercado”, disse.
A importância de rever essa política também está relacionada à necessidade de crescimento da oferta de alimentos, segundo o ex-ministro. “A Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) afirma que até 2020, a produção de alimentos precisa crescer 20%. Parece trivial, mas em 10 anos, a produção da União Europeia tem potencial para aumentar 4%, Estados Unidos e Canadá, em torno de 12%, e o Brasil, 40%. É um desafio que vem de fora para dentro. O mundo nos olha com esperança e mais do que isso, precisando de nós. Agora, a nossa expectativa é de que o governo olhe de frente para o agronegócio” finalizou o especialista, que atualmente é embaixador especial da FAO para o Cooperativismo.
O LIDE RS congrega empresas com faturamento individual superior a R$ 100 milhões ou líderes em seus segmentos. Criado em Porto Alegre há cinco anos, o LIDE RS, braço do LIDE na região Sul do Brasil e o maior capítulo nacional fora de São Paulo, conta com 65 integrantes. Em todo o Brasil, o LIDE, capitaneado por João Doria Júnior, reúne entre seus membros 51% do PIB nacional. São mais de 1,6 mil empresas filiadas ao Grupo, entre 10 estados brasileiros e 10 países no mundo.


FONTE: Grupo Cultivar