NOTÍCIAS AGRÍCOLAS - CONFIRA AS NOVIDADES DO MERCADO


O Brasil Agrícola estará atualizando essa postagem ao longo do dia, com reportagens exclusivas exibidas pelo Notícias Agrícolas. Acesse, confira essa novidade e mantenha-se informado sobre o Mercado!

Todos os dias no site BRASIL AGRÍCOLA você acompanha no espaço "Agropecuária Minuto a Minuto", as principais informações do agronegócio brasileiro, as principais notícias do mercado agrícola, informações econômicas, estatísticas, entrevistas exclusivas com especialistas, entre outros assuntos. Esta postagem é atualizada todos os dias minuto a minuto e você pode acompanhar em tempo real os principais acontecimentos do setor agrícola. Clique no título das notícias abaixo e você será automáticamente redirecionado para a reportagem. Acesse diariamente nosso site e esteja sempre atualizado.  

BRASIL AGRÍCOLA: O melhor conteúdo do Agronegócio em um único lugar!


VAMOS FALAR SOBRE SOLOS

FUTURO DO AGRO É TEMA DO SHOWTEC 2015

O evento realizado pela Fundação MS, é direcionado aos produtores rurais que buscam inovações tecnológicas para o agronegócio e este ano tem como tema “O Futuro do Agro”. A 19ª edição da feira tem confirmada a presença de 115 empresas expositoras dos setores da pecuária de corte e leiteira, grãos, químicos, cana-de-açúcar, máquinas agrícolas, implementos agrícolas, agricultura familiar e alimentação.
“Para a Famasul, é um privilégio fazer parte de um evento que oferece ao produtor rural um giro tecnológico. Ter acesso a ferramentas inovadoras e obter conhecimento científico é o diferencial da produção de qualquer setor da cadeia produtiva”, enfatiza o Diretor Secretário do Sistema Famasul, Ruy Facchini.
Para o presidente da Aprosoja/MS, Mauricio Saito, a perspectiva mundial dos próximos anos induz o produtor a se tornar um especialista em agronegócio.  “Estamos diante de três pilares: o crescimento populacional, a urbanização e o aumento da renda per capita. O cenário exige um aumento na demanda por alimento de qualidade e com produção sustentável, obrigando o produtor a inserir tecnologia na propriedade”, ressalta.
Durante o lançamento, o presidente da Fundação MS - Luis Alberto Moraes Novaes, ressaltou a importância do comprometimento de entidades ligadas ao agronegócio e da confiança que é depositada nos trabalhos da Fundação. “Na 19ª edição da feira temos a certeza que chegamos a este estágio graças a competência e o empenho de instituições como o Sistema Famasul, a Aprosoja/MS e a OCB/MS, além de outras parcerias, que não medem esforços para concretizar os trabalhos de inovações desenvolvidos para os produtores rurais”, conclui o presidente.
O Showtec acontecerá nos dias 21, 22 e 23 de janeiro de 2015, em Maracaju, e abre o calendário de eventos nacionais do Agro. Na programação, palestras, apresentações de estudos e mesa redonda para troca de experiências. A feira está entre as 10 maiores do setor e são esperados 15 mil visitantes nos três dias de evento.


FONTE: Sistema Famasul

BANCO MUNDIAL: BRASIL PODE TER REDUÇÃO DE 70 % NA PRODUTIVIDADE AGRÍCOLA DEVIDO À MUDANÇA CLIMÁTICA

O relatório do Banco Mundial, Diminuir o calor III: Enfrentando o novo padrão climático, divulgado na última semana em Washington (EUA), aponta que a América Latina e o Caribe serão gravemente afetados pelos efeitos das mudanças climáticas.
Segundo o documento, o Brasil pode apresentar redução de 70% na produtividade da soja e de até 60% no caso do trigo – tendo em vista a perspectiva de aumento de 2°C na temperatura até 2050.
Os extremos de calor e as alterações nos padrões de precipitação vão provocar efeitos adversos na produtividade agrícola, nos regimes hidrológicos e na biodiversidade. Caso haja elevação térmica de 4°C nesse mesmo período, as enchentes costeiras poderão causar perdas em torno de US$ 22 bilhões, por conta dos danos à infraestrutura e das perdas relacionadas ao turismo na região.
De acordo com o vice-presidente do Banco Mundial para a região, Jorge Familiar, os governos locais já estão estabelecendo políticas de redução destes impactos, como o incentivo ao uso de energia renovável – que contribui na redução das emissões de carbono na atmosfera – e à agricultura inteligente – essencial para garantir a segurança alimentar e promover o potencial da região como celeiro global.
O relatório regional analisa os impactos do aquecimento atual de 0,8°C e dos possíveis aumentos futuros de 2°C e 4°C acima dos níveis pré-industriais sobre a produção agrícola, os recursos hídricos, os serviços dos ecossistemas e a vulnerabilidade costeira em toda a América Latina e o Caribe. O documento baseia-se no relatório global de 2012 elaborado pelo Banco, que concluiu que, se não tomarmos imediatamente nenhuma medida concertada, o mundo poderá sofrer uma elevação de temperatura de 4 graus Celsius, acima dos níveis pré-industriais no final deste século.


FONTE: Canal Rural

PESQUISA DA EMBRAPA DESCOBRE INSETICIDA NATURAL CONTRA LAGARTA DO CARTUCHO

Uma pesquisa realizada durante três anos pela Embrapa, em Teresina, concluiu que o óleo essencial extraído da planta Piper tuberculatum, conhecida como pimenta-de-macaco é um inseticida natural no controle da lagarta-do-cartucho, praga que todo ano compromete até 40% da produção de milho no Brasil, causando grandes prejuízos. Além de repelente, o óleo atua como biocida, matando a lagarta logo nas primeiras aplicações.
No estudo, concluído pelo pesquisador Paulo Henrique Soares, da Embrapa Meio-Norte, ficou comprovada também a eficiência do óleo essencial no combate a outras pragas, como a vaquinha (Cerotoma arcuatus), pulgão preto (Aphis craccivora) e o percevejo (Crinocerus sanctus), que atacam principalmente o feijão-caupi.
O óleo tem 54 substâncias químicas naturais. O desafio da pesquisa agora é identificar quais ou qual dessas substâncias têm ação direta no extermínio dos insetos. São necessárias ainda pesquisas para definir o melhor manejo da planta, como espaçamento, adubação e irrigação, para uma maior produção de óleo por unidade de área. A Piper tuberculatum é uma planta que predomina em regiões tropicais, como o Nordeste brasileiro, e em áreas onde há um bom volume e frequência regular de chuvas.
No Brasil, os agricultores já usam inseticidas naturais no combate a pragas e doenças. Os mais conhecidos e utilizados são óleos essenciais da folha de canela (Cinnamomum zeylanicum), da folha de louro (Laurus nobilis), da folha de goiaba (Psidium guajava) e de sementes de nim (Azadirachta indica). A eficácia deles foi comprovada em pesquisas realizadas na Universidade de São Paulo e na Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita Filho”, há quase dez anos.


FONTE: Sou Agro – Com informações da Embrapa

QUEM NÃO QUER KÁTIA ABREU NA AGRICULTURA, E PORQUE?

A senadora Kátia Abreu deve ser a nova ministra da Agricultura do governo Dilma. Convidada em meados de novembro, a ruralista aceitou a proposta da presidente. No entanto, desde que a notícia se espalhou, não faltou quem criticasse a escolha. Kátia Abreu se aproximou de Dilma nas eleições de 2010, quando ainda estava no DEM, partido de oposição ao governo. Segundo o Correio Braziliense, na época a ruralista enviou uma carta a Dilma desejando “força” para enfrentar um câncer.
Desde então, Kátia Abreu deixou o DEM, passou pelo PSD e recentemente se filiou ao PMDB, da base aliada do governo petista. Porém, a aproximação não acabou com antigas divergências entre a senadora e parte dos apoiadores de Dilma. Os grupos que já se manifestaram contra a nomeação de Kátia Abreu formam um espectro amplo que vai desde movimentos sociais, abarca parte do PT, passa por grupos ruralistas e chega ao frigorífico JBS, gigante produtor de carnes e maior doador de campanha nessas eleições.
O próprio PMDB, legenda que hoje abriga a senadora, já mostrou descontentamento com sua indicação ao ministério. Veja a seguir por que esses atores não querem Kátia Abreu no Ministério da Agricultura:

Grupo JBS

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS, esteve na quarta-feira em reunião reservada com o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, com quem tratou sobre a indicação para o Ministério da Agricultura.
O lobby do maior frigorífico do mundo explicita uma guerra nos bastidores. Como representante dos pecuaristas, a senadora assumiu uma posição de ataque à empresa de Batista. Os criadores de gado temem a concentração de mercado que a empresa exerce cada vez mais, influenciando no valor da carne vendida por eles.
O grupo JBS é responsável por cerca de 20% do abate bovino no País. O peso do frigorífico na formação de preço é uma das explicações para a acidez da senadora contra a empresa.
O clima entre Kátia e Batista ficou ruim depois que a senadora acusou de antiética a campanha publicitária do JBS sobre a segurança sanitária representada pela Friboi. Em discurso no Congresso, em agosto de 2013, a senadora protestou: "Vá e diga que a sua carne é boa, que tem boa qualidade, que é produzida em frigoríficos de primeira. Mas não diga que é a única que o povo brasileiro pode comer."

Partido dos Trabalhadores (PT)

Para parte dos petistas, pode representar um retrocesso na política agrária do país, no que diz respeito aos pequenos agricultores e à reforma agrária. Kátia é presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Setores do partido criticaram a indicação da senadora para o ministério. Kátia Abreu atuou na oposição ao governo e é vista como representante dos ruralistas.
Em seu site, a corrente petista Articulação de Esquerda divulgou nota que diz: “A indicação ministerial de Joaquim Levy e a possível indicação de Katia Abreu, por sua vez, indicam concessões desnecessárias e equivocadas ao campo conservador que foi derrotado nas últimas eleições”.

PMDB

O partido que acolheu a senadora Kátia Abreu também não é muito favorável à sua indicação como ministra. Novata na legenda, Kátia ainda é vista como uma estranha no partido e não tem o apoio de seus principais dirigentes. Considerou-se, inclusive, que Kátia Abreu não integraria a cota do PMDB no governo Dilma. De acordo com a colunista Vera Magalhães, da Folha de S.Paulo, este foi um dos motivos para o adiamento do anúncio oficial da nova ministra. Segundo a coluna, o presidente quis evitar que o PMDB alegasse que a senadora será parte da equipe econômica e pedisse outras cinco pastas na Esplanada.

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) chegou a ocupar uma fazenda no Rio Grande do Sul em protesto contra a indicação de Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura. Na ação ocorrida em 22 de novembro, cerca de 2 mil membros do MST e outros movimentos camponeses invadiram a propriedade rural.
“Katia Abreu é símbolo do agronegócio, que tem como lógica a terra para produção de mercadorias, com uso intensivo de agrotóxicos e sementes transgênicas destruindo os recursos naturais e a saúde dos trabalhadores e de toda a população”, disse Raul Amorim, da coordenação da juventude do MST.

União Democrática Ruralista (UDR)

A indicação de Kátia Abreu não é unanimidade nem entre os ruralistas. Após as notícias de que a senadora integraria o governo, produtores rurais do interior de São Paulo iniciaram a formação de uma Frente Nacional da Produção para tentar derrubar Kátia Abreu da presidência da CNA.
"Ela é uma traidora do setor produtivo, perdeu a credibilidade dos produtores rurais, por isso, precisa renunciar rapidamente ao cargo de presidente da CNA", afirmou em Araçatuba (SP) o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Nabhan Garcia.


FONTE: Mariana Desidério – Revista Exame

FETAG SOLICITA AO CONTRAN PRORROGAÇÃO DE 180 DIAS PARA EMPLACAMENTO DE TRATORES

        A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag) informa que, ontem, enviou ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) solicitação de prorrogação por 180 dias da resolução nº 447, de 25 de julho de 2013, que prorroga, até 31 deste mês, a entrada em vigor do registro e emplacamento obrigatório de tratores e máquinas agrícolas. O presidente da entidade, Élton Weber, salienta que, na verdade, o agricultor não quer que entre em vigor a resolução. “Os seis meses que pedimos, a partir de 1° de janeiro, são necessários para que o Congresso Nacional mude a regra do Contran, que obriga o agricultor a emplacar, registrar e demais questões relativas às máquinas agrícolas”, justifica.
      Weber lembra que, nos últimos dois anos, houve atividades muito fortes em relação ao emplacamento de tratores, mas, infelizmente, a MP, que havia sido editada, não foi apreciada pelo Congresso Nacional, ao mesmo tempo em que a lei aprovada pelo próprio Congresso, que isentava as máquinas agrícolas de emplacamento e registro, acabou vetada pela presidente Dilma Rousseff. 
       “Como a MP não foi apreciada, houve o veto de Dilma e agora estamos com o prazo até 31 de dezembro. Portanto, a Fetag pede a prorrogação momentânea, mas o objetivo principal é a modificação do Código de Trânsito Brasileiro, para que o agricultor não seja mais obrigado a emplacar e, com isso, pagar mais impostos ou registros sobre suas máquinas agrícolas”, observa.
        O documento foi enviado também para os ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Contag, bancada gaúcha na Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Caso não haja uma resposta favorável até o dia 20 de dezembro, a Fetag retomará a discussão sobre mobilização e até mesmo protestos para que o agricultor não seja penalizado.


FONTE: Folha do Sul

CNA CRIA ÍNDICE INÉDITO PARA MEDIR COMPETITIVIDADE DO AGRONEGÓCIO NOS ESTADOS

       Principal atividade econômica do país, o agronegócio tem, agora, um índice de competitividade por estado, além de novos indicadores para mensurar a diferença entre a qualidade das moradias rurais e urbanas. Juntos, estes instrumentos desenvolvidos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vão auxiliar na formulação de políticas públicas e no direcionamento dos investimentos necessários para reduzir as desigualdades no campo e aumentar a competitividade do agronegócio.
       “A CNA trabalha para que a eficiente e competitiva agropecuária brasileira possa se conhecer cada vez mais, superar as dificuldades e, assim, seguir crescendo em ritmo mais acelerado e de forma sustentável”, afirma a presidente da Confederação, senadora Kátia Abreu.
       Desenvolvido pelo Instituto CNA (ICNA), o Índice de Competitividade do Agronegócio tem como base seis pilares: infraestrutura, educação, saúde, ambiente macro, inovação e mercado de trabalho. Considera 21 variáveis econômicas e sociais que influenciam o desempenho da atividade em cada estado.
       O Índice de Competitividade consolida os dados oficiais mais recentes sobre os seis temas pesquisados, todos de 2011. O monitoramento será atualizado anualmente, sempre tendo com base as informações oficiais de um mesmo ano. Já outro indicador - o Índice de Moradia Rural (IMR) – considera números oficiais de 2012 para medir a diferença na qualidade da moradia nas regiões rurais e urbanas no Brasil. Para sua composição, foram considerados a estrutura dos domicílios, o acesso a serviços públicos e os bens essenciais aos domicílios.
         Este é o primeiro dos quatro índices de desproteção social que o ICNA ainda vai levantar, com o objetivo de oferecer um panorama detalhado sobre a qualidade de vida rural. Além da habitação, serão avaliados temas essenciais como educação, saúde e segurança.
        O IMR mostra que os estados que oferecem as melhores qualidades de moradia rural também são os que apontam as menores diferenças entre os índices das áreas rural e urbana, como São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal. Mas também há situações extremas que reforçam a necessidade de melhor direcionamento dos investimentos públicos. Um desses casos é o Amazonas. Além de apresentar o pior índice de qualidade de moradia da área rural brasileira, também é o estado que possui a maior discrepância entre a qualidade das moradias rurais e urbanas. Identificadas as carências, será possível produzir estimativas de investimento para igualar a qualidade de moradia rural com a das cidades. Clique Aqui para acessar a publicação com o estudo completo.


FONTE: Grupo Cultivar

MÁQUINAS AGRÍCOLAS DEVERÃO SER EMPLACADAS À PARTIR DE JANEIRO

O Congresso Nacional manteve o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto do deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS) que acabava com o emplacamento, o licenciamento e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos como tratores, colheitadeiras e tobatas. A votação foi realizada na noite da terça e o resultado divulgado no dia 26 de novembro de 2014.
– É um absurdo sustentar a cobrança para ferramentas de trabalho no campo como se fossem carros de passeio. São enxadas com motor. É mais uma forma de meter a mão fundo no bolso do produtor, mais uma insensível com aqueles que produzem alimentos e sustentam a economia do país – lamentou o deputado Alceu Moreira.
Mas a questão pode, ainda, ser revertida. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) afirmou ao Canal Rural que a Frente vai seguir trabalhando para evitar o emplacamento.
            – Ainda tem alternativas, eu coloquei na Medida Provisória 656 emendas que desobrigam o agricultor a emplacar suas máquinas – informou Heinze.
O senador Blairo Maggi (PR-MT), também disse que está buscando alternativas para evitar que os produtores tenham que fazer o emplacamento em janeiro.
– Estamos falando com o Contram para que prorrogue a entrada em vigor dessa medida, de modo a termos tempo de votar um decreto legislativo que impeça essa situação – disse Maggi.
Os parlamentares calculam que o emplacamento representará um custo de 3% do valor das máquinas para os produtores.


FONTE: Canal Rural

IFMG OFERTA 20 VAGAS PARA MESTRADO EM SUSTENTABILIDADE E TECNOLOGIA AMBIENTAL

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Minas Gerais (IFMG) está com inscrições abertas para o primeiro curso de Mestrado Profissional ofertado pela instituição. Mantendo a sua tradição em Ciências Agrárias, Ciências Naturais e Meio Ambiente, alavancada principalmente pelos cursos dos Campi de Bambuí, Ouro Preto e São João Evangelista, o curso vem para atender os profissionais que desejam especializar-se na área de meio ambiente e desenvolvimento sustentável. O estudante receberá o título de Mestre em Sustentabilidade e Tecnologia Ambiental.
Com caráter multidisciplinar, o curso foi recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e conceituado como Nível 3. Um dos objetivos desse Programa de Pós-Graduação é qualificar recursos humanos para o exercício da prática profissional utilizando procedimentos ambientalmente corretos. Além disso, o curso dará a contribuição para que se efetivem práticas e políticas voltadas para o desenvolvimento sustentável, à nível regional e nacional.
            O Mestrado Profissional em Sustentabilidade e Tecnologia Ambiental é inteiramente gratuito e as aulas serão realizadas no IFMG - Campus Bambuí, localizado à Fazenda Varginha, km 5 da Rodovia Bambuí/Medeiros. Serão ofertadas 20 vagas para ingresso no 1º semestre de 2015. O curso será presencial e as aulas serão realizadas às sextas-feiras e sábados, quinzenalmente, podendo ser ofertadas disciplinas de forma condensada.

            A área de concentração do Mestrado é em Gestão e Tecnologia Ambiental e três linhas de pesquisa estão disponíveis: Ecologia Aplicada, Tecnologias Ambientais e Planejamento e Gestão Ambiental. O período de inscrição para o processo seletivo será de 17 de novembro a 12 de dezembro de 2014. Para mais informações acesse www.ifmg.edu.br.

FONTE: Brasil Agrícola, com informações do IFMG-Campus Bambuí

KÁTIA ABREU SERÁ A NOVA MINISTRA DA AGRICULTURA

A presidente Dilma Rousseff convidou a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu (PMDB-TO), para assumir o comando do Ministério da Agricultura. A nomeação já era aguardada há algumas semanas, como parte das negociações para assegurar o espaço do PMDB no novo governo. Eleita pelo antigo PFL, ela já esteve na linha de frente da oposição ao governo petista, em especial durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda assim, a hoje peemedebista sempre manteve boa relação com a presidente Dilma.
Kátia Abreu deve ser um dos primeiros anúncios da nova equipe de governo, junto com o senador Armando Monteiro, candidato derrotado ao governo de Pernambuco e indicado para comandar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
A expectativa maior, entretanto, é pela confirmação dos novos titulares da equipe econômica. O governo pretendia fazer o anúncio nesta sexta-feira, mas acabou adiando a divulgação. O ex-secretário do Tesouro Joaquim Levy deve assumir o comando do Ministério da Fazenda e o ex-secretário-executivo da Fazenda Nelson Barbosa é aguardado no Planejamento.


FONTE: IG-Último Segundo

PESQUISADORES USAM TECNOLOGIA DE LUZ SÍNCROTRON NO ESTUDO DE ALTERNATIVAS PARA A PRODUÇÃO DE FERTILIZANTES NO BRASIL

Pesquisadores do Departamento de Solos da UFV são os pioneiros das geociências no Brasil no uso da tecnologia de luz síncrotron em pesquisas que podem levar à produção de novos fertilizantes, à melhor compreensão da dinâmica e ao destino de nutrientes e elementos tóxicos no ambiente e ao estudo de processos biogeoquímicos que ocorrem em áreas remotas como a Antártica. As pesquisas estão sendo realizadas no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP), e já estão trazendo resultados para a produção de fertilizantes a partir de fontes alternativas de minerais.
      O GeFert, como é chamado o Grupo de Estudos em Fertilizantes da UFV, também tem  conseguido sucesso na busca por alternativas viáveis para produção de Fósforo (P) e Potássio (K) que, juntamente com o Nitrogênio (N), formam o NPK, principal composto químico das fórmulas dos fertilizantes minerais usados para obtenção de produtividades economicamente satisfatórias. A importância da pesquisa se justifica pela extrema dependência que o Brasil tem de importação de fertilizantes minerais.
O mundo sabe que a agricultura movimenta a economia brasileira e que os grandes cultivos do Cerrado geram as tão desejáveis commodities do agronegócio para produção de alimentos, exportação e crescimento econômico. Mas não seria assim se não fossem os fertilizantes. Os solos do Cerrado são pobres e dependentes desses fertilizantes para produzir alimentos, fibras e biocombustíveis. O problema é que, se o Brasil é grande exportador do agronegócio, ele é também um grande importador de fertilizantes. E não é só o Brasil. A maioria dos países produtores agrícolas depende de fontes externas de Nitrogênio, Potássio, Fósforo e Enxofre.
O Brasil compra 90% do Potássio e 55% do Fósforo que utiliza nos fertilizantes agrícolas e essa demanda tende a aumentar 3% ao ano apenas para manter a produção agrícola atual. Estima-se que o consumo brasileiro deverá ultrapassar 200 milhões de toneladas em 2015.  É por isso que, há muito tempo, os principais gigantes agrícolas discutem como reduzir a dependência dos países produtores de fertilizantes, que controlam os preços dos produtos como querem e podem se tornar uma ameaça à segurança alimentar no caso de conflito internacional ou boicote à comercialização destes minerais.

Fontes alternativas de fertilizantes

Nos países onde estão as principais jazidas, o Fósforo e o Potássio são facilmente retirados das minas onde foram sedimentados em rochas durante a evolução do planeta. Mas há outros minerais que contêm estes elementos químicos e é neles que o GeFert procura alternativas para aumentar a produção e reduzir a dependência dos produtos importados. “Nunca vamos ter as mesmas fontes abundantes destes países, mas temos alternativas possíveis no Brasil. Contudo, não basta apenas descobrir as fontes. É preciso descobrir meios eficientes de retirar os elementos dos minerais sem custos que inviabilizariam a produção”, diz o professor Leonardus Vergütz, membro do GeFert.
O professor Edson Mattielo, também integrante do grupo, explica que algumas fontes destes nutrientes são até abundantes no Brasil, mas apresentam baixas solubilidade e eficiência agronômica e, por isso, já foram descartadas. Este era o caso do verdete, uma rocha rica em Potássio, comum na região central de Minas Gerais. O problema é que, comparado às jazidas tradicionais, no verdete, o Potássio é encontrado em baixas concentrações e está muito preso a estruturas químicas difíceis de serem liberadas, o que encarece a extração. Para isso, os pesquisadores estudam tratamentos térmicos com a adição de diferentes fundentes e de microrganismos capazes de solubilizar o mineral e de produzir adubos potássicos.
Estas pesquisas envolvem parcerias com os departamentos de Microbiologia e Fitopatologia da UFV. Os resultados obtidos pelo GeFert são promissores e poderão gerar novas patentes para o Brasil e reduzir a dependência internacional. “As pesquisas serão fundamentais para o desenvolvimento de novas tecnologias de produção de fertilizantes, com fontes alternativas e viabilidade econômica e ambiental”, comenta o professor Edson Mattiello.

Luz síncrotron

Além dos problemas de produção, as tecnologias para uso de fertilizantes não evoluíram muito nos últimos 30 anos. Por isso, a equipe do GeFert também se dedica a compreender como são as estruturas moleculares dos principais elementos nesses fertilizantes. De uma mesma rocha podem sair, por exemplo, proporções diferentes de cloretos, silicatos e outros compostos químicos que a indústria classifica genericamente apenas como Potássio. (Clique na Figura abaixo e veja o Infográfico sobre a Luz Síncrotron e como funciona o LNLS)


Com as tecnologias disponíveis, a identificação precisa de cada composto ainda não era possível. Foi então que os pesquisadores de Viçosa buscaram o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. Esta tecnologia permite conhecer, com precisão, a espécie química de cada elemento presente na rocha e o ambiente químico no qual está inserido.
Todo o acompanhamento das transformações ocorridas durante os diferentes tratamentos aplicados ao verdete, por exemplo, só foi possível pelo uso das técnicas espectroscópicas avançadas disponíveis no LNLS. Numa mesma amostra do fertilizante potássico obtido, eles identificaram a formação de diferentes proporções de silicato e cloreto de potássio. Os cloretos são os sais de potássio mais utilizados nos fertilizantes. Porém, os silicatos são materiais nobres e mais caros, que podem ter aplicações na indústria farmacêutica e cerâmica.
O desenvolvimento de um processo de separação dessas duas formas poderia viabilizar economicamente a extração de potássio do verdete, mesmo que em baixas concentrações. A equipe está procurando entender mecanismos e interações que acontecem em escalas ínfimas, mas os dados obtidos podem gerar resultados surpreendentes para o agronegócio no país. “Embora, esse tipo de trabalho possa parecer uma ciência muito básica, sem aplicação prática, é somente através do conhecimento gerado por essas pesquisas que novas tecnologias podem ser propostas e testadas”, explica o professor Leonardus.
Além do Grupo de Fertilidade do Solo, outros professores do Departamento de Solos da UFV também têm desenvolvido estudos no LNLS relacionados ao sequestro de carbono na matéria orgânica do solo, disponibilidade e destino de elementos tóxicos e de metais terras raras no ambiente e caracterização e processos de formação de solos antárticos. Dentre eles estão também participam das pesquisas os professores Leônidas Carrijo de Azevedo Melo, Ivo Ribeiro da Silva, Roberto Ferreira de Novais, Nairam Félix de Barros, Liovando Marciano da Costa, Jaime Wilson Vargas de Mello, Reinaldo Cantarutti, Maurício Paulo Ferreira Fontes e Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer.


FONTE: Léa Medeiros – Universidade Federal de Viçosa

IMIGRANTES OCUPAM VAGAS DE TRABALHO NO CAMPO

O último relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados mostra que o Brasil teve o pior mês de outubro desde 1999. Entre os setores que mais eliminaram vagas estão, em primeiro a construção civil, que demitiu 33,600 mil trabalhadores; em seguida a agricultura, que dispensou 19,600 mil pessoas. No campo, o fluxo de trabalho é sazonal, mas mesmo assim a situação preocupa.
– Temos uma empresa aqui na região, que deve demitir em torno de mil pessoas no período de entressafra, e em março voltar a contratar, ocupar estas vagas de novo. Este ano está um pouco mais apertado, os preços caíram bastante, isso também dificulta a manutenção dos postos de trabalho – diz agrônomo Valter Caetano.
O cenário de desaceleração da Economia, que vem atingindo o mercado de trabalho formal, coincide com o aumento do número de imigrantes que chegam ao Brasil. Nos últimos três anos, o fluxo de imigração cresceu em 50%, para diversas origens. No ano passado, pela primeira vez os haitianos superaram os portugueses e são hoje os que mais conseguem emprego no mercado brasileiro.
O Observatório das Migrações Internacionais terminou um estudo sobre a inserção dos imigrantes no mercado de trabalho brasileiro e constatou que os empregos formais cresceram dentro das indústrias do agronegócio.
– Uma parcela significativa está trabalhando em frigoríficos, abatedouros de carne, abatedouros de frango, empresas de conservas também têm muitos imigrantes. Nestas empresas de conservas, que são trabalhos que os locais não estão realizando, estão deixando para os imigrantes – explica o professor da Universidade de Brasília e coordenador científico do Observatório, Leonardo Cavalcanti.
Numa fazenda de hortaliças orgânicas dos 90 empregos diretos, atualmente, três vagas são ocupadas por estrangeiros. Eles vieram de Bangladesh, no final do ano passado, e ainda enfrentam com bom humor as dificuldades de comunicação. Falam inglês e a língua nativa Bengalês. Nurul Amim recebe alimentação, hospedagem e tem uma renda líquida superior a R$ 1300 por mês.
– Muito trabalho, mais dinheiro; pouco trabalho, pouco dinheiro – compreende o imigrante Amim.
Golam Mawla trabalhou como camareiro em um hotel em Brasília (DF) e depois aprendeu a trabalhar com a produção de rúcula. Está na fazenda desde o início do ano e gostou de receber por produtividade.
– Antes chegou R$ 1500, este mês R$ 1600 – comemora Mawla.
O responsável pelo RH da fazenda Malunga, Marcio Ono, explica que a empresa já teve paquistaneses, ganeses e os bangladeshis.
– Por eles, passariam dia e noite trabalhando, sábado e domingo, não querem descansar! A gente que tem que pausar eles. A gente tem um limite, que obedecemos aqui, mas por eles fariam tantas horas extras quanto tiver. Então, eles acabam ganhando mais do que os brasileiros neste sentido.
Junior Ribeiro foi consultor do Sebrae e abriu uma empresa que seleciona trabalhadores para atender ao agronegócio. Ele destaca porquê os empresários rurais estão abrindo as portas para os estrangeiros.
– Essa questão do seguro desemprego, família, e não é questão de treinamento não, não é falta de treinamento. Os empregadores todos, eles treinam, mas a questão é que não querem vir trabalhar no campo mesmo – diz Ribeiro.
Para ajudar no recrutamento da mão de obra, ele também contratou imigrantes:
– Eu contratei um para me ajudar no recrutamento por causa da língua e para trabalhar comigo, seis pessoas de Gana. São pessoas que fluem o trabalho – destaca o consultor.


FONTE: Marcelo Lara – Canal Rural

SETOR DE SOJA PEDE MAIS FISCALIZAÇÃO PARA SEMENTES

O ministério reconheceu problemas na fiscalização da qualidade de sementes de soja no país, de acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Ricardo Tomczyk. A entidade pediu ao ministério, no dia 14 de novembro, que seja feita uma inspeção emergencial e, agora, espera uma reunião com o governo para debater o assunto.
– Nós informamos, por meios de ofício, os problemas que nós identificamos no campo em Mato Grosso, da deficiência na qualidade das sementes que foram comercializadas no Estado em 2014. O Mapa respondeu falando que houve uma fiscalização nos meses de agosto e setembro, porém uma fiscalização, até de certo ponto, superficial, em virtude da falta de estrutura do próprio ministério. Faltam fiscais para dar conta da demanda que existe em todos os insumos. O Mapa sinalizou que está disposto a marcar uma reunião para que a gente possa discutir mais a fundo o problema e que se possa, em conjunto, determinar as medidas que para 2015, que poderão contribuir para efetivamente um maior rigor na qualidade desses insumos – diz Tomczyk.
Um levantamento feito pela Aprosoja apontou que 26% das sementes coletadas durante o circuito tecnológico no ano passado apresentaram problemas de qualidade. O potencial de germinação ficou abaixo do tolerado, que é 85%. De acordo com o coordenador de sementes e multas do Mapa, André Peralta, são feitas cerca de 18 mil fiscalizações por ano, que envolvem, não só produtores de sementes comuns, mas também transgênicas, além de laboratórios e armazéns.
– Basicamente as análises de qualidade são feitas em laboratórios de análises de sementes e envolvem pureza, germinação ou viabilidade, plantas daninhas e mistura de cultivares. Não tem como ser rotina fiscalizar e quantificar, muito menos a manifestação de eventos transgênicos na semente.
Grande parte das sementes com problemas em Mato Grosso vem, além do próprio Estado, de Goiás e da Bahia. De acordo com o presidente da Aprosoja/Goiás, Bartolomeu Braz, que também é produtor de sementes, as chuvas são um dos fatores que agravam a situação.
            – Quando se colhe uma semente com uma umidade muito alta, acima de 15°C, 19°C até 20°C, ela tem um processo de secagem mais lenta e isso danifica, muitas vezes, tira um pouco do vigor da semente e acontece, muitas das vezes, a perda dessa semente até chegar a próxima safra – diz.


FONTE: Canal Rural

CURSO TÉCNICO EM AGRONEGÓCIO DO SENAR ATRAI CANDIDATOS DE TODO O PAÍS

Candidatos de diferentes regiões do País já se inscreveram para o primeiro Curso Técnico em Agronegócio oferecido pela Rede e-Tec Brasil no SENAR. O curso marca a estreia do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) na educação formal a distância. Durante seus 23 anos de atuação no País, a entidade já levou qualificação profissional a mais de 62 milhões de brasileiros que vivem no campo. Agora, integrando a Rede e-Tec Brasil, do Governo Federal, a instituição oferece também a formação técnica de nível médio a distância, com certificado reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).
O chefe do Departamento de Inovação e Conhecimento do SENAR, Luís Tadeu Santos, explica que nove Estados aderiram nesta fase de lançamento, com 18 polos, mas que a ideia é formar uma grande rede nacional, aumentando a capacidade de atendimento devido à capilaridade do SENAR. “Alguns Estados estão se preparando para a segunda fase e outros já manifestaram interesse de abrir polos presenciais da Rede eTec Brasil no SENAR.”
As inscrições para o Curso Técnico em Agronegócio vão até 10 de dezembro no portal http://etec.senar.org.br/. Os candidatos serão selecionados por meio de provas feitas individualmente nos polos de apoio presencial da Rede e-Tec Brasil no SENAR.  No período entre 1º e 15 de dezembro, os inscritos podem escolher o dia e horário mais convenientes para fazer suas provas no polo de apoio presencial que atende à sua região. As provas são compostas por questões de Português, Matemática, Conhecimentos Gerais e redação.

Seleção

Cada polo de apoio presencial seleciona o número de alunos de acordo com sua capacidade. Ao todo, estão sendo oferecidas 1.250 vagas distribuídas nos 18 polos já estruturados no Amazonas e em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Sergipe. Neles, o aluno encontra  infraestrutura física, pedagógica e tecnológica completas, com professores especializados, salas de aula e videoconferência, laboratórios de informática, bibliotecas, além de requisitos de acessibilidade.
O Curso Técnico em Agronegócio da Rede e-Tec Brasil no SENAR, tem carga de  1.230 horas/aula. A maior dela é a distância e pode ser cumprida em casa, na fazenda, ou onde o aluno achar mais conveniente. A outra parte deve ser feita nos polos de apoio presencial nos dias e horários previstos no calendário acadêmico. A tutoria presencial e a distância e todo o material didático são garantidos gratuitamente pelo SENAR. Já no 2º semestre, com o apoio das Administrações Regionais do SENAR, novos polos serão abertos nos Estados onde ainda não estão estruturados.
A coordenadora do programa no SENAR, Marina Vianna, destaca que o curso técnico de nível médio em Agronegócio a distância mantém o mesmo padrão de excelência que a instituição sempre assegurou aos cursos de qualificação profissional e programas de promoção social. Segundo ela, os conteúdos são diferenciados, especialmente voltados para a realidade de quem trabalha e vive no campo, assim como as estratégias didáticas são baseadas nisso. Para facilitar o acesso de quem não conta com Internet ou computador em casa, além do conteúdo on-line o aluno vai receber um kit com o material didático do curso impresso e videoaulas gravadas em DVD. Nos polos de apoio presencial, o aluno terá disponível em horários pré-agendados acesso a conteúdos informatizados, atividades teóricas e práticas, plantões de dúvidas e avaliações presenciais obrigatórias.


FONTE: Assessoria de Comunicação do SENAR

ALTOS PREÇOS DOS FERTILIZANTES ATIVA DISCUSSÃO SOBRE INDÚSTRIA NACIONAL

Diante da alta nos custos de fertilizantes e das incertezas do mercado dos grãos, produtores temem não fechar a conta no balanço final. Por este motivo, o setor volta a pedir mais investimentos para novas fábricas de adubo no Brasil.
O produtor rural Genésio Muller acompanha o desenvolvimento da lavoura de milho que responde bem à aplicação dos fertilizantes. O problema está na conta que aumentou entre 25% e 30%, em seis meses. O produtor comprou parte do adubo em maio e o restante no início de novembro.
– Em maio, eu comprei uma parte do adubo, o super simples paguei R$ 700. Esta semana, comprei a R$ 860 por tonelada. O MAP, paguei R$ 1.400 a tonelada em maio, esta semana complementei o que precisava a R$ 1.660. A ureia R$ 1.100, agora R$ 1.380, isso é um absurdo – reclama o produtor.
O presidente do Sindicato Rural de Cristalina, em Goiás, faz os cálculos da atual relação de preços entre commodities e fertilizantes.
– Quando nos tínhamos a soja balizada a US$ 13, US$ 14 por bushel, o preço dos fertilizantes não era tão representativo. Agora, com a soja entre US$ 9 e US$ 10 por bushel, o preço dos fertilizantes pode ser significativo na composição dos custos. O resultado para o produtor é baixo rendimento, ou até preço que não remunere os custos – explica Alécio Maróstica, presidente do Sindicato.
Nas últimas três safras, o preço dos grãos foi favorável e subiu mais do que o custo dos fertilizantes. Mas agora a situação se inverteu e os produtores estão se preparando para fechar as contas aplicando os insumos na dose certa e escalonando as compras do adubo. Com este cenário, volta para o centro do debate a dependência do Brasil, que importa cerca de 78% dos fertilizantes que consome.
O diretor da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (Ama Brasil) espera que os investimentos em novas fábricas, dos principais fertilizantes, entrem em atividade no país, mas faz um alerta: reduzir a dependência das importações não significa redução nos preços.
– Vai demorar 10 anos para você instalar uma indústria nacional. O produtor não vai deixar de ser abastecido, pelo preço do mercado internacional. Mesmo que você venha a produzir no Brasil, a indústria nacional vai fornecer ao produtor ao preço do mercado internacional. Essa não é uma grande preocupação para o produtor, que precisa do produto a tempo e na hora, a um preço competitivo no mercado internacional – sinaliza Carlos Florence, diretor da Ama Brasil.


FONTE: Canal Rural

GEOCICLO PLANEJA EXPANSÃO E QUER CHEGAR AO MERCADO DOS ESTADOS UNIDOS

Depois de consolidar sua primeira unidade de produção, em Uberlândia (MG), a Geociclo, fabricante de fertilizante organomineral criada pelo empresário Olavo Monteiro de Carvalho, prepara-se para expandir sua área de atuação. Há cerca de quatro meses, o também fundador e ex-presidente Ernani K. Judice deixou o comando executivo da empresa e se tornou presidente do conselho. De lá, vai buscar oportunidades de expansão nos Estados Unidos.
De acordo com Judice, a aposta da Geociclo no mercado americano vai além da brasileira, focada na agricultura. Naquele país, há boas perspectivas também no amplo segmento de jardinagem, inclusive residencial. "Nossa estratégia é levar os clientes para conhecer a fábrica. Ninguém imagina que exista uma fábrica de fertilizante organomineral do tamanho da nossa".
A Geociclo, que se autodenomina uma "empresa nacional de biotecnologia", mantém especial atenção em pesquisa e desenvolvimento, área que marcou a sua criação e que garantiu a maior parte dos recursos para sua expansão, por meio de linhas de apoio à inovação da Finep e do BNDES. Nos últimos meses, porém, o foco esteve mais concentrado na ampliação da equipe comercial.
A Geociclo abriu novas representações para atender os mercados baiano, paulista e goiano. Em Minas Gerais, onde a empresa tem concentrado sua atuação, a equipe também foi reforçada.
"O setor de fertilizantes tem uma logística muito complicada. Mas queremos expandir nossa atuação para outras culturas, além da cana", diz Judice. Ele lembra que, hoje, as usinas sucroalcooleiras são as principais fornecedoras de insumo para a Geociclo e as maiores consumidoras do produto fabricado pela empresa, que mistura matéria orgânica com um composto de NPK (nitrogênio, fosfato e potássio), conforme especificações determinadas pela qualidade do solo, pelo clima da região e pela cultura, entre outros fatores.
"O resíduo da cana é interessante porque é gerado em grande quantidade e com qualidade homogênea, mas a tecnologia permite usar outros insumos. A escolha depende da logística", diz Judice, que lembra que a tecnologia que encapsula o NPK no composto orgânico permite a liberação gradativa no solo e seu melhor aproveitamento. "A produtividade aumenta em mais de 20%", completa.
A Geociclo acaba de concluir a expansão de sua primeira planta e planeja atingir a capacidade total de produção de 140 mil toneladas ao ano no fim do primeiro semestre de 2015. Antes da ampliação, essa capacidade era de 40 mil toneladas anuais. "A unidade está em fase de 'ramp up' [aumento gradativo de produção]. Em 2015, ainda não estaremos produzindo as 140 mil toneladas, mas já no segundo semestre começaremos a fabricar o equivalente mensal da capacidade instalada total", afirma Judice.
Monteiro de Carvalho confirma os planos para outras unidades, mas avalia que ficarão para 2016, depois que a expansão - que consumiu R$ 35 milhões em investimentos - estiver consolidada. "Faz todo o sentido ter unidades em outros Estados. Em 2015, vamos começar a projetar a segunda unidade", diz o empresário, que teve a ideia do produto que deu origem a Geociclo como forma de aproveitar o lodo rejeitado no processo de produção de uma empresa de tratamento de água que criou e depois vendeu para a Odebrecht. "Fomos a primeira empresa a fabricar um fertilizante organomineral em larga escala", diz Monteiro de Carvalho.



FONTE: Valor Econômico

PORTARIA AUTORIZA FUNCIONAMENTO DE INDÚSTRIA PARA EXPLORAÇÃO DE FOSFATO EM MINAS GERAIS

A Galvani Indústria e Comércio recebeu, no dia 13 de novembro de 2014, a concessão de lavra de mais uma área para fosfato em Minas Gerais. A portaria, publicada no Diário Oficial da União (DOU), vai permitir que a mineradora produza 2,5 milhões de toneladas de minério bruto (ROM), durante 16 anos, relativo a reserva lavrável de 41 milhões de toneladas.
A empresa, controlada desde agosto pela transnacional Yara, recebeu outorga para explorar uma área de 982 hectares, nos municípios mineiros de Cruzeiro da Fortaleza, Patrocínio e Serra do Salitre segundo portaria 603 assinada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O Projeto Greenfield, da Galvani em Serra do Salitre prevê a produção anual de 1,2 milhão de toneladas de rocha fosfática, matéria-prima para intermediários de fertilizantes.
A Galvani Indústria e Comércio tem 14 direitos minerários junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Onze deles são para fosfato nos estados do Piauí, Bahia e Minas Gerais. Com esta nova portaria de lavra, que foi protocolizada em maio de 2010, o número de concessões passa a ser cinco.
A portaria diz que a outorga de concessão de lavra fica condicionada à reserva lavrável de 41,225 milhões de toneladas de minério bruto (ROM) que constam do Relatório Final de Pesquisa, e ao cumprimento da produção anual prevista de 2.523.675 toneladas, por uma vida útil de 16 anos, de acordo com o Plano de Aproveitamento Econômico (PAE), aprovado pelo DNPM.
De acordo com o termo de compromisso, a ser assinado pela mineradora, “qualquer alteração de especificações e metas do Plano de Aproveitamento Econômico da Jazida ficarão submetidos à avaliação e à aprovação do DNPM, para, posteriormente, serem objeto de nova Portaria Ministerial autorizando sua efetiva implementação.” Uma participação de 60% da Galvani foi adquirida em agosto pela Yara Agrofértil, subsidiária da Yara Internacional, por US$ 318 milhões.
As receitas totais da Galvani, em 2013, foram de US$ 352 milhões, com um Ebitda de US$ 48 milhões. A companhia possui capacidade de produção de SSP, um tipo de fertilizante fosfatado, de cerca de 1 milhão de toneladas em instalações industriais em Paulínia (SP) e Luís Eduardo Magalhães (BA). As duas unidades utilizam rocha fosfática originária das minas de Lagamar (MG), Angico dos Dias (BA) e Irecê (BA).


FONTE: Notícias de Mineração

O QUE O AGRONEGÓCIO PEDE AO GOVERNO

As reivindicações do agronegócio à presidente reeleita Dilma Rousseff estão apoiadas em dois pilares. Em primeiro lugar, é preciso uma política macroeconômica consistente, com juros e câmbio calibrados com as necessidades de crescimento da produção. Em segundo, promover reformas microeconômicas, sobretudo na área de logística. “As perdas de grãos com transporte, em função da má qualidade das estradas e ferrovias, é imensa”, diz Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). Estudos indicam que são perdidos de 10% a 15% de tudo o que é colhido no País.
Mais uma vez – e isso se tornou recorrente -, o agronegócio amenizou os maus resultados do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Enquanto o produto total recuou 0,6% no segundo trimestre deste ano, o setor registrou alta de 0,2%. O agribusiness responde por 25% do PIB. As exportações do segmento alcançaram a cifra de US$ 99,87 bilhões em 2013, um aumento de 4,3% em relação aos US$ 95,81 bilhões do ano anterior. O saldo do comércio exterior do setor foi de US$ 82,91 bilhões, enquanto a balança comercial brasileira teve um superávit de apenas US$ 2,56 bilhões no ano passado.
As demandas do agronegócio também se devem ao fato de o mercado estar sujeito às oscilações internacionais de preços.  “Os níveis estão menores neste ano, porque as commodities desaceleraram por causa do crescimento menor da China e da expectativa de boa safra nos Estados Unidos.”


FONTE: Márcia Pinheiro - Revista Brasileiros

INSTITUTO AGRONÔMICO ESTUDA FEIJÃO RESISTENTE AO ESTRESSE HIDRÍCO

Pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, realizaram um estudo sobre o estresse hídrico no feijoeiro. Eles buscam desenvolver plantas mais resistentes ao déficit hídrico, capazes de se desenvolverem com volume de água até 30% menor que o usual. A expectativa é que os novos materiais estejam no mercado em cinco anos. De acordo com o pesquisador e diretor do Centro de Grãos e Fibras IAC, Alisson Fernando Chiorato, os quatro últimos lançamentos de cultivares de feijão do Instituto já estão sendo utilizados em regiões onde há menor disponibilidade hídrica, a exemplo da cultivar IAC Imperador, que apresenta ciclo precoce ao redor de 75 dias e tem apresentado boa tolerância ao déficit hídrico ocorrido nos anos de 2013 e 2014 nas lavouras paulistas e mineiras.
Segundo Chiorato, 74 linhagens potencialmente resistentes ao estresse hídrico estão sendo avaliadas no IAC, em Campinas. Para fazer os cruzamentos, o Instituto utilizou materiais de seu próprio banco de germoplasma e também importou outras 250 linhagens do Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), localizado em Cali, na Colômbia.
– Essa importação foi importante porque o CIAT vem trabalhando há anos no desenvolvimento de cultivares tolerantes ao déficit hídrico, visando à transferência  dessas cultivares aos países africanos – explica o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
A ideia é que os pesquisadores do IAC repassem essas características de tolerância ao estresse hídrico para as suas cultivares. Segundo Chiorato, não é possível usar no Brasil os materiais colombianos, pois eles não possuem a qualidade de grão exigida pelo mercado brasileiro.
– Dessa forma, necessitamos realizar o melhoramento genético, adequando cultivares que apresentam qualidade de grão e tolerância ao déficit hídrico – afirma.
Trabalhos já realizados comprovam que algumas cultivares desenvolvidas pelo IAC mostraram-se mais tolerantes à seca do que alguns genótipos repassados pelo programa do CIAT. O mercado brasileiro aprecia grãos grandes, casca fina e clara, além de caldo espesso.
Os pesquisadores do IAC esperam que ao usar plantas tolerantes ao estresse hídrico, o produtor rural economize até 30% de água em todo o processo de produção. Para diminuir a necessidade de água na planta, os pesquisadores do IAC buscam materiais precoces e com boa qualidade de raiz. De acordo com Chiorato, a precocidade é importante, porque estudos do CIAT indicam que a cada dia em que o feijoeiro fica a mais no campo sofrendo com a falta d’água, ocorrem perdas ao redor de 74 kg por hectare, por dia.
– Quanto maior o ciclo da planta, mais ela vai sofrer com a falta de água e maior será a perda – afirma.
A qualidade de raiz é outro fator importante, pois amplia a absorção de água nas camadas mais profundas do solo e possibilita que a planta absorva mais nutrientes do solo para repassar ao grão. A proposta é usar os materiais resistentes ao déficit hídrico em regiões em que o veranico tem sido superior a 30 dias sem chuvas. Esta característica tem ocorrido com maior intensidade nas regiões do Sudeste, Nordeste e do Centro-Oeste brasileiro.
– Não estamos desenvolvendo uma planta que não precisa de água, mas sim uma cultivar mais rústica, que crie mecanismos para produzir com menor quantidade de água. Estamos minimizando a sensibilidade das plantas em período de veranicos, em que é comum ficar de 15 a 40 dias sem chuva – afirma o pesquisador do IAC.
As quatro últimas cultivares de feijoeiro desenvolvidas pelo Instituto Agronômico já são usadas pelos agricultores brasileiros para tentar diminuir os efeitos dos períodos de pouca chuva.
– Os feijões IAC Alvorada, IAC Formoso, IAC Imperador e IAC Milênio já são considerados tolerantes ao estresse hídrico, mas ainda estamos realizando testes para determinar qual é a redução no consumo de água – diz Chiorato.
O Instituto Agronômico iniciou em 2009 os estudos para desenvolver cultivares de feijão com o perfil de resistência ao estresse hídrico. Em fevereiro de 2013, o Instituto concluiu a construção de um laboratório específico para realizar essas análises, em Campinas. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 700 mil na compra de equipamentos, nacionais e importados. Os recursos foram concedidos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O IAC montou também uma estufa coberta, com total controle de irrigação.


FONTE: Instituto Agronômico de Campinas

GRANDES PRODUTORAS INVESTEM EM PESQUISA COM MICRORGANISMOS

Produtores de sementes e defensivos como Basf, DuPont, Bayer e Monsanto estão fazendo investimentos pesados no desenvolvimento de novos produtos que incorporam microrganismos como bactérias e fungos. Segundo os executivos dessas empresas, os novos produtos podem ajudar as plantas de milho, soja e outras culturas a afastar pragas e crescer mais rapidamente.
Brian Vande Berg, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Bayer CropScience, faz parte de um grupo crescente de pesquisadores que está explorando lugares remotos dos Estados Unidos em busca de microrganismos. As empresas pretendem revestir as sementes com esses organismos e, em outros casos, pulverizá-los em plantas em desenvolvimento.
Empresas agrícolas estão buscando se diversificar para além de defensivos químicos sintéticos, em meio à vigilância cada vez mais intensa de órgãos reguladores e de consumidores. Produtos à base de microrganismos podem fazer muitas coisas que a química sintética faz, disse Paul Schickler, presidente da Pioneer, unidade de sementes da DuPont.
Fabricantes de defensivos estão entrando no segmento através de uma série de negócios. Em 2012, a Basf pagou US$ 1 bilhão pela Becker Underwood, uma empresa de Iowa especializada em biodefensivos. A Bayer pagou cerca de US$500 milhões naquele ano para uma empresa semelhante chamada AgraQuest.
A DuPont disse em agosto que está construindo dois novos centros de pesquisa nos Estados Unidos que ajudarão a desenvolver esses produtos. Já a Monsanto disse que pretende triplicar suas pesquisas no segmento em 2015. No ano passado, a Monsanto fechou uma parceria com a dinamarquesa Novozymes, pagando US$ 300 milhões à companhia para poder usar sua tecnologia e vender microrganismos desenvolvidos em conjunto.
Microrganismos vêm sendo usados há décadas na agricultura, mas em pequena escala, principalmente como revestimento de soja e outras leguminosas para absorver melhor os nutrientes e combater fungos. Agora, as empresas dizem que os avanços tecnológicos permitem o desenvolvimento de microrganismos com funções muito mais amplas, como a proteger as lavouras contra mais doenças e pragas ou mitigar os efeitos da seca.
– Os diagnósticos de DNA atuais oferecem um nível de compreensão que você não tinha há cinco ou 10 anos – disse Robert Fraley, diretor de tecnologia da Monsanto.
A Monsanto e outras empresas do setor vendem há quase 20 anos sementes geneticamente modificadas, que produzem proteínas que matam insetos ou suportam os defensivos que as empresas também vendem. A nova abordagem é diferente, e consiste em estimular organismos microscópicos, como bactérias e fungos, a viver na superfície das plantas, ajudando-as a absorver nutrientes e fornecendo defesas contra insetos e doenças.
Produtos à base de microrganismos ainda enfrentam o ceticismo de alguns ambientalistas. Mas, como não dependem de engenharia genética ou produtos químicos sintéticos, podem ser utilizados na produção de alimentos orgânicos e naturais. De acordo com regras do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) produtos orgânicos não podem conter organismos geneticamente modificados, ou transgênicos, mas o uso de bactérias que ocorrem naturalmente é permitido.
Defensivos biológicos, incluindo produtos à base de bactérias, têm vendas anuais de aproximadamente US$ 2 bilhões, ou 4% dos US$ 54 bilhões em vendas globais de defensivos químicos, de acordo com estimativas da indústria. Porém, esse número pode subir para US$ 5 bilhões até o final da década, de acordo com o analista Michael Cox, da Piper Jaffray.
Encontrar microrganismos benéficos, no entanto, é como procurar uma agulha em um palheiro. Na Bayer, um microrganismo promissor que mata lagartas veio de uma amostra colhida no quintal de um funcionário na Carolina do Norte. Vande Berg disse não ter certeza de que alguma das amostras de solo coletadas por ele há quatro anos, na Flórida, tenha rendido um microrganismo inovador.


FONTE: Estadão Conteúdo


ALIMENTAR O MUNDO: PRECISAMOS PRODUZIR MAIS OU DESPERDIÇAR MENOS?


Josimar Rodrigues de Oliveira
Plínio de Oliveira Fassio


Resumo: A insegurança alimentar é um problema mundial, que está muito relacionado com as políticas para o combate a fome e a conscientização social em relação ao desperdício de alimentos. O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, exercendo papel fundamental no abastecimento de alimentos para a população mundial, que é cada dia maior. Há um potencial para o aumento da produtividade das culturas no país, por meio do alcance da máxima produtividade das plantas e a possibilidade de abrir novas áreas agricultáveis. Porém, os níveis de desperdício de alimentos no Brasil são preocupantes. O desperdício acontece desde o campo, principalmente no momento da colheita das culturas e nos demais níveis da cadeia de comercialização até chegar a mesa do consumidor final. O objetivo desse trabalho foi analisar os níveis atuais de desperdício de alimentos no Brasil e as mudanças necessárias para a mitigação desse problema. A conscientização social é um passo fundamental para alimentar o mundo nos próximos anos, além da adoção de diversas ações que podem mitigar o desperdício de alimentos.

Palavras–chave: agricultura familiar, população, fome

Feeding the World: We need to produce more or less wasteful?

Abstract: Food insecurity is a global problem, which is closely related to policies to combat hunger and social awareness in relation to food waste. Brazil is one of the largest food producers in the world, playing a key role in supplying food for the world population, which is increasing steadily. There is a potential for increasing crop productivity in the country, through the attainment of maximum plant productivity and the possibility of opening new agricultural areas. However, levels of food waste in Brazil are troubling. Waste occurs from the field, especially at harvest crops and the other levels of the marketing chain to reach the table of the final consumer. The objective of this study was to analyze current levels of food waste in Brazil and the measures needed to mitigate this problem changes. Social awareness is essential to feed the world in the years ahead step, besides adopting several actions that can mitigate food waste.

Keywords: family farming, population, hunger.

Introdução

A população mundial chegou à marca de sete bilhões de pessoas em 2011. As projeções mostram que até o ano de 2050 esse número aumentará para nove bilhões (CASARIN, 2012). O tamanho recorde da população pode ser encarado como um sucesso para a humanidade, pois as pessoas estão vivendo mais e com saúde. Mas isso não é uma regra geral, nem todas as pessoas se beneficiam dessa conquista ou da melhor qualidade de vida que isto implica, pois, existem grandes disparidades entre e dentro dos países (UNFPA, 2011).
Um dos principais desafios é produzir alimentos para essa população cada dia maior. Será que essa filosofia de “produzir alimentos para alimentar o mundo” não é um discurso meramente político? Na prática, os alimentos advindos da agricultura e da pecuária servem para incrementar o Produto Interno Bruto dos países produtores e não são distribuídos igualitariamente entre as pessoas com a intenção de “alimentar o mundo”.
Nesse cenário, a agropecuária local de pequeno porte é a grande responsável pela alimentação da população brasileira. O último censo agropecuário realizado no Brasil foi no ano de 2006 e mostrou que a agricultura familiar brasileira é responsável por cerca de 70% de todo o alimento consumido pela população (IBGE, 2007). Os dados mostraram que a agricultura familiar produz cerca de 87% de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo e, na pecuária, 60% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves e 30% dos bovinos.
Além da necessidade de produzir alimentos, as taxas de desperdício mundial são bastante elevadas. O desperdício de alimentos começa na própria lavoura, no momento da colheita, onde plantas abaixo do padrão comercial são descartadas, sem qualquer programa ou ação de aproveitamento, além das perdas ocorridas durante a colheita, transporte e armazenamento. Até os alimentos chegarem à mesa do consumidor, outra grande parcela é desperdiçada. Nos restaurantes, bares, pizzarias e até mesmo nas residências, outra parcela de alimentos acaba indo para o lixo.
É preocupante o nível de desperdício de alimentos que temos atualmente no mundo e no Brasil. Sem dúvida, trata-se de um desafio para a comunidade internacional.
Com base nisso, o objetivo desse trabalho foi analisar os níveis atuais de desperdício de alimentos no Brasil e as mudanças necessárias para a mitigação desse problema.

Produção de alimentos no Brasil

Os rendimentos agrícolas no Brasil estão abaixo do real potencial produtivo das culturas (CASARIN, 2012). Fatores como nutrição mineral, clima, pragas, doenças e plantas espontâneas ainda são desafiadores para o alcance da máxima produtividade potencial das culturas plantadas no país.
Os alimentos de alta qualidade produzidos pelo país são exportados e os demais são comercializados nas Centrais de Abastecimento dos estados brasileiros. Os grandes empresários rurais não estão preocupados com o problema da fome, seja no Brasil, na África ou em qualquer outra parte do mundo. Grande parte dos cereais produzidos no país é voltada para a alimentação animal, especialmente o setor de aves e suínos. Essa carne, por sua vez, é exportada ou industrializada, o que eleva o seu valor de comercialização.

Desperdício de alimentos e consciência social

Os números referentes ao desperdício de alimentos no mundo são alarmantes. Estima-se que, pelo menos, um terço da produção de alimentos vai anualmente para o lixo. São aproximadamente 1,3 bilhão de toneladas de alimentos (FAO, 2011). O custo econômico direto do desperdício mundial de alimentos (excluindo os peixes e frutos do mar), com base nos preços pagos ao produtor, é de cerca de US$ 750 bilhões, valor equivalente ao PIB da Suíça (FAO, 2013). No Brasil, o cenário não é diferente. A cada ano, 26,3 milhões de toneladas de comida são jogados fora. Essa quantidade de alimentos seria suficiente para distribuir 131,5 kg para cada brasileiro ou 3,76 kg para cada habitante do planeta. Toda essa comida alimentaria facilmente os 13 milhões de brasileiros que ainda passam fome (AMORIM & MANSUR, 2013). De acordo com Coquito (2014), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura mostrou que o país produz cerca de 26% a mais do que necessita para alimentar toda a população.
Apesar de produzir um volume maior do que a demanda da população, o desperdício desde o campo até a mesa do consumidor é bastante elevado. A perda de alimentos no Brasil, de modo geral, é de aproximadamente 20% na colheita, 8% no transporte e armazenamento, 15% na indústria de processamento, 1% no varejo e 20%  no processamento culinário e nos hábitos alimentares, com isso, as perdas totalizam 64% em toda a cadeia (AKATU, 2013). As perdas podem ser mais ou menos elevadas em determinado nível da cadeia, conforme o tipo de alimento. Em relação às perdas de frutos e hortaliças, por exemplo, cerca de 10% das perdas acontecem no campo, 50% durante o manuseio e transporte, 30% nas centrais de abastecimento e comercialização e 10% em supermercados e consumidor final (SOARES, 2014). Além disso, o autor relata que há um grande desperdício de vegetais “in natura”, como no caso da couve-flor, em que as perdas chegam a 50%, seguido pela alface, banana, morango, pimentão e tomate, que tem índices de perda de 40 a 45%.
O Desperdício de alimentos gera inúmeros prejuízos para a população, tanto do ponto de vista técnico, quanto do ponto de vista econômico. De acordo com Oliveira (2014), se cada brasileiro deixar um grão de arroz diariamente no prato, considerando-se a estimativa atual de mais de 200 milhões de habitantes no país, o desperdício seria o equivalente a 7907 kg/dia de arroz com casca. Considerando-se que a produtividade média de arroz é de 8000 kg/ha, há um desperdício de aproximadamente um hectare de arroz por dia. Isso significa que ao final de um ano, 365 hectares de arroz foram jogados no lixo pela população brasileira. Se considerar o valor médio do custo de produção do arroz em R$ 30,00 por hectare, esse desperdício acarretará um prejuízo de aproximadamente R$ 1.460.000,00. Isso considerando apenas um grão de arroz por dia. Sabe-se que a quantidade que se perde diariamente é muito maior.
O arroz é um alimento consumido em todo o país, mas o nível de desperdício é realmente preocupante quando se pensa em cada alimento que o brasileiro normalmente consome. Levando em conta que a refeição padrão de uma família brasileira é composta por arroz, feijão, alface, tomate e um tipo de carne, pelo menos quatro tipos de alimentos de origem vegetal e um alimento de origem animal é diariamente desperdiçado, pois como foi visto, um grão ou mesmo um grama de alimento que é deixado no prato pode gerar um desperdício significativo.
Para reduzir o desperdício de alimentos algumas ações devem ser tomadas, entre elas, é necessário promover campanhas públicas de conscientização social sobre os impactos econômicos, ambientais e sociais do desperdício de alimentos; incentivar o consumo sustentável, de modo que as pessoas comprem apenas o necessário para a subsistência da sua família; realizar um planejamento para a compra semanal de alimentos que se deterioram rapidamente, como hortaliças folhosas e algumas leguminosas; buscar conhecer métodos caseiros para a conservação de alimentos; aproveitamento integral de alimentos, buscando alternativa para o uso de folhas, talos, casca e sementes, seja na alimentação humana (saladas, refogados, doces, sucos, etc) ou para alimentação animal (rações caseiras, farinhas, etc); utilizar resíduos vegetais para fazer adubos orgânicos por meio da compostagem ou processos de biofertilização;   criação de projetos e políticas públicas voltadas para a promoção de doação e combate ao desperdício de alimentos.

Conclusões

A conscientização social é um passo fundamental para alimentar o mundo nos próximos anos. A preocupação em reduzir o desperdício de alimentos no Brasil, deve ser tão importante quanto à necessidade de aumentar a produtividade das culturas ou expandir as áreas agricultáveis. É necessário implantar diversas ações em todos os níveis da cadeia de produção e comercialização para mitigar o desperdício de alimentos. 
Literatura citada

AKATU. A nutrição e o consumo consciente. Caderno Temático. São Paulo, SP, 2013. 112 p.
AMORIM, D.; MANSUR, C. Brasil joga no lixo 26,3 milhões de toneladas de alimentos por ano. 2013. In: http://goo.gl/xBXY4z (Acessado em 13 Junho de 2014).
CASARIN, V. Produção de alimentos – O desafio do século. Informações Agronômicas, n. 139, set. 2012.
COQUITO, A. Fome, Obesidade e Desperdício. In: LUTADOR, O. Cadernos de Cidadania. Ano 12, n. 236, Belo Horizonte, Abr. 2014.
IBGE. Estatísticas do Século XX: Censo Agropecuário de 1920/2006. Rio de Janeiro: IBGE, 2007.
OLIVEIRA, J.R. Desperdício de alimentos: conheça o impacto de um grão de arroz que deixamos no prato. 2014. In: http://www.brasilagricola.com (Acessado em 20 de Maio de 2014).
FAO. Food wastage footprint: Impacts on natural resourses. Rome, 2013. 63 p.
FAO. Global food losses and food waste – Extent, causes and prevention. Rome, 2011. 23 p.
SOARES, A.G. Desperdício de alimentos – um desafio político e social a ser vencido. 2014. In: http://www.ctaa.embrapa.br/upload/publicacao/art-182.pdf (Acessado em 15 de Março de 2014).

UNFPA. Relatório sobre a situação da população mundial 2011: Pessoas e possibilidades em um mundo de 7 bilhões. New York, 2011. 132 p.

** Artigo publicado no VI Simpósio Brasileiro de Agropecuária Sustentável - III Congresso Internacional de Agropecuária Sustentável, realizado na cidade de Viçosa-MG, 2014.