PRODUTORES DE MINAS GERAIS SÃO OS QUE MAIS CONTRATAM PELO PROGRAMA ABC


O Governo Federal tem fomentado o aumento da produção sustentável no campo por meio de linhas de crédito do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). Na safra atual, já foram liberados R$ 2 bilhões entre julho de 2012 e fevereiro deste ano, valor quatro vezes maior que os R$ 500 milhões obtidos no mesmo período da temporada anterior.
Nos oito meses da safra 2012/13, a região Sudeste alcançou o maior volume de empréstimos, totalizando R$ 737,1 milhões, dos quais R$ 382,6 milhões foram adquiridos por produtores de Minas Gerais e R$ 323,2 milhões pelos de São Paulo. Os dois estados, que mais obtiveram recursos pelo Programa ABC no período, também firmaram o maior número de contratos: 1,3 mil e 978, respectivamente.
Os produtores do Centro-Oeste vêm em seguida. Foram R$ 644,3 milhões em empréstimos, sendo R$ 243 milhões financiados no Mato Grosso do Sul, R$ 206,6 milhões no Mato Grosso, R$ 193,8 milhões no Goiás e R$ 731,8 mil no Distrito Federal. No Sul, os financiamentos somaram R$ R$ 371,6 milhões, dos quais R$ 193,5 milhões no Rio Grande do Sul, R$ 150,8 milhões no Paraná e R$ 27,2 milhões em Santa Catarina.
Desde o lançamento da iniciativa, em agosto de 2010, já foram liberados R$ 3,9 bilhões. Essa linha de crédito faz parte das iniciativas previstas no Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, que tem o objetivo de organizar e planejar ações para a adoção das tecnologias de produção sustentáveis, com o objetivo de reduzir a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) no setor agropecuário no País.
Ao todo são sete os programas, sendo seis referentes às tecnologias de mitigação e outro com ações de adaptação às mudanças climáticas: Recuperação de Pastagens Degradadas; Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs); Sistema Plantio Direto (SPD); Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN); Florestas Plantadas; Tratamento de Dejetos Animais; Adaptação às Mudanças Climáticas. A abrangência do Plano ABC é nacional e tem duração prevista até 2020.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento