ALTA DO DÓLAR E AUMENTO DA PROCURA ELEVAM PREÇOS DOS FERTILIZANTES



Na propriedade do agricultor João Mignoso, em Campo Mourão, área central do Paraná, o adubo para a safra de verão já chegou. São 95 toneladas e o pedido foi feito em janeiro, quando a safra anterior ainda estava para ser colhida. O motivo de tanta antecipação foi a economia.
Em Peabiru, João Flora está com o milho safrinha no campo e também já comprou o fertilizante para a safra de verão. O agricultor aguarda a entrega da compra que fez há 30 dias e diz que de lá pra cá o preço do produto já subiu em torno de 10%.
Nessa mesma época, em 2011, o adubo mais usado para a soja estava custando R$ 1.050 a tonelada. Este ano, está custando R$ 1.180, mas o custo de produção não subiu. Pelo contrário, está mais baixo porque o preço da saca da soja aumentou em proporção bem maior.
Na região de Campo Mourão, a saca de 60 quilos estava cotada a R$ 42 em 2011. Hoje está sendo vendida a R$ 53,50, com isso, se no ano passado o produtor teve que vender 25 sacas de soja para comprar uma tonelada de adubo, hoje, ele só precisa vender 22 sacas.
Para o milho, a história é outra. O fertilizante que era comprado com 47 sacas de milho, agora custa 58 e a previsão é que o custo suba ainda mais. Os produtores correm para comprar logo.
A compra tão antecipada acabou pegando de surpresa até as cooperativas agroindustriais. Na Coamo, geralmente as compras antecipadas de adubo e defensivos são feitas em junho, julho. Este ano, pela primeira vez, 90% dos cooperados devem estar com tudo comprado até o início de maio.
De acordo com a Anda, Associação Nacional para a Difusão de Adubos, as vendas de janeiro à março deste ano foram 7% maiores que no primeiro trimestre do ano passado.

FONTE: Globo Rural/GlobalFert
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