Curso Gratuito EaD "Prevenção do Coronavírus no meio rural"

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EMBRAPA E UNICAMP ASSINAM CONVÊNIO PARA DESENVOLVER PLANTAS MAIS RESISTENTES À MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Maíra Bittencourt

            A Embrapa assinou na última quinta, dia 20, um convênio com a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) para desenvolver pesquisa em genética para plantas mais resistentes às mudanças climáticas.
            O aquecimento global vem promovendo mudanças nos padrões climáticos nos últimos anos, como estiagem em época de chuva, excesso de precipitação quando o normal seria tempo seco, granizo e geada na época de maturação de fruto, por exemplo. Mesmo assim, a produção de alimentos não pode correr risco de grandes perdas.
            – Estamos estabelecendo uma unidade mista que vai integrar pesquisadores e infraestrutura da Embrapa e da Unicamp para buscarmos novas alternativas para adaptar a agricultura brasileira às mudanças de clima e amenizar a intensificação dos estresses que virão com as mudanças climáticas globais – afirma o reitor da Unicamp, Fernando Costa.
            – A Unicamp fornecerá estrutura importante de sequenciamento de DNA e a Embrapa, seus especialistas, com o seu conhecimento – disse o presidente da Embrapa, Maurício Lopes.
            A pesquisa deve ter duração inicial de 10 anos. Hoje, são 12 pesquisadores envolvidos no projeto. Dentro de cinco anos, a expectativa é que chegue a cem estudiosos. O foco deve ser as culturas mais expressivas no Brasil, como soja e milho. Mas segundo Paulo Arruda, professor coordenador do projeto, a base genética poderá ser usada para as mais diversas culturas.
            – São tecnologias que têm um amplo leque de aplicações, ou seja, será possível, utilizando essas tecnologias, desenvolver plantas de qualquer cultura que sejam mais tolerantes ou resistentes em ambientes que têm estresse por causa das mudanças climáticas – explica o professor.
            Para os produtores rurais, as plantas mais resistentes podem chegar até mesmo antes do término da pesquisa.
            – Trabalhamos com uma janela de tempo de cinco a 10 anos – afirma Arruda.

FONTE: Canal Rural
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